<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510</id><updated>2012-02-28T12:28:16.408-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera</title><subtitle type='html'>Este é um espaço que se destina às fantasias e exageros das velhas histórias e ao cotidiano de anônimos: jogadores, brigões, loucos, vadios, bêbados.
Aqui despejarei do futebol à cachaça, passando pelo samba e devaneios pessoais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>198</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3110573393799055823</id><published>2012-02-07T19:57:00.005-02:00</published><updated>2012-02-07T20:18:44.245-02:00</updated><title type='text'>Jean Carlos, reco-meçar</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Este texto vai na intenção do irmão Roberto Domé e de Mario Giovanelli, amigo de outras vidas do querido JeanCarlo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou um defensor das tradições, mesmo não sendo nostálgico, purista ou - pior! - conservador. Sou pela tradição porque é ela quem contrabalanceia as reviravoltas desse mundo cada vez mais urgente, mais tecnológico e menos pessoal. Menos pessoal nas relações comezinhas do cotidiano, do trabalho, da família. Menos respeitoso, conseqüentemente. Diametralmente, mais triste, mais carrancudo e depressivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, é preciso se apegar em algumas coisas pra não se esquecer de quem a gente é. Mas em poucas, já que a gente não pode dar conta do mundo. Eu cultuo os meus ancestrais, o chão em que nasci – em particular a Barra Funda – e as relações de verdade, cara a cara.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Graças a isso angariei grandes amizades ao longo da vida. Graças a isso, tive uma oportunidade que mais considero uma bênção: ser amigo de alguns amigos de meu pai. E é sobre um deles, especialmente, que quero falar: Giovane Carlos Margiotta, afamado na Barra Funda pela corruptela do apelido Giancarlo, ou seja, Jean.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não quero aqui fazer qualquer tipo de esboço de personalidade do meu amigo-personagem, até porque as pessoas são &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;mui&lt;/i&gt; complexas. Minha intenção é apenas a de lhe render uma singela homenagem escrevendo aqui o que apreendi do nosso convívio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sujeito simples, de poucos argumentos – o que o diferenciava de seu irmão Domé, que é eloqüente –, quase sem vaidade e nenhuma demonstração de arrogância em vida. Sua característica mais pujante pra mim, acima de tudo, era seu inabalável cotidiano. Jean era meticuloso, e seus dias, como num ritual, eram iguais. Há cinco anos atrás, escrevi sobre ele o seguinte: “Jean é um dos sujeitos mais metódicos que pude conhecer. Acorda, trabalha, come e dorme todos os dias religiosamente nos mesmos horários. Nunca sai a noite em dias de semana e bebe sempre nos mesmos lugares, como uma prática de louvor à monotonia.”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas essa monotonia era diferente. Era animada, alegre, expansiva. Principalmente por causa de suas duas grandes paixões: A Sociedade Esportiva Palmeiras e o implacável reco-reco amassado, seu companheiro inseparável desde que era garoto. Jean talvez não tenha contribuído artisticamente como músico, e acho mesmo que não tocava reco igual o lendário Mussum, mas tem grande responsabilidade de ter incutido em mim a chama do samba – junto do Grupo Xamanóis, do qual foi um dos fundadores há quase trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os domingos eram sempre no Anhangüera junto dos amigos Bonitão, Bule, Gilmar, Zé Bertolozzi e outros que, com ele, tornavam nossos domingos de futebol mais divertidos. Depois, iam todos pro bar do Sinval assistir o jogo da televisão – bebendo, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Jean cantou pra subir anteontem, aos 55 anos, pouco antes de cumprir sua rotina de ir ao Anhangüera ver o jogo e beber com os camaradas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A perda é grande, e pra mim há um motivo. Jean, conscientemente, talvez não soubesse, mas tinha uma coisa muito parecida comigo: a conservação da tradição, seja por idealismo – no meu caso -, seja por mania – no caso dele. O fato é que, sem ele, a Barra Funda fica menos Barra Funda, os domingos no Anhangüera ficam menos domingo, o bar do Sinval fica menos bar do Sinval, o Xamanóis fica nóis sem "xama", e o reco-reco metálico agora não tem mais graça nenhuma...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3110573393799055823?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3110573393799055823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3110573393799055823&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3110573393799055823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3110573393799055823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2012/02/jean-carlos-reco-mecar.html' title='Jean Carlos, reco-meçar'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-5158972005543206299</id><published>2011-09-21T18:18:00.002-03:00</published><updated>2011-09-21T18:22:40.117-03:00</updated><title type='text'>Tio Déto</title><content type='html'>Diziam que nós dois éramos parecidos. Não sei, talvez nunca ninguém tenha dito isso, mas eu sempre quis me parecer contigo. Enfim... Fato é que, inegavelmente, há entre nós semelhanças brutais. Uma delas é o apego à nossa história de vida e todas suas subsidiárias: pessoas, lugares, memórias – tudo com um toque de saudade, de bairrismo e, vez por outra, de nostalgia. Temos também um bom discernimento daquilo que é justo – não vou dizer “correto” ou “certo” porque aí entram questões muito mais complexas a serem discutidas. A “verdade” não deve existir e a “razão”, como disse mestre Candeia, está sempre dos dois lados -, sempre achei suas posições justas, sóbrias. Somos também, por outro lado, muito orgulhosos: fruto tanto de autoconfiança quanto de teimosia, defesa, medos, traumas, sei lá que merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém o Corinthians é o elo que nos ligou pra valer, fazendo revelar muitas das coisas que compartilhamos, que sentimos. Você tem um grande coração. Falo isso pelo que passei, pelo que vi, pelo que fizeste por mim. Só você se preocupou com o fato de eu não desfrutar dos privilégios dos meus irmãos, que sempre iam aos jogos do Palmeiras com meu pai. Pode ser coisa pequena, mas pra você não era. Nossa diferença de idade não é lá muito grande. Quando você começou a me levar aos jogos do Timão, você era um garoto de 22 ou 23 anos, mas pra mim sempre me pareceu ser um homem bem mais velho, responsável, respeitoso e um tanto reticente à expor, ainda que minimamente, qualquer intimidade e insegurança. Também sou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente acaba, ao longo do tempo, tentando se diferenciar dos outros – daqueles mais próximos de nós. O fato de eu ser tão diferente do Angelo e você do Dornel não é meramente uma questão genética, tampouco de providência. Você me alertou, me preparou e amenizou as inapeláveis comparações que as pessoas fazem entre irmãos. Também somos parecidos nisso: “Ele é muito inteligente, mas é sem graça”. Na adolescência isso é motivo para se dar um tiro nos cornos, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirante meus pais, ninguém foi mais preocupado em conversar, orientar, aconselhar, apontar caminhos e perspectivas. Aliás, não só para comigo como também com seus outros sobrinhos. Você é o protótipo do “tiozão” – nunca foi à toa eu ter lhe chamado assim -, do cara que batalhou, que remou contra a maré, que deu certo em todos os sentidos: profissional, acadêmica, econômica e, principalmente, humanamente – e tudo isso foi muito sofrido, o que valoriza sua biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo eu sendo às vezes polêmico e radical, mesmo divergindo ideologicamente em algumas questões, imagino nós, velhinhos – quando você tiver 82, terei 70 – juntos, falando do Coringão e cantando o samba do João Bosco e do Aldir Blanc que dá glória aos piratas, às mulatas e às sereias. Mas saiba que ainda te olharei com a mesma admiração e respeito. Te chamarei de “tiozão” com a mesma inocência do garoto que você levava ao Pacaembu. E que você sempre foi, é e será, para mim, uma referência imorredoura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-5158972005543206299?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/5158972005543206299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=5158972005543206299&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5158972005543206299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5158972005543206299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/09/tio-deto.html' title='Tio Déto'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3239477012819299548</id><published>2011-05-25T19:02:00.007-03:00</published><updated>2011-05-27T19:49:16.474-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XLV</title><content type='html'>Hoje o Anhangüera dá Samba! completa quatro anos. Quatro anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês passado recebemos Kazinho, um dos grandes baluartes do samba e da noite paulistana. Pelas mãos do grande Caio Ramos - que escreveu a biografia do Germano Mathias - que conseguimos localizar o Kazinho - há anos numa casinha de um cômodo no Camargo Velho, extrema zona leste. Aos 83 anos vive sozinho, contando com a ajuda de sua única filha, e não se apresentava há coisa de 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí o fator mais importante. Uma das nossas idéias, no princípio, era poder levar gente como o Kazinho para o Anhangüera dá Samba! - gente que contribuiu, que lutou, que cortou um doze. Que fez história, enfim. Essa memória deve ser conservada; é preciso ouvir os causos contados por esse (hoje) anônimo. Acho que foi, nesses termos, a edição mais importante do nosso projeto. Kazinho contou várias passagens de uma cidade que, mesmo sendo esse gigante, conservava uma caipirice que quase não se vê mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou duas semanas antes, quando levamos Kazinho ao Bar do Alemão. Lá, num bar de música, noturno, começamos a desfrutar da verve do velho. No dia do samba, a coisa pegou fogo antes, na casa do bom Paulinho Timor, que preparou uma galinhada nervosa. No Anhangüera então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-i-XdA4sJpxk/TeAax1gprJI/AAAAAAAAAUI/LhLsxuP4Nug/s1600/Kzinho-008.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-i-XdA4sJpxk/TeAax1gprJI/AAAAAAAAAUI/LhLsxuP4Nug/s400/Kzinho-008.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611514579183578258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paula Sanches, Fernando Szegeri, Chico Aguiar, Railídia e o mestre Kazinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pra cantar os sambas do Kazinho tem que ser iniciado. Convidamos Chico Aguiar e a Paula Sanches - ambos já foram nossos homenageados - pra dividir com o Fernando e a Rai essa honra, como se vê na foto. Cada um deles se preparou e cantou dois sambas do Kazinho - que infelizmente, por um problema de audição, não segura mais uma roda de samba. Mas Kazinho também cantou; e impresionante: não perdeu aquela divisão tão característica. Não perdeu o tom, a ginga. Que noite, que noite. Olha aí o Chico cantando uma delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r6Mm3oI2s70?hl=pt&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/r6Mm3oI2s70?hl=pt&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje são quatro anos. Este texto não tem a intenção de divulgar nada, já que faltam poucas horas para o samba começar no terreiro. Vamos receber um mostro: Wilson das Neves! Vai ser foda! (o palavrão às vezes se faz necessário; ele eleva ao infinito qualquer expressão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês que vem eu conto como foi. Vamos ouvindo o mestre e esquentando os tamborins. Ô sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/7ecca2a4-3c72-42dd-b8e0-06d630cd68ab&amp;amp;theName=02 Debaixo do Cobertor&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=7ecca2a4-3c72-42dd-b8e0-06d630cd68ab"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/7ecca2a4-3c72-42dd-b8e0-06d630cd68ab/02-Debaixo-do-Cobertor/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3239477012819299548?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3239477012819299548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3239477012819299548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3239477012819299548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3239477012819299548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/05/anhanguera-da-samba-xlv.html' title='Anhangüera dá Samba XLV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i-XdA4sJpxk/TeAax1gprJI/AAAAAAAAAUI/LhLsxuP4Nug/s72-c/Kzinho-008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-534418970985733661</id><published>2011-04-28T09:36:00.006-03:00</published><updated>2011-04-28T11:06:04.143-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XLIV</title><content type='html'>Que cara querido é o Teroca. Mês passado foi o homenageado no Anhangüera dá Samba! Com  serenidade e um jeitão de caboclo que sabe das coisas, chegou ao nosso terreiro acompanhado por uma trupe. Não que tivesse as levado - era gente que gosta do seu trabalho. À medida que iam entrando, eu constatava: a maioria nunca tinha ido lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na roda, Teroca mesclou seus sambas com outros de grandes baluartes, conduzindo a roda com maestria. Causou, entre os que não o conheciam, estupefação: "- Que compositor!", disse meu irmão Bruno. Fazia tempo que queríamos convidá-lo, e foi um tiro certeiro. Dona Inah, que marca presença constantemente, pintou e cantou. Ela, que participou do disco do Teroca, destilou eslogios a este grande compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o vídeo do Teroca cantando no Anhangüera não saiu. Quem lá esteve, no entanto, não esquecerá. Salve, Teroca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-93kMeRqHsEw/TbltfAvwvGI/AAAAAAAAAUA/hjrWzBsU4SY/s1600/teroca2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 356px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-93kMeRqHsEw/TbltfAvwvGI/AAAAAAAAAUA/hjrWzBsU4SY/s400/teroca2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600627991155620962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, a última sexta do mês - tem &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Anhangüera dá Samba!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Inimigos do Batente homenageiam o cantor e compositor Kazinho,  grande baluarte da noite paulistana. Kazinho é paraense, se radicou no  Rio de Janeiro ainda jovem, mas foi em São Paulo que ganhou notoriedade.  Parceiro e amigo de figuras do quilate de Jorge Costa e Germano  Mathias,  cantou em todas as casas noturnas de música na cidade. Gravou e  foi gravado por grandes nomes do samba como Demônios da Garoa, Noite  Ilustrada e Ciro Monteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homenagem a Kazinho, com 83 anos e esbanjando boa forma - ainda  toma um engasga-gato! - terá ainda as especialíssimas participações dos  exímios cantores Chico Médico (relembre &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2007/11/anhanguera-d-samba-vi.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; sua apresentação no Anhangüera) e Paula Sanches (&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2011/02/anhanguera-da-samba-xlii.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que formarão o "quadradro mágico" com nossos ilustres titulares Fernando Szegeri (&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.youtube.com/watch?v=a7IuTwPspQU" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e Railídia Carvalho (&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://showlivre.uol.com.br/inimigos-do-batente-tocam-inimigos-do-batente-no-showlivre_8837351_videos.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) a cantar os sambaços de Kazinho. O Anhangüera dá Samba! não só homenageia um grande baluarte da música brasileira, como revive um tempo áureo da noite da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um áudio de um samba do Kazinho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pressão Baixa&lt;/span&gt;, gravado por Germano Mathias no disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samba é Comigo Mesmo&lt;/span&gt;, de 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/abbd42fc-ee45-4cf9-a304-09d83e9a8891&amp;amp;theName=08 Press�o baixa&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=abbd42fc-ee45-4cf9-a304-09d83e9a8891"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/abbd42fc-ee45-4cf9-a304-09d83e9a8891/08-Press%EF%BF%BDo-baixa/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;         eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Até amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-534418970985733661?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/534418970985733661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=534418970985733661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/534418970985733661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/534418970985733661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/04/anhanguera-da-samba-xliv.html' title='Anhangüera dá Samba XLIV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-93kMeRqHsEw/TbltfAvwvGI/AAAAAAAAAUA/hjrWzBsU4SY/s72-c/teroca2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6377731919449591102</id><published>2011-04-15T11:49:00.007-03:00</published><updated>2011-04-15T12:51:16.831-03:00</updated><title type='text'>Destruição de um templo</title><content type='html'>Não tem saída: a gente tem que brigar pelas causas em que acreditamos. Sou contra - até certo ponto - a modernidade e explico. Não quero ser nostálgico, nem viver um tempo que não é o meu. O mundo está aí; as inovações tecnológicas e as mudanças comportamentais são inevitáveis. Mas é triste quando a mudança é ditada apenas pelo fator econômico. Quando não se leva em conta o fator social, as instituições, a tradição... Aí o molho desanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma briga que travo com especial fervor é pelo futebol varzeano em geral, e mais especificamente pela minha agremiação, o Anhangüera, clube fundado em 1928. É na várzea que ainda se vê - não nos campeonatos promovidos por cervejarias, que já operam nos moldes do futebol moderno - um futebol genuíno. Acreditem que existe amor à camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos eu dizia que as quadras de futebol society eram o grande vilão, o algoz do futebol amador. Eu não estava enganado. As quadras de jogadores de carpete estão acabando; o mercado imobiliário está pilhando todas elas. Mas não tenho muito o que comemorar. Alívio? Pelo contrário: elas deixaram um vestígio irreversível: uma nova maneira de se jogar futebol na cidade. Como um parasita social, elas mudaram toda a concepção de amadorismo: quer jogar, pague! Acaba-se com uma velha instituição forjada pela habilidade de jogar, pela iniciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliada a esta aberração comportamental, a prefeitura tem acabado com vários clubes antigos. E aos que ela julga interessantes, impõe goela abaixo a modernidade: grama sintética. Escrevi há dois anos e meio sobre isso, quando começou a ser ventilada a notícia de que o Anhangüera sofreria as conseqüencias deste progresso obtuso. Meu texto pode ser lido &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/10/um-templo-ameaado.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que circulam neste meio - seja no Anhangüera ou nos outros clubes - estão completamente inebriadas. É, de fato, muito bom economicamente. O campo terá uma demanda de aluguel jamais sonhada, e os cofres vão agradecer. A questão não é a grama - também acho um tesão jogar no sintético. O problema é que finda uma era, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus vivendi&lt;/span&gt; - que sobrevivia ainda que por aparelhos - que é um dos pilares da cidade desde o começo do século passado. Uma mudança que enterra de vez um jeito de se viver, de se relacionar - com as pessoas e com o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas, infelizmente, não acham que têm responsabilidade, e nem se dão conta disso. Em alguns anos, vão lembrar com nostagia do terrão, e de como era bom "aquele tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-RhCh6P8rCaI/TahcrgChZRI/AAAAAAAAAT4/YfABr7Ar6RM/s1600/Campo%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 263px; height: 201px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RhCh6P8rCaI/TahcrgChZRI/AAAAAAAAAT4/YfABr7Ar6RM/s400/Campo%2B4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595824439412483346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campo do Anhangüera em 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-PgPEeLxoomI/TahcrW9GZ4I/AAAAAAAAATw/Tm-7WFHwlRQ/s1600/-192945243904DB53A8.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PgPEeLxoomI/TahcrW9GZ4I/AAAAAAAAATw/Tm-7WFHwlRQ/s400/-192945243904DB53A8.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595824436973823874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campo do Anhangüera hoje, em obras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6377731919449591102?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6377731919449591102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6377731919449591102&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6377731919449591102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6377731919449591102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/04/destruicao-de-um-templo.html' title='Destruição de um templo'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RhCh6P8rCaI/TahcrgChZRI/AAAAAAAAAT4/YfABr7Ar6RM/s72-c/Campo%2B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2110898849165046854</id><published>2011-03-24T14:56:00.005-03:00</published><updated>2011-03-25T16:06:00.678-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XLIII</title><content type='html'>Sílvio Modesto é uma das figuras mais conhecidas no samba de São Paulo. Presumo que não há roda de samba de responsa na cidade em que ele não havia cantado. Faltava o Anhangüera pra completar, e sabíamos disso. Enfim, o convidamos mês passado. Tal função ficou a cargo do Paulinho Timor que é amigo pessoal do mestre. Eu, que conheço o Modesto há anos, já lhe fui apresentado - que eu me recordo - pelo menos umas seis ou sete vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu é que fui buscá-lo. Sem nenhuma surpresa pra mim, Seo Sílvio me apertou a mão: "- Você que é o Favela?". Nos apresentamos - e espero que esta tenha sido a última vez - e seguimos caminho, conversando, fumando cigarro - no meu carro, pode! -, e ele falando sobre sua história e que-tais. Ao fim da noite parecíamos amigos de infância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ZpSgku4o7sA/TYuG6SyC1JI/AAAAAAAAATo/nluUNfVVYV4/s1600/S%25C3%25ADlvioModesto%2B%25282%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZpSgku4o7sA/TYuG6SyC1JI/AAAAAAAAATo/nluUNfVVYV4/s400/S%25C3%25ADlvioModesto%2B%25282%2529.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587708098715505810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ninguém canta como Sílvio Modesto. Sua divisão, e um compasso pra trás, são difíceis de acompanhar, e dão, à qualquer música, uma cara própria, um som inconfundível: é o Modesto. A noite foi agradabilíssima, com calor e muita gente boa. Sílvio Modesto gostou, foi o que me disse. Assistam-no, e segurem essa divisão malandreada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/K0OaX_bLt7E" width="400" frameborder="0" height="340"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, daqui a pouco, os Inimigos do Batente convidam um dos nomes mais comentados no mundo do samba: o premiadíssimo compositor Teroca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conheci em 2007, quando venceu o Primeiro Festival de Samba do Estado de São  Paulo, realizado no TUCA, concorrendo com mais de 300 sambas  inscritos, com o samba de roda “Bamboleio”, defendido por Dona Inah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dileto amigo, o jornalista Bruno Ribeiro, foi quem escreveu a contra-capa de seu disco novo, &lt;i&gt;Elos do Samba&lt;/i&gt; - aliás, um discaço com participação de grandes nomes do samba; &lt;b&gt;&lt;a href="http://teroca.com.br/" style="color: rgb(51, 102, 255);" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; você vê seu site. No texto, Bruno diz que &lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;i&gt;"...&lt;span&gt;o teu samba me dá vontade de largar tudo e cair na noite e rever amigos  e beber para ser feliz e alimentar a nossa esperança no Brasil. Esta é a  tua grande contribuição na vida (...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Teroca é um compositor maiúsculo,  compromissado com a cultura de São Paulo sem defender bandeiras e  fronteiras. Estamos falando de um grande brasileiro, de um homem comum  que fez do samba o seu destino e ganhou o respeito dos mais velhos com  sua simplicidade."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;Está dito!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Encontre mais artistas como &lt;a target="_blank" href="http://www.myspace.com/terocasamba/music/albums/com-todo-respeito-1691550?ap=1&amp;amp;songid=6657878"&gt;Teroca&lt;/a&gt; em &lt;a target="_blank" href="http://www.myspace.com/music"&gt; Myspace Music &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2110898849165046854?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2110898849165046854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2110898849165046854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2110898849165046854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2110898849165046854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/03/anhanguera-da-samba-xliii.html' title='Anhangüera dá Samba XLIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZpSgku4o7sA/TYuG6SyC1JI/AAAAAAAAATo/nluUNfVVYV4/s72-c/S%25C3%25ADlvioModesto%2B%25282%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3945176740718540163</id><published>2011-02-24T14:51:00.005-03:00</published><updated>2011-02-25T16:52:43.952-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XLII</title><content type='html'>Tudo que se diga ou se escreva à respeito de Paula Sanches no Anhangüera no mês passado será pouco; será, inclusive, presunçoso. Há muito tempo se falava no nome dela pra compôr nossa galeria de convidados. Muita gente, em variadas ocasiões, me dizia, tentando surpreender: "- Tem que levar a Paulinha! Vai ser um estrondo!", como se eu não soubesse disso; como se fosse a descoberta do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-D54EBZ1jbos/TWacBaoh6hI/AAAAAAAAATY/fGdWlfoRGNk/s1600/paulinha-007.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-D54EBZ1jbos/TWacBaoh6hI/AAAAAAAAATY/fGdWlfoRGNk/s400/paulinha-007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577316736688056850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bato o olho na Paula e vejo uma diva - uma estrela mesmo -, e quem me conhece atesta que, se tem uma coisa que eu não sou, definitivamente, é baba-ovo. Impossível é não se deixar contaminar com sua presença na roda de samba. Poucas vezes se viu um coro como nessa roda; principalmente das moças - todas extasiadas! Interessante, ainda, é ver a força dessa nossa empreitada: Paulinha, pouco antes de arrebentar - repito, arrebentar! - na roda, confessou-me estar ansiosa. Bobagem; há aqueles que dominam, que fazem o público hipnotizar-se; e isso é pra poucos. Não, Paula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começar o ano do jeito que começamos é uma prova cabal de que este 2011 será um baita ano pro Anhangüera dá Samba!, que vai chegando aos 4 anos. Cliquem no play:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/LshysikSG98" width="400" frameborder="0" height="340"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem mais. Sobre o convidado especial, empresto - como sempre - de meu compadre Fernando Szegeri texto publicado em 2001 na Agenda do Samba e Choro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carioca de Braz de Pina, mas estabelecido em São Paulo desde os anos 60, Sílvio Modesto é uma das mais conhecidas e folclóricas figuras do samba e da noite paulistanos. Compositor gravado por Beth Carvalho, Jorginho do Império, Arlindo Cruz &amp;amp; Sombrinha, Benito de Paula, Originais do Samba e Jovelina Pérola Negra, entre outros; percussionista respeitado, tendo durante 17 anos integrado o famoso "Regional do Evandro" (pode-se vê-lo em várias edições dos programas "Ensaio" e "MPB Especial", gravados pela TV Cultura na década de 70); cantor cheio de bossa e grande contador de histórias, Modesto é o que se pode chamar do sambista completo, daqueles que sozinhos fazem o show, na linhagem - hoje praticamente em extinção - de bambas como Jorge Costa e Germano Mathias, para ficar só em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.youtube.com/watch?v=eDsGO1UcwOQ"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ouvir um samba do Sílvio Modesto, em parceria com Caprí, gravado - e muito executado - por Bezerra da Silva: Os DP´s de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3945176740718540163?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3945176740718540163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3945176740718540163&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3945176740718540163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3945176740718540163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/02/anhanguera-da-samba-xlii.html' title='Anhangüera dá Samba XLII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-D54EBZ1jbos/TWacBaoh6hI/AAAAAAAAATY/fGdWlfoRGNk/s72-c/paulinha-007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3027215155827872184</id><published>2011-01-27T13:54:00.005-02:00</published><updated>2011-01-27T19:02:36.864-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XLI</title><content type='html'>O ano de 2010, se por um lado foi tão difícil para o Anhangüera dá Samba! - ano em que tivemos que dar uma pausa de dois meses -, por outro lado foi um grande ano: levamos dez bambas! Desde o começo do ano com Delcio Carvalho e Monarco, passando por Nei Lopes e Moacyr Luz e fechando com o Kiko Dinucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566906983908543330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TUGgaDmCi2I/AAAAAAAAATM/ZPglefoxqV8/s400/KikoDinucci%2B009.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="left"&gt;Kiko Dinucci - a quem chamo de gênio - praticamente dominou todas as ações na roda, que não foi propriamente de samba, diga-se. Seu repertório é composto de batuque, jongo, congada, tambu e, entre outros ritmos, o samba. Kiko, que nunca havia ido ao Anhangüera, deixou boquiabertos os que não o conheciam. E não foram poucas as pessoas que me bateram nas costas: "- Gênio mesmo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento mais bonito foi vê-lo cantando seu samba Roda de Sampa ali, na Barra Funda - bairro homenageado nessa música. Confiram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe class="youtube-player" title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/EzvUTv4i324" frameborder="0" width="400" height="344" type="text/html"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã começam os trabalhos de 2011, e com um nome aguardadíssimo há tempos. Deixo abaixo um texto de Fernando Szegeri, no &lt;a href="http://www.samba-choro.com.br/noticias/pordata/25215"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Samba-Choro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abrindo a temporada 2011 do Anhangüera dá samba!, os Inimigos do Batente e a A.A. Anhangüera recebem nesta última sexta-feira do mês a excelente cantora paulistana Paula Sanches!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revelação do samba da Terra da Garoa, essa jovem intérprete impressiona, sim, pelo domínio das divisões e síncopas, mas sobretudo por uma verve particularíssima que já foi traço distintivo de uma escola de grandes sambistas destas plagas, da linhagem nobre que congrega gente do porte de Caco Velho, Germano Mathias, Miriam Batucada, Jorge Costa e Isaurinha Garcia. Esta última, aliás, inspiração e influência maior de Paulinha, como é carinhosamente chamada pelas rodas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promessa de muito samba sincopado, regado a cerveja e garoa, em celebração ao samba tão brasileiro que se faz sob as saias dessa Velha Senhora, de seus 456 anos recém completados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, ainda, um áudio da música &lt;em&gt;Não Bula na Cumbuca&lt;/em&gt;, de Paulinho Timor, interpretada pela nossa convidada:&lt;/p&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/58c1a47d-474e-418c-a610-c71fc3366917&amp;amp;theName=1 - N�o bula na cumbuca&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=58c1a47d-474e-418c-a610-c71fc3366917"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/58c1a47d-474e-418c-a610-c71fc3366917/1---N%EF%BF%BDo-bula-na-cumbuca/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Até amanhã!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3027215155827872184?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3027215155827872184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3027215155827872184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3027215155827872184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3027215155827872184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2011/01/anhanguera-da-samba-xli.html' title='Anhangüera dá Samba XLI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TUGgaDmCi2I/AAAAAAAAATM/ZPglefoxqV8/s72-c/KikoDinucci%2B009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-1606516851060934913</id><published>2010-12-27T14:28:00.007-02:00</published><updated>2010-12-27T14:38:09.328-02:00</updated><title type='text'>Não quero redenção, quero a Argentina!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Crônica minha, especialmente para o site da Copa de 2014 do Ministério do Turismo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicada originalmente dia 24/12/10 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/copa_cabeca/detalhe/artigo_Artur_Tirone.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como pode passar assim por três, quatro? Tinha que dar uma botinada no homem! Tinha que dar nesse merdinha igual ele deu no Batista! Mas não, o Alemão joga com ele no Nápoles e não quis “pegar”! Ah, se fosse eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase enfurecida foi proferida por meu avô – e por outros milhões de brasileiros – logo após a eliminação canarinho na Copa de 90. Este, ao lado do cardíaco Brasil x Holanda de 94, foi o jogo que mais me marcou. A derrota doída, porém, deixa uma cicatriz que não se apaga. Este é, portanto, meu maracanazzo particular. Sendo assim, Caniggia, pra mim, é apenas uma corruptela de Ghiggia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um sujeito varzeano, nascido e criado na Barra Funda, onde ainda moro. Aqui, como em outros lugares não menos tradicionais dessa cidade – cito Mooca, Bela Vista e Penha -, se cultua um futebol que se vê nas quebradas, nas peladas, nas ruas de terra; um futebol de criança, de bolinha de meia e de bola já oval de tão velha. Aqui, como de resto em vários cantos do Brasil – e por isso somos o país do futebol -, o esporte bretão é coisa séria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo que sou varzeano e vou explicar: a várzea do Rio Tietê, em tempos já distantes, tinha mais campo de futebol – os chamados times “de várzea” – do que gente começando regime na segunda-feira. A especulação imobiliária e o crescimento desembestado da cidade trataram de acabar com quase todos eles, da Vila Matilde (Zona Leste) à Lapa (Zona Oeste). Hoje ainda restam alguns, raríssimos, sendo o campo da Associação Atlética Anhangüera um deles. É lá que fui criado e que jogo todos os domingos. Foi lá que meu pai estreou em 1967 e meu avô em 1933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clube foi fundado em 1928 em meio a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boom&lt;/span&gt; de clubes sociais que pipocavam pelos bairros da cidade. Naquele tempo o crescimento da cidade ainda não havia suplantado uma grande instituição: o Bairro. Era no bairro que as pessoas viviam, trabalhavam e se divertiam. Os clubes eram legítimos representantes dos bairros. Havia clubes de todas as espécies: alguns só tinham o futebol, outros – como o Anhangüera -, além do futebol, tinham esportes variados como bocha e pingue-pongue e uma sede social respeitável, com bailes e concursos de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anhangüera era composto basicamente pelos filhos de imigrantes italianos que se estabeleceram no bairro anos antes. Era gente trabalhadora, em sua maioria pequenos comerciantes, tapeceiros, sapateiros. Meu avô, Osvaldo Tirone, era carroceiro de burros. Fazia viagens ao moinho Manetti Gamba – hoje Moinho Santo Antonio – para buscar sacos de farinha, sempre entornando seu garrafão de vinho. Dizem que foi um dos maiores valentes da região. Capitão do Sport do Anhangüera por vários anos, era um beque que sabia jogar, mas batia sem a menor complacência: no primeiro sinal de desrespeito o adversário voava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dizia que os clubes representavam seus bairros. No começo da década de 50, o Sulamericano do Bom Retiro dispunha de um timaço, com um meio campista de classe chamado Perez, bom de bola e cheio de tarimba. Teve um jogo em 1952 entre Anhangüera e o Sulamericano que, por causa do Perez, tomou proporções inimagináveis. O problema é que o Perez era uruguaio e o jogo acabou virando um genérico de Brasil e Uruguai de dois anos antes; o Anhangüera se viu na obrigação de vingar o País; e o alviverde do Sulamericano, na pessoa do Perez, virou a Celeste. O jogo estava duríssimo, mas não completou cinco minutos; o bambu gemeu e o gringo teve que correr horrores dos “brasileiros” da Barra Funda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero pregar a violência, pelo contrário; mas acho que o fair play tem limite. O futebol, pra um varzeano como eu, não pode ser concebido como mero espetáculo. Não admito o futebol como entretenimento, com clientes em vez de torcedores, jogadores inertes e profissionais a níveis inabaláveis. O Alemão... O Alemão tinha que ter dado uma saraivada no Maradona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2014 quero uma final entre Brasil e Argentina. Não para redimir o Alemão, mas porque o maior clássico do mundo merece uma final de Copa. Só por isso. Não sairá de mim, caso o Brasil ganhe – tem que ganhar! -, aquele gol do Caniggia. Assim como aquela final de 50 pairará sobre o maior do mundo para sempre. Deixemos o maracanazzo, o Barbosa e os 200 mil em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo dos meus sonhos da Seleção Brasileira, porém, vos confesso, seria contra um time que tivesse, entre seus jogadores, o goleiro Ramon Quiroga do Peru-78, o zagueiro Vicente de Portugal-66 e o volante Obdulio Varela do Uruguai-50. Que este jogo durasse apenas cinco minutos, e que esses três tivessem um dia como aquele do coitado do Perez. Sorte deles que é sonho, porque nesse jogo meu velho avô veste a camisa 3 canarinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-1606516851060934913?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/1606516851060934913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=1606516851060934913&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1606516851060934913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1606516851060934913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/12/nao-quero-redencao-quero-argentina.html' title='Não quero redenção, quero a Argentina!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-8965571216779744317</id><published>2010-12-16T19:29:00.005-02:00</published><updated>2010-12-18T12:52:44.100-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XL</title><content type='html'>A última roda do Anhangüera foi bacana pelo seguinte: nosso convidado especial era o um dos três grandes professores de samba do Szegeri - ele sempre disse isso, em várias oportunidades - que ainda não havia se apresentado no nosso terreiro. Chico Médico e Wilson Sucena, os outros dois, mataram a pau quando de suas convocações. (a propósito: anos de cancha os dois. Anos!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TQqIL1nb0lI/AAAAAAAAATA/QFyeti_ePvE/s1600/NeySilva%2B011.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TQqIL1nb0lI/AAAAAAAAATA/QFyeti_ePvE/s400/NeySilva%2B011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551399227639976530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ney Silva chegou manso, sentou-se, e ficamos conversando. Enquanto não era chamado, atendeu alguns pedidos pra sair na foto com um monte de gente. Reviu o lendário Almeida, amigo de tempos remotos, e se interessou pelo lugar. Pouco depois já estava na roda. Eu poderia dizer que Ney Silva foi acolhido pelo público, mas, antes, soltou da manga mais que um repertório malandreado: um domínio total, como poucos têm, de uma roda de samba. E a coisa é tão subjetiva que seria muita pretensão eu tentar explicar aqui; pra entender, é preciso ser iniciado no riscado. De mais a mais, foi uma grande satisfação trazê-lo. Neste ano de 2010 só havíamos convidado um paulista. Embora o Ney seja carioca, está radicado em São Paulo há tanto tempo que não tem como dissociá-lo dessa cidade. Meus agradecimentos à generosidade deste bamba, que emprestou pra toda a gente que estava lá, naquela puta noite, toda essa tarimba, galgada em muita noite, em muito samba. Clique no play:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="380" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wFmiSUUnGPU?hl=pt&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wFmiSUUnGPU?hl=pt&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="380" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sexta, a última do mês - contando que as outras duas, de Natal e ano novo, não valem! -, tem o último Anhangüera dá Samba! do ano. Um ano especialíssimo pra gente, em que recebemos grandes nomes do samba. Ano também que superamos dificuldades de toda ordem. Eu poderia fazer aqui uma lista de agradecimento - o que sempre acaba sendo injusto. De todo modo, faço questão de deixar meu mais sincero abraço a todos os que gostam do Anhangüera, que prestigiam a gente há algum tempo. E dizer que teremos um 2011 de responsa, nessa mesma toada à qual nos propusemos desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso último convidado deste 2010, pra fechar o ano com chave de ouro, é o multi-artista Kiko Dinucci. Há tempo digo publicamente que Kiko é um dos maiores compositores brasileiros que apareceu nos últimos anos. Com quatro discos lançados em variados projetos, é um compositor diferenciado, que não se prende a um estilo, a uma regra. Kiko é do samba, do jongo, do batuque, do bumbo, da curimba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo em anexo um áudio do malandro cantando uma de suas pérolas - um samba que gosto muito, que homenageia a minha Barra Funda: &lt;i&gt;Roda de Sampa&lt;/i&gt;, gravada em 2008 no disco do Bando Afromacarrônico. Ouçam e constatem que se trata de um artista nato, um monstro - é como eu o encaro! -, meu amigo Kiko Dinucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/c5160282-c345-4897-8e44-5175ff7bd2a4&amp;amp;theName=10 Roda De Sampa&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=c5160282-c345-4897-8e44-5175ff7bd2a4"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/c5160282-c345-4897-8e44-5175ff7bd2a4/10-Roda-De-Sampa/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-8965571216779744317?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/8965571216779744317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=8965571216779744317&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/8965571216779744317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/8965571216779744317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/12/anhanguera-da-samba-xxxx.html' title='Anhangüera dá Samba XL'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TQqIL1nb0lI/AAAAAAAAATA/QFyeti_ePvE/s72-c/NeySilva%2B011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6199378438336065053</id><published>2010-11-30T19:38:00.002-02:00</published><updated>2010-11-30T19:46:19.043-02:00</updated><title type='text'>Eu, Barra Funda</title><content type='html'>Uma das características mais fortes da cultura do nosso país é a seguinte: o sentimento de pertencimento. Ao longo do tempo, porém, e à medida em que as pessoas viviam em meios cada vez mais urbanizados, a coisa se perdeu, e este “sentimento” foi relegado a uma condição menor, a uma vergonhosa resignação ou, ainda, à uma bárbara falta de vontade de “crescer” – tanto do indivíduo quanto do Estado; quem nunca ouviu coisas do tipo “isso é o Brasil” ou “É por isso que este país não vai pra frente”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito grassa por essas bandas uma subserviência de dar gosto. As elites, que botavam os filhos num navio pra estudarem na Europa fizeram um trabalho bem feito neste sentido; ficamos com a sensação de sermos irremediavelmente um povo muito abaixo, cultural e mesmo racialmente, dos povos que compõem os gloriosos países desenvolvidos: Brasil, um país de selvagens! De índios vagabundos e pretos arruaceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí se viu os grandes centros mais “avançados”, notadamente a capital federal Rio de Janeiro e São Paulo, com suas ruas, cafés e cabarés imitando o jeito do velho mundo. Estou falando de mais de um século atrás; antes disso, desde a casa grande, o barato é o mesmo. Historicamente, as elites econômicas e intelectuais não gostam do Brasil, não se sentem brasileiras – deve ser difícil se sentir, em qualquer nível (pra quem foi abençoado por Deus com os dotes do dinheiro e do glamour), irmão de um índio. Ou de um negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo correu. Vieram os imigrantes europeus pra tornar o país mais “branco” – eles nem sabiam disso -, veio a indústria cultural arregaçando nossas tradições mais caras, veio sopapo no capoeira e no sambista, veio o Rambo, as bandas de rock, as mega gravadoras, as insuportáveis bandanas com a bandeira norte-americana, veio o Benjamin Franklin com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;time is money&lt;/span&gt;, a internet, a globalização. Tudo isso jogou contra o tal sentimento de pertencimento do qual eu quero tratar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde raios este sentimento conseguiu se segurar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, pra mim, é uma. E simples: nas camadas menos favorecidas da população. Na gente pouco suscetível ao bombardeio dominante. Sei que dirão os entendidos que são justamente eles, os não-estudados, os primeiros a sofrer o bombardeio. Antes, no entanto, de nos julgarmos mais protegidos, não sejamos arrogantes - eu diria até ingênuos. Essa turma que vive à margem, nas beiradas, nas periferias e subúrbios que reinventa, que resiste, apesar das vistas grossas a que são submetidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este povo que vive no meio urbano herdou* fortemente o sentimento que, no começo, pertenceu – ainda pertence - à caipirada, aos matutos descendentes dos índios que viviam no campo com o mínimo social e vital; que para sobreviver com este mínimo criou relações de parceria onde a religião era um pilar que humanizava. Que plantava, colhia, erguia a casa, caçava, comia, dançava, rezava e estabelecia relações com os do seu lugar porque sabia que precisava do outro, e que ajudar o outro era ajudar a si mesmo; porque não precisava ir além, nem achar que o de fora é melhor ou mais bonito. Esse povo que, antes de se referir à cidade, à vila ou à freguesia que pertencia, se caracterizava pelo sentimento de pertencimento ao bairro; para o caipira**, o bairro é a síntese de sua vida, é sua nação. É no bairro que ele tem tudo o quanto precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumo dizer que só conheço a Barra Funda e adjacências. Hoje é aniversário da Barra Funda. Eu sou um caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* um dos principais fatores constitutivos das periferias e subúrbios é o deslocamento dos indivíduos do meio rural para o urbano, no começo da industrialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** este “caipira” do texto é característico do interior de SP, sul de MG e norte do PR, atingindo regiões do MS e GO. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6199378438336065053?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6199378438336065053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6199378438336065053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6199378438336065053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6199378438336065053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/11/eu-barra-funda.html' title='Eu, Barra Funda'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4092837406612090988</id><published>2010-11-26T12:00:00.006-02:00</published><updated>2010-11-26T15:33:47.034-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXIX</title><content type='html'>Antes de deixar aqui o registro da última roda de samba no Anhangüera, gostaria de dizer que este blogue ainda não parou de vez. Nestes últimos meses tenho tido pouco tempo pra atualizar este espaço. Acho - por enquanto - que o blogue ainda não deu tudo o que pode dar; há muita coisa que estou pesquisando e que ainda escreverei aqui. Histórias de gente anônima, mas importantíssima - do ponto de vista deste que escreve. Histórias de lugares e situações ímpares, sobre as quais sinto ter obrigação de escrever. É por isso que, mesmo tendo o número de visitas tendendo a zero, este espaço tratará das coisas que eu julgo valarem a pena, como o Anhangüera dá Samba, por exemplo, que caminha para 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TO-_AzhfJVI/AAAAAAAAASw/8GOk4W7M9XQ/s1600/moacyr+005.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543859686867936594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TO-_AzhfJVI/AAAAAAAAASw/8GOk4W7M9XQ/s400/moacyr%2B005.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Mês passado tivemos a alegria e a honra de receber o compositor Moacyr Luz, um dos grandes nomes da música brasileira, um representante legítimo do samba carioca. A gente falava em trazê-lo há muito tempo, desde que começamos; e por um motivo ou outro a coisa ainda não tinha de realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moacyr quis chegar cedo à roda; antes, inclusive, de os Inimigos do Batente passarem o som. E o Moa foi o único convidado, em 38 edições, que passou o som antes de se apresentar. Muita gente - já era esperado - foi assistí-lo. Gente que nunca havia ido, que não conhecia o lugar, muita gente do samba de São Paulo (Dadinho da VG do Camisa, o pessoal do Terreiro Grande, o pessoal dos Amigos do Samba, de Mauá, das Perdizes, da Penha, da Leste à Oeste e da Sul à Norte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Foi uma roda de samba daquelas! Pra se ter uma idéia, Paulinho Timor, sujeito não muito dado a emoções públicas, chorou igual criança, assim como muito marmanjo. O terreiro lotou, a noite estava quente, a cerveja gelada e o astral... deixa pra lá. Clique no play pra assistir a entrada do Moacyr Luz. Daí pra frente - quem não foi - tente imaginar o que se deu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5-WUY8ZjUBM?fs=" hl="pt_BR" width="400" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Além de a noite de sexta ter sido das mais bonitas do ano, passamos um sábado do jeito que a gente gosta, num grande botequim na minha área: peixes mil, cerveja, vinho, amigos do peito, causos bons de contar e de ouvir - eis aí o que vale a pena. Enfim, gostaria de agredecer publicamente a generosidade do Moa, um artista da linha de frente, um tremendo boa-praça!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TO_MD-zhhaI/AAAAAAAAAS4/xgjriXiab8o/s1600/plinio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543874035087148450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TO_MD-zhhaI/AAAAAAAAAS4/xgjriXiab8o/s400/plinio.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje - a última sexta do mês! - tem mais uma edição do Anhangüera dá Samba! Os Inimigos do Batente recebem um de seus "professores" na arte do samba, o compositor, cantor e ritimista Ney Silva!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Carioca radicado na Paulicéia há tantos anos, Ney se auto-entitula, com grande propriedade, um "operário do samba". Pois, realmente, para além do ritimista consagrado pela atuação ao lado de artistas como Joao Nogueira, Beth Carvalho e Jair Rodrigues, do compositor de sucesso gravado por intérpretes do porte de Bezerra da Silva e Martinho da Vila (no clássico Na aba, em parceria com os também percussionistas Trambique e Paulinho da Aba), notabilizou-se por sua militância incansável, por incontáveis rodas e butiquins da cidade, a ponto de se ter tornado referência inconteste e quase sinônimo de "roda de samba".&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Mais do que somente uma festa, mais do que uma simples homenagem, a roda deste mês é um tributo prestado pelo Anhangüera! e pelos Inimigos do Batente, em reconhecimento e gratidão ao mestre, pelos serviços prestados à roda de samba e por tantas lições recebidas em muitos anos&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;Abraços e até daqui a pouco!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4092837406612090988?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4092837406612090988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4092837406612090988&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4092837406612090988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4092837406612090988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/11/anhanguera-da-samba-xxxix.html' title='Anhangüera dá Samba XXXIX'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TO-_AzhfJVI/AAAAAAAAASw/8GOk4W7M9XQ/s72-c/moacyr%2B005.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-913790632045044726</id><published>2010-10-29T16:09:00.000-02:00</published><updated>2010-10-29T16:10:21.418-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXVIII</title><content type='html'>Em cima da hora, antes tarde do que nunca, deixo aqui um pequeno registro da última roda no Anhangüera, em que convidamos Luiz Grande, um compositor maiúsculo do samba brasileiro. Quero deixar registrado aqui meu agradecimento público a esta grande figura, humilde como poucos, gentil, atencioso até com os inconvenientes de plantão - ainda bem que só foram dois, entre tantas pessoas que foram a seu encontro pra bater um papo, tirar uma foto, beber uma cerveja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMsNFGxBliI/AAAAAAAAASg/Agw6Vt_p9QM/s1600/luizgrande+011.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMsNFGxBliI/AAAAAAAAASg/Agw6Vt_p9QM/s400/luizgrande+011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533530948521530914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luiz Grande tem tanta música boa que abriu mão de cantar vários sucessos. Deixou de cantar, também, vários pedidos que lhe fizeram, e disse assustado "porra, nem eu lembro disso aí!". Suburbano da melhor qualidade, o Luiz. E aquela noite - graças a ele - foi daquelas pra gente lembrar pra sempre. Assistam um trecho:&lt;br /&gt;&lt;div id=":1w"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="385" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1jd8rO19d7g?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1jd8rO19d7g?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="385" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra essa edição - a de hoje! - receberemos um dos grandes compositores do Brasil. E será, pelo visto, uma noite daquelas. Acho que pela primeira faz um dia de sol como este no dia do Anhangüera dá Samba! Palavras de Fernando Szegeri:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;" id=":1w"&gt;Mais uma edição de gala da roda de samba que há 3 anos e meio  acontece toda última sexta-feira do mês. Desta feita, os Inimigos do  Batente e o Clube Anhangüera convidam o aclamadíssimo cantor,  violonista e compositor carioca Moacyr Luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida nenhuma, um  figura de máxima expressão na música brasileira, não só pelo invejável leque de  parcerias, que vai de Aldir Blanc a Sereno, passando por Paulo César Pinheiro,  Luiz Carlos da Vila, Wilson Moreira, Martinho da Vila, Nei Lopes, Hermínio Bello  de Carvalho, entre tantos outros; não só pelo escrete de consagrados intérpretes  que o gravaram, como Maria Bethânia, Beth Carvalho, Nana Caymmi, Elba Ramalho,  Gilberto Gil, Fafá de Belém, Emílio Santiago, Leila Pinheiro, Leny Andrade e,  recentemente, Zeca Pagodinho; mas também por sua militância como uma espécie de  embaixador da cultura carioca mundo a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bom Retiro e a Barra Funda  incorporam a Tijuca, dão folga para o "urra, meu", capricham no chiado dos  "esses" e "erres", para homenagear esse carioca tão querido nas terras de  Piratininga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deixo no áudio Moacyr e Zeca cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vida da Minha Vida&lt;/span&gt;, composição de Moacyr Luz e Sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/cfa88fd8-1033-4a3c-b895-b758ad8aa068&amp;amp;theName=01-Vida Da Minha Vida (Part. Zeca Pagodinho)&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=cfa88fd8-1033-4a3c-b895-b758ad8aa068"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/cfa88fd8-1033-4a3c-b895-b758ad8aa068/01-Vida-Da-Minha-Vida-%28Part.-Zeca-Pagodinho%29/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-913790632045044726?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/913790632045044726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=913790632045044726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/913790632045044726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/913790632045044726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/10/anhanguera-da-samba-xxxviii_29.html' title='Anhangüera dá Samba XXXVIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMsNFGxBliI/AAAAAAAAASg/Agw6Vt_p9QM/s72-c/luizgrande+011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7872306920742340942</id><published>2010-10-27T17:55:00.007-02:00</published><updated>2010-10-27T18:06:06.583-02:00</updated><title type='text'>De Lula para Lula</title><content type='html'>Neste dia em que Luis Inácio Lula da Silva, o maior presidente da nossa história, faz 65 anos, reproduzo texto monumental de meu amigo &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://hisbrasileiras.blogspot.com/"&gt;Luiz Antonio Simas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMiFjAyWwhI/AAAAAAAAASY/4NydGmkWSXs/s1600/200px-Lula_-_foto_oficial05012007_edit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMiFjAyWwhI/AAAAAAAAASY/4NydGmkWSXs/s400/200px-Lula_-_foto_oficial05012007_edit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532818978777776658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;DECLARAÇÃO DE VIDA E DE VOTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um homem comum, filho de mãe pernambucana e pai catarinense, criado por uma avó nascida no sertão das Alagoas, precariamente alfabetizada, e por um avô do litoral de Pernambuco com um pouco mais de estudo formal. Entre os meus familiares fui o primeiro a terminar o ensino médio e entrar numa universidade pública.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil em que fui criado passa longe, muito longe, de salões empedernidos, bancos acadêmicos, bolsas de valores, altares suntuosos, restaurantes chiques e esquinas elegantes. O Brasil dos meus olhos de criança e das minhas saudades de adulto é o dos campos de futebol, mercados populares, terreiros de macumba e rodas de samba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço, do ponto de vista de minha vida profissional, exatamente o que queria fazer quando entrei na faculdade de História - dou aulas. Apesar de trabalhar com pesquisa, ter publicado livros e o escambau, meu negócio é mesmo ser professor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lido com alunos do ensino médio e do ensino superior. Prefiro os primeiros. Me divirto com a garotada. Lecionar me permite não usar terno, gravata, sapato e cinto para trabalhar. Esse foi, acreditem, um aspecto que pesou na escolha do babado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho temperamento para ser dono de porríssima nenhuma. Fujo de responsabilidades que impliquem em dar ordens a alguém. Canto Noel, João do Vale, Wilson Batista, Geraldo Pereira e Pixinguinha enquanto trabalho e vejo nisso, como no batuque, um privilégio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dou aula sobre pecuária no Brasil Colonial puxando toada de boi bumbá; falo da abolição da escravidão cantando o samba da Mangueira de 1988 e sou - por opção e formação - tamoio, inconfidente, conjurado, balaio, cabano, malê, farrapo, capoeira, jagunço e quilombola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não ficarei rico nem a cacete e tenho a decência de não almejar fortuna. Não falta, porém, a comida na mesa e os caraminguás para fazer, vez por outra , uma graça com a mulher amada e tomar a cerveja gelada com os do peito. Acompanho o futebol e componho uns sambas. Tenho a vida simples e digna que todos os trabalhadores brasileiros merecem ter.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho um drible de Mané Garrincha mais elegante que desfile de moda, a feira de Caruaru mais sofisticada que a Daslu, a dança do mestre sala mais nobre que o pliê de um bailarino clássico e o gibão de couro de Luiz Gonzaga mais imponente que as fardas e galardões dos generais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou versado nos meandros da análise política mais consistente e me falta o jeito para expor gráficos, tabelas e babados que comprovem as melhorias - entre barrancos, tranqueiras e sonhos aqui e ali maculados - que o Brasil vivenciou nos últimos anos. Outros malungos, companheiros da mesma jornada, já fizeram isso com competência e quem quiser que conte outra ou salte de banda. O povo sabe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas razões para declarar meu voto nas eleições são de outra ordem e dispensam os números:&lt;br /&gt;Eu vou de Dilma porque insisto em lançar sobre o Brasil uma mirada grávida de encantamentos, crenças, sons, defesas milagrosas, gols impossíveis, cheiros de litorais, aromas de  florestas e afeto desmensurado pelo povo miúdo que, na sabedoria da escassez, reinventa a vida e civiliza o chão de onde vim e é a raiz melhor do que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É só por isso, e assim me basta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7872306920742340942?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7872306920742340942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7872306920742340942&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7872306920742340942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7872306920742340942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/10/de-lula-para-lula.html' title='De Lula para Lula'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TMiFjAyWwhI/AAAAAAAAASY/4NydGmkWSXs/s72-c/200px-Lula_-_foto_oficial05012007_edit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-936533423850797622</id><published>2010-09-29T14:17:00.008-03:00</published><updated>2010-09-29T14:37:28.793-03:00</updated><title type='text'>Para deputados e senador</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chegou a hora do vamos ver. Daqui, humildemente, peço atenção aos textos desses dois gigantes, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Fernando Szegeri&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Bruno Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, meus grandes companheiros. Tudo o que eles dizem, eu assino. Vamos juntos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Fernando Szegeri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faço desde 1998, peço licença e tomo a liberdade de dirigir-me à minha lista de contatos para sugerir atenção especial para dois nomes, candidatos respectivamente a deputado estadual e a deputado federal pelo partido do qual faço parte, o Partido Comunista do Brasil – PCdoB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &lt;span style="color:red;"&gt;Alcides Amazonas&lt;/span&gt; eu poderia dizer que foi um sindicalista notável, na combatividade incessante, na coragem implacável, e na lisura irretocável. Poderia dizer do seu empenho, quase obstinação, como vereador da cidade de São Paulo, na defesa de melhores condições para o dia-a-dia da classe trabalhadora, sobretudo no que tange à questão do transporte público. Poderia dizer de sua dedicação à causa pública, e sua intransigência na ênfase na defesa dos interesses coletivos, recentemente demonstrada à frente do escritório paulista da Agência Nacional do Petróleo. Mas isso  vocês podem encontrar no seu &lt;a href="http://www.alcidesamazonas.com.br/" target="_blank"&gt;site de campanha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês não vão encontrar lá são as histórias do caboclo criado à beira do Xingu, que se emociona ao lembrar de sua professora de ginásio, que por acaso (quem acredita em acaso?) viria a ser...  minha sogra! Vocês não vão conhecer lá as aventuras e desventuras dos tempos de motorista de ônibus, as batalhas do tempo do Sindicato dos Condutores. Nem o papo bom de butiquim, de um homem capaz de enfrentar o batalhão de choque no braço, de se inflamar contra uma inustiça e de se emocionar numa roda de samba (disfarçando, claro, e mal!). Nem vão ver o brilho no olho e a água na boca diante de uma boa carne de sol regada a uma “purinha do norte”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &lt;span style="color:red;"&gt;Gustavo Petta&lt;/span&gt; eu poderia dizer que foi presidente da UNE por dois mandatos, quando ficou conhecido como o “melhor amigo” do famigerado ministro Paulo Renato, manda-chuva da educação no governo FHC (dizem que o arquiteto do desmanche das universidades públicas brasileiras tem pesadelos até hoje com o ele...). Poderia dizer que foi o mais jovem secretário de esportes da cidade de Campinas, promovendo, em dois anos de gestão, uma pequena revolução no enfoque das políticas públicas para o esporte, sobrevalorizando o oferecimento de oportunidades para a população comum, por via da educação e do lazer.  Poderia dizer que foi o idealizador e grande batalhador político pela instalação do Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA, em 2003, que revitalizou a vida cultural do tradicionalíssimo e tantas vezes esquecido bairro da Barra Funda, e que tanta importância teve na minha vida como sambista e na do meu grupo, os Inimigos do Batente. Mas isso tudo vocês encontrarão na sua &lt;a href="http://www.gustavopetta.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=169&amp;amp;Itemid=47" target="_blank"&gt;página virtual&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prefiro falar do Gustavo palmeirense, meu companheiro de arquibancada, que sofre e se desespera como poucos. Das tantas vezes que o via nas rodas de samba dos Inimigos no CUCA, calado, quietinho no canto, ouvindo e tomando umazinha com meu pai. Do menino que vi desabrochar como homem nas coisas da política, dos butecos e dos amores. Do prestígio que sempre devotou à arte a que me dedico. Das feijoadas de vila, na casa da sua irmã, e de todas as vezes que eu lhe pedi socorro, sem nunca me ter faltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro falar, caríssimos, dos camaradas em que confio, pela história pública e pela amizade pessoal. Que sei de que lado estão e estarão sempre, e esse lado é o do povo mais humilde, do trabalhador oprimido, do artista popular. Que não vacilarão na defesa intransigente daquilo tudo em que politicamente acreditamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que apresento a vocês os nomes de Gustavo Petta, deputado federal, &lt;span style="color:red;"&gt;6510&lt;/span&gt;, e de Alcides Amazonas, deputado estadual, &lt;span style="color:red;"&gt;65100&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Bruno Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/2010/09/netinho-e-hipocrisia-dos-que-nunca.html"&gt;Netinho e a hipocrisia dos que "nunca erram"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queridos amigos,&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;É  com certo desânimo que tenho recebido, de gente próxima a mim,  comentários do tipo: “Você vai votar no Netinho para Senador? Aquele  pagodeiro espancador de mulheres? Não acha uma contradição?”.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Queria  dizer que não, não acho uma contradição. Netinho não é um “espancador  de mulheres”. Ele cometeu uma agressão e pagou por isso. Ninguém está  isento de errar na vida. Desconfio dos arautos da moralidade, dos que se  dizem perfeitos e extremamente honestos ou justos. Tenho medo de quem  nunca erra.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O leitor Sinval quer saber se vou votar em Netinho.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Por  quê?, pergunta ele. Inicialmente, pensei em responder: “Porque sim”.  Mas, como tenho visto muita gente indignada com a adesão que a  candidatura do negão tem recebido, vou tentar justificar meu voto, sendo  breve e direto:&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;1) Esse papo de que Netinho bateu na ex-mulher e que, por este motivo, não poderia se candidatar, é &lt;strong&gt;hipocrisia pura&lt;/strong&gt;.  Num momento de descontrole, no calor da discussão, ele cometeu uma  agressão, foi processado, pagou por isso, pediu perdão, foi perdoado e  ganhou elogios até da Maria da Penha, a grande feminista brasileira.  Muita gente que o critica tem o telhado de vidro. Ninguém está isento de  cometer uma agressão e isso não faz de alguém, necessariamente, um  criminoso. Ficar revirando o passado de alguém que já pagou pelo crime é  uma atitude abjeta e que denota, no caso específico do Netinho,  perseguição por motivos políticos, ódio de classe e/ou racismo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;2) Votarei em Netinho porque, num eventual governo Dilma, ele estará do nosso lado. &lt;strong&gt;Netinho é do PC do B, partido que está na base aliada do governo&lt;/strong&gt;  desde o primeiro mandato de Lula. Ter muitos aliados no Senado é  fundamental. Os senadores criam e alteram leis no âmbito federal. Quanto  menos aliados Dilma tiver no Senado, mais dificuldades ela terá para  governar. Em São Paulo, só temos dois candidatos governistas ao Senado:  Marta Suplicy e Netinho de Paula. É óbvia a razão pela qual votarei em  ambos: se voto em Dilma, voto em quem está com ela. Do contrário, eu  estaria atrapalhando o futuro governo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;3) Por fim, posso dizer  que também acreditei, um dia, que Netinho pudesse ser um candidato  fabricado, um aventureiro, um oportunista. Só que não fiquei no  achômetro. Não dei muita atenção para boatos. Fui atrás de informações  seguras, consultei fontes confiáveis e gente do partido, li entrevistas  concedidas por ele, falei com o próprio candidato e, então, percebi que &lt;strong&gt;eu estava sendo preconceituoso&lt;/strong&gt;.  Eu não o conhecia fora do contexto midiático e fazia um julgamento  apressado, baseado somente em impressões erradas adquiridas pela  televisão. Essa "caixa de fazer doido" é mesmo coisa séria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resumindo:  o fato de Netinho ser um “pagodeiro” (como dizem alguns em tom de  deboche) não o impede de ser um bom político e de exercer dignamente o  seu mandato. Nem o fato de ser preto e da periferia. Esses são detalhes  que não fazem dele um homem melhor ou pior, mas acrescentam qualidades  simbólicas à sua eleição. Esses oito anos de governo Lula derrubaram  muitos mitos. Um deles é o de que pessoas de origem humilde não são  capazes de ocupar cargos de protagonismo na política nacional.  Conversando com Netinho, percebi que ele está muito mais preparado do  que certas raposas velhas que estão no Congresso há décadas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Para quem ainda acha que &lt;strong&gt;Netinho de Paula (650)&lt;/strong&gt;  não tem condições de ser senador, recomendo vivamente a entrevista  abaixo. Nela, o candidato se mostra bem articulado e consciente ao falar  sobre suas pretensões políticas, sobre comunismo e sobre o caso da  agressão, entre outros temas que rondam as boca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="410" height="344"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=1336204&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=410&amp;amp;height=344" name="FlashVars"&gt;&lt;embed flashvars="midiaId=1336204&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=410&amp;amp;height=344" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" width="344" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-936533423850797622?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/936533423850797622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=936533423850797622&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/936533423850797622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/936533423850797622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/09/para-deputados-e-senador.html' title='Para deputados e senador'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2545577116760560472</id><published>2010-09-23T19:10:00.004-03:00</published><updated>2010-09-23T19:48:52.861-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXVII</title><content type='html'>O Anhangüera dá Samba! volta amanhã após dois meses sem atividade. Muitos boatos acabaram correndo à boca pequena sobre essa paralisação. Em respeito aos freqüentadores do samba – um dos mais festejados de São Paulo -, tenho cá a convicção de que é hora de lhes dizer o que houve, para que não mais paire dúvidas; quem "corre pelo certo" não tem o que escamotear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anhangüera não tinha absolutamente nenhuma programação às sextas feiras. Eu, no começo de 2007, sob a gestão de Sidnei Caran, o Nariz, diretoria da qual eu fazia parte, propus, em reunião, o Anhangüera dá Samba! como um evento do clube. A mesa tinha cerca de 20 diretores. Após analisarem o projeto, os números e que-tais, foi deliberado, por maioria, que o clube não assumiria um evento de tal proporção, sob o argumento de que as chances de a coisa dar errado eram grandes. Assumi a bronca, a partir de então, alugando o espaço e metendo o peito, na fé e na raça – ombreados ao meu lado nessa empreitada cultural, Fernando Szegeri e Railidia Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a gestão do Nariz – um grande presidente, é preciso dizer - a coisa caminhou bem, com o clube valorizando o movimento, sentindo a projeção do nome da agremiação. Em 2009, uma nova chapa assumiu. Indicada, inclusive, por meu pai e pelo Nariz. A coisa começou a desandar a partir daí. Não vou falar aqui, nem agora, detalhes da gestão atual – a pior dos 82 anos do Anhangüera! -, só digo que há dois anos fazem de tudo pra acabar com o nosso samba. Motivo decente, sinceramente, não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há é o Anhangüera dá Samba!, e o troço incomodou – e incomoda! – muita gente, de modo que foi um sufoco a gente segurar a bronca durante um ano e meio, até o dia em que fui comunicado, de maneira arbitrária, que a gente não poderia mais fazer. A coisa só se resolveu e voltou agora por causa de um grande amigo, um sujeito de bem, que me pediu pra que não revelasse sua identidade, que me propôs uma ajuda pra pagar o absurdo que me foi imposto pelo espaço. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, é isso. Mais pra frente, pretendo contar as afrontas cometidas por sujeitos que não sabem o que é o Anhangüera, que não conhecem a história do clube, nem da Barra Funda. Que não gostam de samba e das coisas nossas. Mas isso é pra outra hora. Por ora, estou aliviado com o fim dessa gestão no final do ano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520241344873453410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJvWQXObV2I/AAAAAAAAASQ/OoQSbWQ4zfU/s400/nogueira+002.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na última edição, em Junho, recebemos, pela segunda vez (veja a primeira &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/10/pouco-antes-dos-inimigos-do-batente.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), Gisa e Didu Nogueira como convidados especiais – dessa vez homenageando o monstro João Nogueira, que falecera há 10 anos. Como da outra vez, comecei bebendo com o Didu e o Celso, marido da Gisa, no bar do Ge, às 18h. A noite foi – não teria como ser diferente – daquelas que a gente não esquece. Gisa é de uma ternura inenarrável, e meu amigo Didu, a cada encontro, demonstra que é, à vera, um bamba de peso, consciente da responsa que tem grafada no nome e no sangue. No vídeo, os dois cantam &lt;em&gt;Além do Espelho&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="344" width="410"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/30_GGNi2Qvs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/30_GGNi2Qvs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="410" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amanhã, na volta, receberemos ninguém menos que Luiz Grande. Deixo com vocês palavras do meu compadre, Fernando Szegeri: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Um dos últimos remanescentes do escrete de sambistas legendários que participou da gravação dos antológicos discos da série Partido em 5 (que reuniu craques como Candeia, Velha da Portela, Joãzinho da Pecadora, Gracia do Salgueiro, entre outros), Luiz Grande atingiu imenso sucesso como compositor, sobretudo nas vozes de seus dois maiores intérpretes: João Nogueira (&lt;em&gt;Maria Rita, Amor de dois anos, Meu Dengo, A força do samba, Na boca do mato, Malandro 100&lt;/em&gt;) e Zeca Pagodinho (&lt;em&gt;Dona esponja, Preservação das raízes, Mary Lu, Caviar&lt;/em&gt;). Parceiro do próprio João Nogueira, de Toninho Nascimento, Rubens da Mangueira, Joãozinho da Pecadora entre muitos outros, mais recentemente firmou aclamada parceria com Barbeirinho do Jacarezinho e Marquinhos Diniz, formando o famosíssimo Trio Calafrio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pagode pra valer, roda de malandro, certeza de muito partido alto, com uma estrela de primeira grandeza da constelação dos grandes bambas brasileiros: receita infalível para o retorno da mais comentada roda de samba da cidade.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na caixa, música de Luiz Grande, Zeca Pagodinho canta &lt;em&gt;Caviar&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/c22a02e8-e694-4ad3-b91f-95db523226dc&amp;amp;theName=Caviar - ZECA PAGODINHO&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=c22a02e8-e694-4ad3-b91f-95db523226dc"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/c22a02e8-e694-4ad3-b91f-95db523226dc/Caviar---ZECA-PAGODINHO/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até amanhã. Todos lá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2545577116760560472?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2545577116760560472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2545577116760560472&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2545577116760560472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2545577116760560472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/09/anhanguera-da-samba-xxxvii.html' title='Anhangüera dá Samba XXXVII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJvWQXObV2I/AAAAAAAAASQ/OoQSbWQ4zfU/s72-c/nogueira+002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-1719185943874102268</id><published>2010-09-20T18:59:00.006-03:00</published><updated>2010-09-20T19:44:56.371-03:00</updated><title type='text'>Diretorias da A.A. Anhangüera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZfur4vI/AAAAAAAAARY/TIyYQhlYYAc/s1600/1941.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 321px; height: 323px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZfur4vI/AAAAAAAAARY/TIyYQhlYYAc/s400/1941.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519125497472869106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria de 1941&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZfur4vI/AAAAAAAAARY/TIyYQhlYYAc/s1600/1941.JPG"&gt; &lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZzvktyI/AAAAAAAAARg/yrD9rc3wsYc/s1600/1955.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZzvktyI/AAAAAAAAARg/yrD9rc3wsYc/s400/1955.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519125502845302562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria de 1958&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffaZqk08I/AAAAAAAAARo/wWsA9oIotsA/s1600/1970.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffaZqk08I/AAAAAAAAARo/wWsA9oIotsA/s400/1970.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519125513024885698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria de 1970&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffbFssuoI/AAAAAAAAARw/nS3TBI6jTh4/s1600/1975.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 295px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffbFssuoI/AAAAAAAAARw/nS3TBI6jTh4/s400/1975.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519125524844952194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria de 1975&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffbiIwFmI/AAAAAAAAAR4/YHILI7rI4Wc/s1600/1989.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffbiIwFmI/AAAAAAAAAR4/YHILI7rI4Wc/s400/1989.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519125532478805602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria de 1989&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJfi-PAkyaI/AAAAAAAAASA/LIYBAYZwrCU/s1600/1998.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 271px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJfi-PAkyaI/AAAAAAAAASA/LIYBAYZwrCU/s400/1998.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519129427174541730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Time da diretoria de 1998&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJfi-mJE_-I/AAAAAAAAASI/hZFkEU2NFrc/s1600/atual.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 225px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJfi-mJE_-I/AAAAAAAAASI/hZFkEU2NFrc/s400/atual.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519129433384222690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diretoria atual&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-1719185943874102268?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/1719185943874102268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=1719185943874102268&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1719185943874102268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1719185943874102268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/09/diretorias-da-aa-anhanguera.html' title='Diretorias da A.A. Anhangüera'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TJffZfur4vI/AAAAAAAAARY/TIyYQhlYYAc/s72-c/1941.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4456441269788746277</id><published>2010-09-10T11:55:00.005-03:00</published><updated>2010-09-10T12:22:56.893-03:00</updated><title type='text'>O bom vingador</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Para Railídia Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TIpIv6B-8jI/AAAAAAAAARI/BwsORq_cJg0/s1600/pedro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 171px; height: 295px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TIpIv6B-8jI/AAAAAAAAARI/BwsORq_cJg0/s400/pedro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515300681537221170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De todos os grandes personagens que moram no inconsciente popular, o que mais me encanta é a figura de Pedro Malazartes. Da Península Ibérica, suas histórias vieram para o Brasil e se multiplicaram aos montes, principalmente nos ambientes rurais e menos urbanizados. Em contraste às histórias portuguesas, no entanto - em que Pedro aparece como um molóide que leva tudo ao pé da letra e vira motivo de chacota -, no Brasil ele é astuto, cínico, invencível, vingativo e pobre, e essas características o elevam a legítimo herói das classes menos abastadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as histórias de Pedro Malazartes, aqui no Brasil – influenciadas pela mescla cultural com os africanos - enveredam para um lado social, em que o personagem geralmente lida com gente poderosa e mesquinha. Pedro, com sua esperteza, sempre se sai bem, e suas vitórias são marcadas irremediavelmente pela vingança. O que o faz ser um herói é justamente esta característica, tão oposta à serventia e resignação da maioria do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre Câmara Cascudo relatou as origens de Pedro Malazartes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um casal de velhos possuía dois filhos homens, João e Pedro, este tão astucioso e vadio que o chamavam Pedro Malazartes. Como era gente pobre, o filho mais velho saiu para ganhar a vida e empregou-se numa fazenda onde o proprietário era rico e cheio de velhacarias, não pagando aos empregados porque fazia contratos impossíveis de cumprimento. João trabalhou quase um ano e voltou quase morto. O patrão tirara-lhe uma tira de couro desde o pescoço até o fim das costas e nada mais lhe dera. Pedro ficou furioso e saiu para vingar o irmão."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante notar que Pedro, em oposição ao irmão mais velho, não é trabalhador, nem responsável, muito menos servil. Pedro vai trabalhar para o ex-patrão de João, assinando o mesmo contrato “impossível de cumprimento”. A história se desenrola com uma série de episódios em que Pedro vinga o irmão através da astúcia, e neste “causo” o Pedro Malazartes “brasileiro” se funde ao “português”. Atendendo o contrato ao pé da letra, Pedro vai vencendo o patrão a cada missão que lhe é imposta. Por exemplo: o patrão explorador ordena que Pedro limpe todo o milharal. Pedro arranca toda a plantação e varre o terreno. A cada tarefa, o patrão vai ficando mais pobre e mais inconformado – embora, pelo contrato, não pudesse demonstrar insatisfação, correndo o risco de ter uma tira de couro arrancada de suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que Pedro vai vencendo, o patrão vai apelando. Numa outra tarefa, mandou Pedro guardar a carroça de burros, com os burros, dentro de uma casa; mas sem passar pela porta! Pedro quebra a carroça, corta os burros em pedacinhos e joga tudo pela janela. Assim, Pedro vai derrotando o patrão impiedosamente, até o dia em que o patrão, por engano, mata a própria mulher pensando que era nosso herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim dessa história narra o patrão implorando a Pedro que vá embora, já que havia acabado com todo o seu poder. Pedro volta rico e, o principal, com a missão de vingança cumprida. Roberto da Matta, em “Carnavais, Malandros e Heróis”, aborda a história de Pedro Malazartes com notável proficuidade. Num dos pontos principais, chama a atenção para o fato de que Pedro não deseja ocupar o lugar do patrão explorador e poderoso, mas apenas vingar o irmão. Se o fizesse, se tornaria ele o patrão-sanguessuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que se nota uma grande diferença do sujeito pobre para o rico, na visão do brasileiro médio: o pobre detém qualidades intrínsecas, às quais o rico não tem acesso, como a bondade e a compaixão. Ao rico são confiadas qualidades ligadas à sua fortuna, ao que possui materialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro é um errante, um andarilho que está em todos os lugares. Vivendo na corda bamba, geralmente aprontando alguma pra conseguir alguma coisa pra comer. Não se rende às regras do mundo, ao trabalho formal, aos aproveitadores; Pedro Malazartes é o bom malandro, o herói franzino que não briga através de armas, mas sim pela irreverência, artimanha da malandragem que vive à margem. É, em suma, uma espécie de Zé Pelintra caipira. Um marxista não muito ortodoxo, mas marxista. Um vingador das classes dominadas, redentor da gente sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho mesmo, no fim e ao cabo, que o povo tem deixado de ser fã do Pedro pra passar a ser um pouco como ele. Hoje, em geral, a empregada não aceita que a patroa lhe imponha um candidato pra votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há inúmeras situações em que se pode provar que Malazartes faz suas traquinagens e que resistimos. Seja no meneio de corpo de um capoeira que correu da polícia, na tacada certeira na caçapa, no perfume da menina-moça, na tradição oral e no batuque ancestral, no discurso do nosso Presidente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4456441269788746277?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4456441269788746277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4456441269788746277&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4456441269788746277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4456441269788746277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/09/o-bom-vingador.html' title='O bom vingador'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TIpIv6B-8jI/AAAAAAAAARI/BwsORq_cJg0/s72-c/pedro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-1930693854562442400</id><published>2010-08-31T19:02:00.003-03:00</published><updated>2010-08-31T19:13:47.196-03:00</updated><title type='text'>Serra vai acabar votando Dilma</title><content type='html'>Conheci Fernando Henrique Borgonovi em meados de 2003, na saudosa roda de samba do CUCA, na Rua Anhangüera. Os Inimigos do Batente, sob a coordenação da UNE comandavam a batucada todas as sextas. Borgonovi era um daqueles jovens estranhos – pelo menos pra mim -, os quais eu jamais tinha visto, que chegaram com tudo na minha área, a velha e combalida Barra Funda. Eles vinham aos bandos e tomavam de assalto o “parquinho”, apelido carinhoso dado pela molecada do bairro da década de 60 ao espaço Raul Tabajara, um parque esportivo idealizado por Mario de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela turba provocou uma verdadeira reviravolta na vida do meu bairro – ainda ninguém sabia que aquilo impactaria toda a cidade e o samba paulistano. A começar pelas moças; quanta beldade num só ambiente! Pra quem não sabe, a Barra Funda é um bairro autenticamente velho. Não há mais donzelas formosas, nem sirigaitas oferecidas que freqüentem estes ambientes varzeanos. As poucas, quando saem de casa, rumam pra fora, em busca de um lugar menos hostil. Lembro-me da primeira vez em que vi aquela moçada toda – todos branquinhos, limpinhos e, aparentemente, frágeis – cantando umas coisas lindas do arco da velha; e a Railídia mandando Clara Nunes, pra delírio da negrada da Camisa Verde e Branco que começou a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borgonovi era um bêbado inveterado, e talvez por isso acabei simpatizando com a figura. Aos poucos fomos ficando amigos, bebendo juntos no Ó do Borogodó, no Puppy e em outros bares da região da Paulista – sem ele, uma mesa de bar sofre tremendo desfalque, muito embora sempre acabe, irremediavelmente, dormindo em público. Se me perguntarem quando ficamos amigos, não sei. Tenho a sensação de que há muito tempo. Comunista, militante aguerrido, trabalhador incansável, tem como maior defeito ser palmeirense. E trata-se de um caneta terrível, dotado de feroz sagacidade. É daquele tipo que tem as grandes tiradas. Um camarada do peito, enfim, a quem se deve respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo tudo isso do meu amigo porque ele publicou - já tem um tempinho - um texto no Vermelho que quero deixar registrado aqui. Só o título bastaria pra escancarar a verve do autor. Há assuntos que os meus escrevem por mim – leiam os caboclos que eu indico aí ao lado. E fiquem com o imprescindível Borgonovi, brasileiro e suburbano de altíssimo quilate!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;SERRA VAI ACABAR VOTANDO DILMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eis o fato. Em entrevista a uma rádio do Recife, José Serra criticava o patamar  da taxa de juros, dizia ainda outra vez que é de esquerda e ladainhas outras. De  repente, ao desviar dos assombrosos índices de popularidade de Lula, tal como o  peixe, morreu pela boca. "O Lula está acima do bem e do mal. Não me compare com  ele", afirmou o candidato de oposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É impressionante como falta de  discurso, a inexistência de projeto para o país acabou produzindo um tipo de  candidatura sui generis: aquela que para tentar derrotar Lula precisa convencer  o eleitorado que é mais lulista do que o próprio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tática um tanto  perigosa para eles. Vá lá que martelassem o engodo do "pós-Lula". Mas agora o  oportunismo chegou ao descaro completo: fingem adorar, como um santo no altar, o  presidente que tentaram derrubar em 2005, a quem fizeram sistemática oposição  nestes quase oito anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O cristão novo não é só o candidato a presidente.  Aos poucos a linha vai angariando adeptos no restante de seu partido. Quando  confrontado com a afirmação de Serra, o ainda senador Sérgio Guerra saiu-se com  essa: "Temos as nossas restrições, mas o fato concreto é esse. Não é oportunismo  dizer que Lula está acima do bem e do mal."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se não há oportunismo,  então há conversão, catequese. Sendo assim deveriam admitir de público os êxitos  do presidente e do governo. Deveriam ainda se penitenciar para comprovar o  arrependimento, afinal a humildade é uma das virtudes cristãs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ironias à  parte, fiquemos por hoje com a opinião dos próprios tucanos. E, se Lula escolheu  a Dilma, espera-se que os novos devotos também o sigam.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-1930693854562442400?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/1930693854562442400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=1930693854562442400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1930693854562442400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1930693854562442400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/08/serra-vai-acabar-votando-dilma.html' title='Serra vai acabar votando Dilma'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4986038470361711447</id><published>2010-08-18T01:15:00.010-03:00</published><updated>2010-08-18T14:35:20.870-03:00</updated><title type='text'>O peso da camisa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TGtgi_MT0ZI/AAAAAAAAARA/SA1nYJmxL54/s1600/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 208px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TGtgi_MT0ZI/AAAAAAAAARA/SA1nYJmxL54/s400/imagem.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506601123585446290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Domingo passado jogaram, pelas semifinais dos Jogos da Cidade, Anhangüera contra Nacional do Bom Retiro. O prélio aconteceu no campo do Nacional, que fica de frente para o Anhangüera, na Rua Anhaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falar do jogo, é preciso fazer algumas considerações. A primeira é que o futebol varzeano é infinitamente mais interessante que o profissional, e não vou perder tempo explicando o porquê – sobre isso já escrevi várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo é que, para falar de tal embate, é preciso remontar a história dos times. Não resta dúvida de que, há alguns anos, Anhangüera e Nacional sejam, de fato, os maiores rivais um do outro. Por um simples motivo: não há mais times na região! O fato de o Anhangüera estar localizado desde 1970 naquele espaço jamais alterou sua posição geográfica: somos um time da Barra Funda, e ali dentro é Barra Funda. Nosso grande rival sempre foi o Carlos Gomes, e tivemos outros como Grajaú, XV de Novembro e Faísca. Havia rivalidade com os times do Bom Retiro, mas aí a questão não remete à camisa, mas ao bairro. Jogar contra o Nacional ou contra o Junqueira, por exemplo, era a mesma coisa. No caso deles, a mesma regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim dos campos e, conseqüentemente, das instituições, sobraram, de maneira sofrida e não sem muito esforço estes dois times, tradicionalíssimos. O Nacional é de 1913 e talvez figure entre os dois ou três mais antigos da cidade, o Anhangüera é de 1928. Aí reside, na minha opinião, o charme do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois clubes nunca foram times de função – também não estou disposto a explicar aos não-iniciados o que isso significa, já que este é um texto exclusivamente para os anhangüeristas -, a diferença é que o Anhangüera tinha muita visibilidade na região por causa de seus responsáveis corpos diretivos e pelos bailes e eventos sociais acachapantes. E assim a coisa perdurou, até que, há poucos anos, o Nacional sofreu uma intervenção da prefeitura e perdeu o direito de comandar o clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começa outro processo histórico. Com o fim dos times da região nos últimos anos, a saída pra quem ficou sem pai nem mãe era ir para um ou para outro. O Anhangüera, no entanto, com uma postura mais conservadora, preferiu não abrir espaço pra muita gente, e passou por um racha interno que deu fim ao nosso primeiro quadro. O Nacional, como franco-atirador, abraçou essa gente, principalmente jovens do bairro entre 15 e 25 anos, incluindo alguns ex-jogadores do Anhangüera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo, domingo passado, a configuração das torcidas era mais ou menos a seguinte: 70 torcedores do Anhangüera, com média de 50 anos, e 150 torcedores do Nacional, com média de 20 anos. Prefiro a primeira. E no campo, mais do nunca, confirmei a célebre frase de Nelson Rodrigues, que dizia que todo jovem é um cretino fundamental. O alambrado de um campo varzeano não é arquibancada do Pacaembu e a Quadrilha Maluca – é esse o nome da “torcida organizada” do Nacional; não confundam com a turma do Dedé Santana – não é a Gaviões da Fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirante este assunto menor, vamos ao jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um senhor jogo, com chances para os dois lados. O fator campo sem dúvida fez uma diferença e o time alvi-negro deu uma pressão no começo. Depois dos 15 minutos, foi lá e cá, com o goleiro deles, com incríveis 1,60m, fazendo duas defesas inacreditáveis, com direito à acrobacias e piruetas. Um baita goleiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nacional vinha com a linha de frente a conferir: Ricardo e Nei, os dois ex-jogadores nossos, reconhecidamente bons atletas, o segundo tendo se criado no rubro negro, sob a batuta do velho Dinão. Ricardo vinha parado – pasmem! – há seis meses. Começo aqui a delinear o objetivo do texto, que está lá em cima, no título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camisa rubro-negra não é mole. É peso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do primeiro tempo, gol do Nacional. De cabeça, Nei abriu o placar. O fato de ter jogado anos no Anhangüera o fizera várias vezes dizer que, contra nós, não jogaria; balela. Jogar contra nós, todo mundo quer; a nosso favor, ainda mais. No começo do segundo tempo empatamos com um golaço de Toni e sufocamos, até o time perder o volume depois da saída do mesmo, machucado, e do dia ruim do Pepe, nosso meia esquerda. Aliás, é preciso dizer que o camisa 10 do time do Nacional é, disparado, o melhor jogador deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo ganhava toda a pinta de pênaltis quando, num vacilo em bola parada, a três minutos do fim, outro gol de cabeça; o mesmo Nei. No primeiro gol, havia comemorado de maneira tímida, quase pedindo desculpas. No segundo, sob a histeria da Quadrilha Maluca – meu Deus! -, um pulo ignóbil no alambrado, &lt;i&gt;à la&lt;/i&gt; Ronaldo Fenômeno, denotou sua recorrente pequenez, numa demonstração patética e infantil de auto-valorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador que fez os dois gols contra nós jamais decidiu em jogo decisivo a nosso favor. Trinta quilos a mais, vestindo a rubro-negra. A camisa que ilustra o texto não é pra qualquer um. Foi boa, a faxina!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4986038470361711447?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4986038470361711447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4986038470361711447&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4986038470361711447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4986038470361711447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/08/o-peso-da-camisa.html' title='O peso da camisa'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TGtgi_MT0ZI/AAAAAAAAARA/SA1nYJmxL54/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6596743185549957176</id><published>2010-07-22T21:03:00.007-03:00</published><updated>2010-07-22T21:15:32.058-03:00</updated><title type='text'>Tapa no Rei das Feijoadas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TEjcsrscRaI/AAAAAAAAAQw/GMeGl_ajcfo/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 384px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TEjcsrscRaI/AAAAAAAAAQw/GMeGl_ajcfo/s400/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496886005407172002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Arthur inaugurou seu bar na década de 50, na Rua Anhangüera. A propaganda que estampo aqui foi retirada de uma revistinha do Clube Anhangüera, publicada em 1965 – e é possível notar as letras da página de trás. Quem tinha comércio na região era praticamente obrigado a fazer propaganda na revista, que era anual e tinha uma grande tiragem. A revista chegava a todas as casas, passava de mão em mão. Os proprietários de lojas, bares e pequenas fábricas anunciavam porque 1) participavam, se não do cotidiano do clube, pelo menos dos grandiosos bailes na sede, e a contribuição com o anúncio era uma maneira de se mostrar entusiasta das coisas do clube ou 2) se não anunciassem, pegariam fama de muquirana e perderiam uma clientela grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer forçado, mas o Anhangüera era uma agremiação fortíssima, a ponto de interferir em questões comerciais, fazendo valer sua nobre reputação. Nessa época, década de 60, por exemplo, o presidente Roberto Russo entrava e saía da Câmara dos Vereadores a hora que bem entendesse. Eram cerca de 500 associados, um número expressivo, se pensarmos que ainda há os parentes e agregados. Uma mina de ouro para qualquer candidato a vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Barra Funda de baixo já era um bairro totalmente italiano há pelo menos três décadas – quando os negros foram expulsos do centro e seguiram principalmente para as zonas norte e leste. Os poucos negros que se via no bairro eram empregados das mansões dos Campos Elíseos ou moradores de porões na Barra Funda além trilho (de cima), ou ainda aqueles que moravam na Casa Verde e Limão e trabalhavam nos serviços mais ingratos e menos desejados; que exigiam força, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses poucos negros que transitavam no bairro era José de Sousa, mais conhecido por Bigode. Ouvi dizer que Bigode chegou a vestir a camisa do Anhangüera poucas vezes; era jogador do extinto Faísca, um time do bairro que tinha campo na Ponte da Casa Verde. Bigode era tímido e discreto, pouco falava, e tal espírito pode ser compreendido se levarmos em conta o ambiente hostil em que vivia. Apesar da propalada democracia racial brasileira, os filhos e netos de italianos, que dominavam a área, eram – muitos ainda são – extremamente racistas. O preto bom era o preto resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito reservado de Bigode talvez fosse conseqüência dos olhares de rabo-de-olho que enfrentava todos os dias, o que não garante que fosse assim o tempo todo. Souzinha, a quem eu também consultei para saber mais a fundo essa história, ouvira dizer que Bigode “fazia batuque” – embora não saiba explicitar se nosso personagem era sambista, se fabricava instrumentos pra ganhar uns trocados ou se era do povo de santo, ou ainda as três opções simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelido “Bigode” fora cravado num jogo armado no campo do XV de Novembro no início da década dos 50, num festival que ainda existe na várzea paulistana e que, na época, era quase tão popular quanto o “casados x solteiros”: o “brancos x pretos”. Contam que José tomou um tapa na cara, de graça. Não revidou, talvez prevendo que seria pior. Imediatamente o compararam ao lateral da Seleção que, na final de 50 no Maracanã, tomou um tapa de Obdulio Varela – embora o legítimo Bigode tenha desmentido essa história a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigode morava perto do salão do São Paulo Chic, talvez num daqueles famosos porões. Ao que parece, era um sujeito que gostava de saber sobre a sua história e suas raízes, e isso eu presumo porque o causo que aqui me proponho a contar deixa claro não se tratar de um ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora voltemos ao Bar e Restaurante do meu xará Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O epíteto estampado no reclame, “O Rei das feijoadas”, vinha a calhar. Dizem que a feijoada do homem era monumental. Às quartas e sábados o restaurante ficado apinhado! O lugar foi ganhando fama e logrando grandes quantidades de clientes. Além dos moradores e trabalhadores da região, muita gente dos bairros vizinhos vinha se esbaldar no rei das feijoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para agradar os anunciantes da revista, que prestavam generosas contribuições nos anúncios, a diretoria do Anhangüera fazia questão de devolver as gentilezas. Num sábado de meio de ano a diretoria promoveu uma reunião no restaurante; a reunião fora convocada para declarar apoio irrestrito a um vereador, um pilantra muito eloqüente, do qual já falei &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2009/12/dou-lhe-uma-dou-lhe-duas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que fazia, na base da troca de favor, algumas benfeitorias para a agremiação. Foram apresentar ao dito cujo a famosa feijoada – o salão estava cheio, de gente do Anhangüera e de clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigode não era cliente assíduo do restaurante, mas de vez em quando ia “beliscar um torresminho”. Talvez por ser o único ou um dos raríssimos negros a freqüentar o restaurante, almoçava no balcão mesmo, num cantinho meio escondido. Quem o conhecia estava acostumado, Bigode era mesmo tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, após os discursos inflamados do vereador, geralmente apelando à parábolas bíblicas, e depois de todos os presentes à reunião se empanturrarem de feijão e caipirinha, a reunião formal virou debate de futebol e contação de anedotas. Naqueles tempos menos politicamente corretos, imagino o que aqueles senhores não devem ter falado. A certa altura, o inevitável: já bêbados, quase todos viraram italianos e tentavam mostrar, na base do “amicci”, do “tutti buona gente”, da “mamma mia” e do “cazzo cullo”, que sabiam falar sua genuína língua. E deram de elogiar suas “verdadeiras terras”, sem que ao menos soubessem, legitimamente, em que cidade da Europa – que eles não conheciam – seus pais haviam nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa piorou quando o vereador soltou uma piada racista, despertando gargalhadas em profusão. Bigode, num rompante, saiu de seu cantinho – ele que já ia embora -, onde ninguém o vira e, sem descer dos tamancos, fez um discurso apoteótico para o restaurante inteiro. Entre outras lições, culminou com a seguinte frase: “- Engraçado é ver vocês comendo feijoada, bebendo caipirinha, num bairro consagrado no samba, falando tanta merda. Se vacilar, ainda vão a algum centro tomar passe de rezadeira.” E saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi um tapa na cara de um monte de gente”, assim Arthur, o Rei das Feijoadas, durante muitos anos se referiu ao discurso do Bigode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6596743185549957176?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6596743185549957176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6596743185549957176&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6596743185549957176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6596743185549957176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/07/tapa-no-rei-das-feijoadas.html' title='Tapa no Rei das Feijoadas'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TEjcsrscRaI/AAAAAAAAAQw/GMeGl_ajcfo/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-74792674186687369</id><published>2010-06-25T13:11:00.005-03:00</published><updated>2010-06-25T14:13:38.965-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXVI</title><content type='html'>O Anhangüera dá Samba! completou três anos. Eis aí o que pouca gente imaginava; sem patrocínio, sem grandes alardes, e longe do eixo que movimenta a vida noturna da cidade - eu prefiro minha Barra Funda. De um tempinho pra cá tenho sentido que, agora sim, podemos dizer que temos um público - e não é brincadeira esse público. Após três anos a coisa está bem consolidada, mais organizada e cada vez mais emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei que não contamos com nenhum apoio extra (só com o público, com a rapaziada do samba que chega junto todas as últimas sextas do mês) e digo mais: estamos remando contra a maré, principalmente dentro do clube - justamente um projeto como este, que dá mais cartaz para o clube do que qualquer outra atividade do mesmo nos últimos trinta anos -, mas isso é assunto pra outra hora, se eu achar que tenho que escrever alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso aniversário de três anos foi uma grande noite. E o convidado especial tinha que ser de peso. Recebemos mestre Nei Lopes, sambista de primeira grandeza, escritor notável - e bamba, muito bamba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, em trinta e cinco meses, entendeu tanto o espírito do Anhangüera dá Samba! como Nei Lopes. Me pediu pra buscá-lo mais cedo no hotel, pra "conferir o ambiente e entrar na onda". Tomamos um arrebite no balcão enquanto os Inimigos do Batente faziam a primeira entrada. Ali, de bate-papo, Nei foi sacando a parada, na moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TCTYWE8rZaI/AAAAAAAAAQo/g5xFZiIeK3E/s1600/S8306246%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486748119841072546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TCTYWE8rZaI/AAAAAAAAAQo/g5xFZiIeK3E/s400/S8306246%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim que pegou o microfone, as atenções todas se voltaram pra ele. Nei Lopes contou um monte de histórias, brincou, falou sério, cantou pra cacete - como canta! - e comandou a roda e o ambiente do alto da sua malandragem. Um bamba da pesada! Ninguém, como eu dizia, entendeu aquilo tudo mais que ele - a desenvoltura do homem é um troço rigorosamente inacreditável; seu domínio no terreiro foi absoluto; e no partido-alto, com rima no meio, o Anhangüera quase foi abaixo. Pessoalmente, vos confesso, estou realizado com este projeto. Não sei o que vai acontecer, mas acho que - mesmo tendo ainda um monte de sambistas pra gente trazer - se acabasse agora, eu estaria tranqüilo, com a sensação de que fiz o que devia fazer, manja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo abaixo Nei Lopes canta &lt;em&gt;E eu não fui convidado&lt;/em&gt;. Clique no play!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6Jx90-zWvco&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6Jx90-zWvco&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem mais - e é dia de obrigação. É hora de homenagear João Nogueira, falecido há dez anos. Homenagem ao maior cantor de samba de todos os tempos, a um grande homem de quem sou fã de carteirinha. Em meio a tanta papagaiada na televisão e nos jornais, não vi absolutamente ninguém mover uma palha pra lembrar os dez anos de sua morte. Impressionantemente, ninguém! E olha que o João não era um artista à margem da mídia, não. Mas de qualquer maneira, lamentando esse descaso com um homem que tanto contribuiu para a arte brasileira como João Nogueira, nós vamos fazer. Lá no nosso quintal, à beira do campo, pra quem quiser chegar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vai ser uma noite pra gente relembrar do João; pra cantar suas músicas, pra ouvir sua irmã Gisa Nogueira, seu sobrinho Didu, para, enfim, reverenciar João Nogueira, que estará - tenho certeza - presente. E reverenciar João Nogueira jamais será demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um áudio com a música &lt;em&gt;Saldo Positivo&lt;/em&gt;, gravada no disco de mesmo nome da Gisa Nogueira, em 1980. Cantam João e Gisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed height="94" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="328" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/8a90c5ee-52af-4fa6-9ace-606f41e9b282&amp;amp;theName=Saldo Positivo&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; COLOR: #ffffff; FONT-SIZE: 10px; FONT-WEIGHT: bold; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=8a90c5ee-52af-4fa6-9ace-606f41e9b282"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 7px; FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/8a90c5ee-52af-4fa6-9ace-606f41e9b282/Saldo-Positivo/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 7px; FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde! &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-74792674186687369?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/74792674186687369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=74792674186687369&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/74792674186687369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/74792674186687369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/06/anhanguera-da-samba-xxxvi.html' title='Anhangüera dá Samba XXXVI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/TCTYWE8rZaI/AAAAAAAAAQo/g5xFZiIeK3E/s72-c/S8306246%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6950704474309388411</id><published>2010-06-11T14:33:00.003-03:00</published><updated>2010-06-11T15:02:31.590-03:00</updated><title type='text'>Vamos juntos, milhões em ação</title><content type='html'>&lt;p&gt;Começa hoje mais uma Copa do Mundo. Independentemente de o torneio ser, como diz o filósofo e craque Sócrates, uma “feira de jogadores”, um espetáculo protagonizado por atletas milionários descompromissados com a história e a mística das copas, a gente que gosta de futebol – e futebol é muito mais que o esporte em si – não se agüenta. Mas não se enganem: Copa do Mundo não serve para nos revigorar enquanto brasileiros - muito menos para exibição de patriotismo. Tenho o pé atrás com quem dá de exaltar o País durante este mês. E pandeiro, por favor, só na mão de iniciado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho combatido uma onda que vai, aos poucos, levando muita gente; que começou – tenho a nítida impressão - com aquela convulsão mandraque do Ronaldinho em 1998 e ganha cada vez mais força: está virando moda torcer contra o Brasil. Os motivos variam; há os que choram até hoje a tragédia de Sarriá e querem um time recheado de craques; há os que odeiam Ricardo Teixeira, Dunga, o pastor Jorginho e os projetos de homem que jogam na Seleção; e há os que ainda acham que outros países estão (são) melhores que o Brasil – tem nêgo torcendo pra Argentina, minha gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo é o evento esportivo mais importante do planeta - não por causa dos patrocinadores, dos estádios ultramodernos e dos jogadores popstar, mas porque ela traz a cada quatro anos, em seu bojo, os encantos, os sofrimentos e os prélios épicos das 18 copas passadas. Eu comentei há algumas semanas, não sei se no &lt;a href="http://www.butecodoedu.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Buteco do Edu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou se no blogue do &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bruno Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que torcer contra a seleção é um desrespeito para com os craques antigos, de Leônidas a Zico, e não o contrário. Aí está a minha concepção de Copa do Mundo – ela é, inevitavelmente, a ressurreição dos baluartes da bola, dos fogos estourados em 1958, dos balões no céu do Brasil em 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que hoje tenhamos que aturar essa gentalha toda – salvo o Luís Fabiano dessa -, são eles com a canarinho. E isso, por si só, basta. E pra entender mais a fundo, ninguém pode deixar de ler o texto do meu mano de fé Luis Antonio Simas (&lt;a href="http://hisbrasileiras.blogspot.com/2010/06/oracao-do-manto-amarelo.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;): era isso o que eu gostaria de ter dito, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama Garrincha!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;PS: Deixo um vídeo curioso. O homem que driblava só foi driblado (em campo) uma vez, na Copa de 62 – Copa em que ele arrebentou, fazendo gol de tudo que é jeito e trazendo o Bi pra gente, mesmo sem Pelé. Assistam:&lt;/p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nEDp4IgWNME&amp;amp;hl=" fs="1&amp;amp;" width="400" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6950704474309388411?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6950704474309388411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6950704474309388411&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6950704474309388411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6950704474309388411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/06/vamos-juntos-milhoes-em-acao.html' title='Vamos juntos, milhões em ação'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2007477113594354820</id><published>2010-05-27T14:42:00.012-03:00</published><updated>2010-05-28T14:16:36.215-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXV</title><content type='html'>Acertamos em cheio; foi uma patada a apresentação de Douglas Germano, dia 30 de abril passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um gênio! Gênio!, era o que mais se ouvia naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes vi, no Anhangüera, tanta gente boa junto. Douglas tratou de arrastar todos os bons sambistas de São Paulo pro Bom Retiro. Todos seus amigos e admiradores do seu trabalho. Eu, que fiquei no caixa devido à impossibilidade de meus pais estarem presentes, via tudo de longe, e não raro alguém vinha me parabenizar pela escolha do convidado. Houve um momento em que um senhor veio se apresentar; era o pai do Douglas, e a pedido do filho foi lá falar comigo. Ficamos, depois do samba, bebendo as poucas cervejas que sobraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_7muZ56WDI/AAAAAAAAAQg/Ex4EOP-JCf0/s1600/IMG_0908.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476067881831258162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_7muZ56WDI/AAAAAAAAAQg/Ex4EOP-JCf0/s400/IMG_0908.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A roda foi pegada do começo ao fim - há dias em que o time resolve jogar muito. Depois de uns quinze sambas apresentados pelo Germano, eis que Paulinho Timor, num lampejo definitivo, soltou, ao microfone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Douglas, agora canta aí um samba mais ou menos. Só um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase sintetiza a competência de Douglas Germano. Quem não o conhecia ficou abismado com a qualidade de seu repertório autoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ficar mais bonito ainda, a grande cantora Dulce Monteiro, do Bando Afro Macarrônico, se juntou à Railídia Carvalho no coro. E as duas, mais o homem, não precisavam de mais nada. Acho mesmo que há poucos que seguram uma roda de samba como Douglas Germano - são raríssimos os que dominam esta arte. Eis aí um compositor muito acima da média; um bamba de quatro costados; um extraordinário, musical e pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram aí. A noite foi inteira nessa toada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/71owrYnOAAI&amp;amp;hl=" fs="1&amp;amp;color1=" color2="0xcd311b" width="400" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é bom preparar o coração e o fígado, porque amanhã completamos 3 anos de Anhangüera dá Samba! Os Inimigos do Batente convidam, para esta grande noite um mito da cultura popular brasileira: Nei Lopes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre suas inúmeras composições gravadas, podemos citar &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Gostoso Veneno, Tempo de Don Don, Goiabada Cascão, Morrendo de Saudade, Tia Eulália na Xiba, Senhora Liberdade, Fidelidade Partidária, Ao Povo em Forma de Arte&lt;/span&gt; (um dos maiores sambas de enredo de todos os tempos) e mais uma infinidade de brasas gravadas por quase todos os grandes intérpretes do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositor consagrado, escritor profícuo, pesquisador mundialmente respeitado, militante aguerrido - além de cantor, partideiro, malandro (no bom sentido!), boa praça etc. etc. etc. - dispensa maiores apresentações. Oportunidade ímpar para o público ver esta lenda viva do samba brasileiro fora do palco, cantando e contando suas impagáveis histórias, ali "no terreiro", em volta da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaremos ainda com a participação especialíssima do arranjador e virtuoso instrumentista Thiago França no saxofone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mais uma noite inesquecível.&lt;br /&gt;Deixo uma música do Nei Lopes que eu gosto muito: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Samba de Eleguá&lt;/span&gt;, pra gente já ir abrindo os trabalhos com o respeito que exige uma noite dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/7767f071-72e1-4a6c-8157-c0a025c6be9b&amp;amp;theName=Samba De Elegu�&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: rgb(255,255,255); FONT-FAMILY: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: rgb(255,255,255); TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=7767f071-72e1-4a6c-8157-c0a025c6be9b"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: rgb(255,255,255); TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/7767f071-72e1-4a6c-8157-c0a025c6be9b/Samba-De-Eleguï¿½/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: rgb(255,102,0); TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;EM TEMPO: Saiu matéria sobre o Anhangüera dá Samba! na Carta Capital, &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=10&amp;amp;i=6878"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Agredeço aos jornalistas e grandes amigos Lucas Conejero e André Carvalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2007477113594354820?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2007477113594354820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2007477113594354820&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2007477113594354820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2007477113594354820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/05/anhanguera-da-samba-xxxv.html' title='Anhangüera dá Samba XXXV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_7muZ56WDI/AAAAAAAAAQg/Ex4EOP-JCf0/s72-c/IMG_0908.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-5971875600679257787</id><published>2010-05-25T16:39:00.005-03:00</published><updated>2010-05-25T17:24:23.805-03:00</updated><title type='text'>Sou verde e branco!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_wxXcZlAeI/AAAAAAAAAQY/nZRIhVTG6Cg/s1600/trevo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 322px; height: 344px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_wxXcZlAeI/AAAAAAAAAQY/nZRIhVTG6Cg/s400/trevo.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475305525805908450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá se vão três anos da morte do mestre Hélio Bagunça. O velho baluarte, porém, ao contrário da grande maioria dos sambistas - pelo menos os que não gravaram -, recebeu algumas homenagens &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post mortem&lt;/span&gt;. A última delas feita com muita raça pelo pessoal do Bloco da Santa Cecília, no carnaval deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já contei bem uma meia dúzia de histórias do Tio Hélio por aqui. E pretendo, de quando em quando, falar de outros bambas da paulicéia, especialmente da Camisa Verde e Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me indicou um vídeo da verde e branco que faço questão de postar aqui. Foi feito há pouco tempo, antes das disputas eleitorais na quadra, que terminaram com a vitória de Ribamar para presidente, tendo como vice T. Kaçula. É uma turma nova, com vontade de "fazer acontecer", expressão que me arrepia. Aliás, mesmo atravessando altos e baixos, jamais deixaremos de representar uma das maiores forças do carnaval paulistano; com ou sem disputa. É preciso apenas ter a serenidade pra fazer as coisas com a paciência e a sapiência que se exige um momento desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo é apresentado por Zulu, grande nome da Escola. Zulu, inclusive, perdeu essa última disputa: ele encabeçava a outra chapa concorrente. O vídeo tem momentos emocionantes; e mostra um monte de amigos meus, principalmente na bateria - que ainda segura a marimba de "furiosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba na quadra, o Largo da Banana, o glorioso salão do São Paulo Chic, os grande nomes da agremiação, uma conversa entre Dionízio Barbosa e Inocêncio Mulata - dos aquivos da Cultura - e, rapidinho, de passagem, tio Hélio Bagunça empunhando o estandarte da Escola que representou durante tantos anos. Ao contrário do movimento "de raiz" que jorra por aí, principalmente entre os jovens, sou daqueles que acha que há, sim, samba nas Escolas de Samba. Muita coisa se perdeu e pouco se criou; os desfiles se deturparam, o samba virou negócio. Mas essa negrada de três, quatro gerações carrega um axé que não é moleza; e de toda essa patifaria que grassa nas escolas, pouca coisa pode ser atribuída a quem luta pra manter a tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, pergunto daqui: o que não foi deturpado, de alguns anos pra cá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou saudando. Salve, salve à rapaziada nova que se devota e que se esfola. Salve à Velha Guarda. Salve, Talismã. Salve, Ideval e Juscelino. Axé, Tio Hélio Bagunça, Tio Mario e Zeca do Morro. Minha reverência, Dionísio Barbosa, Inocêncio Mulata, Tobias e Taidão. Sua benção, Dona Sinhá; "a bença", Mãe Cleusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ys74G10fnak&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ys74G10fnak&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-5971875600679257787?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/5971875600679257787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=5971875600679257787&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5971875600679257787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5971875600679257787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/05/sou-verde-e-branco.html' title='Sou verde e branco!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S_wxXcZlAeI/AAAAAAAAAQY/nZRIhVTG6Cg/s72-c/trevo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4372596257566298754</id><published>2010-04-30T12:45:00.005-03:00</published><updated>2010-04-30T12:57:15.906-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXIV</title><content type='html'>Já tinha um bom tempo que o Szegeri falava em trazer Bira da Vila, nosso convidado no mês passado: “- Não trago fulano antes do Bira da Vila, que é meu amigo”. Em muitas conversas nossas programando o Anhangüera dá Samba! ouvi isso dele – conversas essas sempre regadas à um engasga-gato e um balcão pra acomodar o cotovelo: nunca fizemos “reunião” pra definir nada sobre o samba no Anhangüera, que mês que vem completa três anos. Nosso negócio não é negócio, se é que me faço entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bira da Vila – a quem eu não conhecia – é um belíssimo sujeito. Tranqüilo, pacato, boa praça e bom de samba; chegou de mansinho, cantou sambas seus, sambas de parceiros, homenageou um deles (o grande Luiz Carlos da Vila) e ficou na roda de samba até a última pancada do surdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez – é preciso registrar – fiquei impactado com o público do nosso terreiro; impressionante que não haja ninguém ali que não entenda do riscado. Não há aventureiros, baladeiros, pit-boys, periguetes outras laias &lt;em&gt;non gratas&lt;/em&gt;. Sei não, mas credito muito dessa “benção” à Railídia, que sempre abre os trabalhos cantando pro homem que guarda o portão – se é que me faço entender, novamente -; vai daí que acaba entrando só quem é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente dessa vez não tem fotos nem filmes pra disponibilizar. De quando em quando o Daniel larga de mão e não faz o trabalho que lhe compete. Inclusive aproveito pra fazer um pedido a quem me lê: se filmar alguma coisa, ou tirar fotos no Anhangüera, me avise por e-mail, &lt;a href="mailto: arthur.tirone@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estaremos lá, mais uma vez – e, pelo que vejo agora da janela, parece que será uma noite agradabilíssima. Vamos receber um amigo que há muito queríamos convidar; o cracaço Douglas Germano, compositor de uma verve impressionante. Além de compositor, instrumentista, cartunista e maloqueiro, – entre outras coisas, como se fosse pouco -, Douglas detém uma sabedoria que a Railídia chama de ciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É meu ídolo, que, à maneira de Wilson Moreira, traz uma simplicidade no trato que se revela de uma grandeza no jeito de contar e cantar o samba.&lt;br /&gt;Uma ciência, queridos. Douglas conhece porque toca, canta, compõe, batuca, diz no pé.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu, que conhecia o trabalho de Douglas Germano há um bom tempo, já sabia que a coisa era séria. Teve um dia que pela primeira vez nos pegamos de papo no Ó de Borogodó e ficamos coisa de mais de uma hora falando, nos reconhecendo. Douglas é guarda também, é sentinela tal e qual a gente. Meu compadre &lt;a href="http://sodoiquandoeurio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Fernando Szegeri&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, esse monstro que sabe das coisas, já dizia! Percebi em dez minutos de conversa com o malandro – e não é só pelo fato de o caboclo compor essas brasas, que isso, por si só, não segura a bronca toda de ninguém: tem muito compositor de prima que é escroto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo que a noite de hoje vai ser histórica – pelo menos pra gente que vai estar à beira daquele campo varzeano vagabundo, síntese daquilo tudo o que eu gosto; cachaça, batucada, jogo de bola e de baralho, cerveja gelada com os camaradas, sarro e, de vez em quando, um quiprocó, porque bonzinho é o cachorro da vizinha. Não imagino outro convidado, outro sambista, que comungue mais dessas coisas que o convidado de hoje, meu amigo Douglas Germano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou saindo pra deixar tudo certo e arrumado lá no terreiro. Conheçam &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/douglasgermano"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; o myspace do malandro e &lt;strong&gt;&lt;a href="http://douglas-germano.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; seu ótimo blogue. Deixo - em homenagem a Vladimir Tirone, meu pai, o palmeirense mais fanático da Barra Funda, da cidade e do mundo - o áudio de um samba do Douglas : &lt;em&gt;Seu Ferrera e o Parmera&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/6f4d4b51-96f0-4bb6-acee-6501b76a2c1d&amp;amp;theName=Seu Ferrera e o Parmera&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=6f4d4b51-96f0-4bb6-acee-6501b76a2c1d"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/6f4d4b51-96f0-4bb6-acee-6501b76a2c1d/Seu-Ferrera-e-o-Parmera/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4372596257566298754?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4372596257566298754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4372596257566298754&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4372596257566298754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4372596257566298754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/04/anhanguera-da-samba-xxxiv.html' title='Anhangüera dá Samba XXXIV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-1148967241879239905</id><published>2010-04-20T18:59:00.002-03:00</published><updated>2010-04-20T19:04:08.510-03:00</updated><title type='text'>A morte do Saião</title><content type='html'>Quando a gente não tem o que escrever, dá de mexer na cara do blog. Há tempos que eu queria mudar a aparência deste espaço: assim, com menos branco e mais preto, o Anhangüera (o blog) fica mais rubro-negro ainda – pelo menos é o que eu acho. Engraçado é que, depois de 82 anos de existência, ainda tem gente que pensa que o Anhangüera é tricolor: é que, assim como o Flamengo, o rubro-negro da Barra Funda sempre se valeu do branco em seus uniformes. A primeira parte do nosso hino frisa bem essa questão, para não restar dúvidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dizem que o preto é luto, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vermelho é guerra&lt;br /&gt;E nós, então&lt;br /&gt;Associação Atlética Anhangüera&lt;br /&gt;Ainda hoje é tradição&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi há pouco um e-mail de um amigo perguntando se a mudança de cor seria definitiva. Imaginou que pudesse ser, este fundo preto, uma homenagem, um luto. E foi mais carudo: “- Alguém morreu?”. Nada disso, meu chapa: as novas cores nada tem a ver com outras hipóteses; foi por gosto meu, e só. Mas como o hino do clube fala em luto e meu amigo pensou nisso, me veio à cabeça a morte do Saião, há quase um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saião (não sei seu nome) nasceu em 1953 na Barra Funda, e lá se criou. Era uma espécie de “café com leite” devido à sua pouca capacidade de comunicação. Aprendeu a falar tardiamente – lá pelos sete anos – e raciocinava de maneira muito confusa. Quando uma criança com essas características se junta às outras, na rua, é batata: acaba virando marionete nas mãos dos outros. Assim, Saião era designado, entre os pirralhos, para fazer as piores tarefas infantis, aquelas que os moleques não tinham coragem, como passar a mão em mulheres desprevenidas, furtar frutas na feira e não fugir da briga com turmas rivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saião cresceu, casou, teve filhos, e continuou a ser “café-com-leite”. Pegou fama de valente porque não arredava o pé em briga nenhuma – o que nunca lhe privou de tomar cacetes homéricos. É o único caso que eu sei de alguém que perdeu todos os dentes da boca apanhando – e nunca os repôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos trinta, Saião nunca mais se meteu em confusão. Eu o peguei num tempo já tranqüilo, engraçado. Eu me divertia vendo-o jogar no Anhangüera. Zagueiro, não hesitava em dar carrinhos inescrupulosos – saia do campo todo machucado, com as pernas arrebentadas, arranhadas pelo terrão. E ria da sua falta de técnica futebolística. Fora do campo, era um bom cachaça; sempre bebia com o &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/06/o-melhor-roupeiro-do-brasil.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; – o nosso roupeiro - após o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu de biscates; nos últimos anos se declarava oficialmente eletricista e fazia serviços em pequenas firmas no Bom Retiro antes de ir embora pra Santos onde arranjou um emprego; e nunca mais apareceu no Anhangüera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro quem chegou, num domingo, anunciando sua morte. Um acidente de carro na descida da serra foi fatal para Saião. Isso tem uns onze meses. Apesar de ser um cara muito querido na área, ninguém foi ao seu velório. A notícia chegou com atraso de quatro dias. O povo da Barra Funda armou missa de sétimo dia e missa de um mês. Durante algum tempo uma tristeza se pôs sobre nosso clube. Tentaram entrar em contato com sua mulher, mas ninguém tinha o telefone, ninguém sabia onde ele estava morando. Aí lembraram que o Tatu – uma das maiores figuras da região – que morava em Santos há muito tempo e tinha uma bodega por lá, podia saber de alguma coisa. Tatu, chateado, confirmou sua trágica morte, dando detalhes cruéis do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi feita uma placa em homenagem ao morto - que foi fixada dentro do clube, na porta do bar. No mural, várias fotos suas foram coladas. Quito passou a acender, todos os domingos, uma vela ao lado do mural, e rezava pelo pobre Saião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida seguiu. Um domingo desses, alguém deu um balão na bola, que foi parar na rua. Como sempre, Quito saiu correndo no intuito de resgatá-la. Saiu pelo portão apressado e voltou mais ainda! O crioulo, num rompante, entrou no Anhangüera branco, gritando que havia visto um fantasma. Acharam que o Quito havia ficado louco e, pra não perderem o costume, tacaram latinhas vazias nele, tudo isso permeado por calúnias as mais terríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que adentra o Anhangüera, triunfante, o Saião. Triunfante nada, entrou do mesmo jeito de sempre: havaianas, bermuda e aquele sorriso carente de dentes – só ele não sabia que era um falecido. O rebuliço que se deu não preciso nem contar; depois se soube que fora tudo sacanagem do Tatu – e sobre este, falo outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quito ficou em estado de choque - mesmo vendo o amigo ali, em carne e osso -, com a pulga atrás da orelha. Passou a referir ao Saião por “o defunto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que sei, a missa de um ano da morte do Saião ainda está marcada para domingo que vem, na Igreja de Santo Eduardo, à Rua dos Italianos. Vou checar e já aposto: Quito, pelo sim pelo não, estará lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-1148967241879239905?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/1148967241879239905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=1148967241879239905&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1148967241879239905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1148967241879239905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/04/morte-do-saiao.html' title='A morte do Saião'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7793414166694567703</id><published>2010-03-26T11:53:00.007-03:00</published><updated>2010-03-26T12:53:13.844-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXIII</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dia 26 de fevereiro de 2010 foi uma noite histórica: Mestre Monarco se apresentaria no Anhangüera. Durante todo o mês de fevereiro fui ouvindo, por todos os cantos em que eu ia, as pessoas, empolgadíssimas, dizendo que não perderiam essa noite por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noitinha fui buscar o homem no hotel para jantarmos. Em minha companhia, Paulinho Timor e Fernando Szegeri. Levamos Monarco ao Sujinho, na Consolação, e um pouco depois chegou a Railídia pra completar a mesa. Lá começou, pra mim, a noite: Monarco contando histórias, falando do tempo em que era camelô, de quando teve - por pouquíssimo tempo - uma barraca de feira, falou dos velhos malandros de Osvaldo Cruz e contou-nos muita coisa sobre Zinco, valiosíssimo compositor que teve um final trágico por causa da bebida - e o mestre lembrou, então, que havia parado de beber há exatos 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três seguiram para o Anhangüera pra passar o som e começar os trabalhos; eu fiquei fazendo hora com o mestre, batendo um papo. Quando chegamos ao terreiro, mais ou menos meia noite e meia, vi que o negócio era mais sério: uma fila quilométrica pra entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos do carro e entramos. O destino era a roda de samba. Bira, chefe da equipe de seguranças, amigo meu das antigas e de vários pagodes, abriu caminho. Toda a gente batia palmas e continência. Houve um frenesi com direito a ataque histérico de uma senhora e salva de palmas de quatro minutos assim que o homem apontou na roda de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu, daí em diante, é inenarrável. Monarco, essa lenda viva, essa entidade do samba, cantou por exatos 85 minutos, fazendo a massa toda - de longe o maior público nestes três anos - entoar um coro de arrepiar. Ficam meus agradecimentos à Dona Olinda, à Railídia (graças a elas contamos com o Monarco), ao Tuco e Noeli pela atenção e pela ajuda, ao Bira (que segurou a barra na porta) e, principalmente, aos meus pais e meus irmãos, que sem a colaboração deles não teríamos Anhangüera dá Samba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452966702029706626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S6zUUw6DlYI/AAAAAAAAAQA/I3zvfjOmdvg/s400/SDC12871.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Monarco e Railídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje é a última sexta do mês e, como sempre -, tem Anhangüera dá Samba. Dessa vez os Inimigos do Batente convidam o carioca Bira da Vila, grande cantor e compositor. Bira mostrará suas músicas - a maioria em parceria com Serginho Meriti e algumas com Luiz Carlos da Vila - e apresentará seu disco &lt;em&gt;Canto da Baixada&lt;/em&gt;, no qual interpreta músicas de compositores da Baixada Fluminense. Belíssima oportunidade pra quem não conhece este malandro de fina estirpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Fecho com Monarco cantando no Anhangüera. É pesado:&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NQvCm0iceTg&amp;amp;hl=" width="400" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7793414166694567703?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7793414166694567703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7793414166694567703&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7793414166694567703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7793414166694567703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/03/anhanguera-da-samba-xxxiii.html' title='Anhangüera dá Samba XXXIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S6zUUw6DlYI/AAAAAAAAAQA/I3zvfjOmdvg/s72-c/SDC12871.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6312374558333773389</id><published>2010-03-22T12:46:00.004-03:00</published><updated>2010-04-20T13:39:36.942-03:00</updated><title type='text'>Malandro é malandro!</title><content type='html'>Definir a palavra “malandro” é tarefa ingrata: exige um grau de complexidade e responsabilidade que, sinceramente, prefiro deixar pra quem é mais malandro que eu. Mas uma das inúmeras definições – segundo o Houaiss - diz que malandro é um sujeito sagaz, arguto; ou seja: o bom malandro, o safo, o habilidoso. Neste quesito – e seguindo a linha do último texto – se enquadra perfeitamente uma monstruosa figura: Zulu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou da opinião que algumas características nossas são inatas. No caso em questão, essa malandragem astuta é coisa que não se aprende, apenas se lapida. Se lapida na rua, nas experiências, nas dificuldades a que somos submetidos no dia a dia. É graças a elas que temos de nos virar e inventar um jeito pra dar um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zulu era malandro! Primeiro, porque sempre ouvi gente de tudo que é &lt;em&gt;métier&lt;/em&gt; dizer que era mesmo. Segundo: vi, com meus próprios olhos, cenas impagáveis, inacreditáveis da agudeza de espírito do homem. As histórias são muitas e eu prometi &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/12/zulu.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; que as contaria, mas fiquei um bom tempo sem escrever sobre o homem. Volto à carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas histórias foi filmada pelo Daniel num domingo de junho de 2007, no Anhangüera. Talvez este vídeo seja o único em que Zulu aparece contando um bom causo, sua maior especialidade. Reparem na perspicácia do Daniel: Zulu não percebeu que estava sendo gravado – não gostava de câmeras filmadoras. No filme só aparecem Ângelo (meu irmão), Louquinho e Zulu, mas havia pelo menos mais cinco ou seis participando da conversa, inclusive eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ocorrido narrado na gravação foi o seguinte: Zulu bebia no bar do Zêpo na Rua Barra do Tibagi; estavam no bar apenas os dois. Um negrão maior-que-uma-semana aparece, cheio de razão, pra cobrar uma dívida do dono do bar. Ao que parece, Zêpo levaria uns sopapos – e Zulu também, de graça. Começa uma discussão e o Zêpo, em algum momento, pede pro Zulu confirmar alguma coisa sobre sua procedência, essas coisas. O negrão recuou na valentia: “- O senhor é o Zulu?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito possivelmente o vagabundo se referia ao Zulu do Camisa Verde e Branco, nome conhecidíssimo e muito respeitado na cidade. Nosso Zulu, então, cresceu: “- Sou eu sim! Eu sou o Zulu, porra!”. O valente, cheio de dedos: “- Não, sabe o que é, Seu Zulu...”. “- Cala a boca, rapaz. Pede desculpas pro Zêpo! Agora vá embora daqui e nunca mais apareça!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso amigo não mentiu. Ele era o “Zulu”: não aquele Zulu que o outro imaginou que fosse, mas foi a deixa pra que salvasse a pele do amigo – e a dele, conseqüentemente. A última frase do vídeo é hilária, coisa de chefe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pfQQSq25JHA&amp;amp;hl=" width="400" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6312374558333773389?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6312374558333773389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6312374558333773389&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6312374558333773389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6312374558333773389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/03/malandro-e-malandro.html' title='Malandro é malandro!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3112767211339821323</id><published>2010-03-11T15:52:00.003-03:00</published><updated>2010-04-20T13:39:52.256-03:00</updated><title type='text'>O melhor emprego do mundo</title><content type='html'>A Inglaterra foi o palco do nascimento do capitalismo. No começo do século XV começa a se forjar as bases do mundo louco em que vivemos. A ilha tinha – tem – uma boa topografia para plantações. O sistema feudal, aos poucos, foi indo pro beleléu. Resumidamente, cercaram as terras, destituíram pequenos proprietários e a plantação de subsistência deu lugar ao cultivo de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo - a chamada Revolução Inglesa - veio com tudo e uma burguesia emergiu. Seu poder a cada dia aumentava. A concepção de mundo e de vida foi virada de cabeça pra baixo: agora quem produzia riqueza para o país é que deveria ser valorizado socialmente. A escravidão, neste novo cenário, remava contra a maré: paguemos salários – miseráveis, mas salários – aos trabalhadores; eles agora são consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros da nobreza, que até então tinham seus luxos sustentados através dos impostos pagos pela ralé, passam a ser chamados de “parasitas”. De lá pra cá é assim que é: quem não tem trabalho não tem nada: nem teto nem moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre trabalho é que quero falar. Lembro que no ano passado uma notícia estampou jornais do mundo inteiro: “O melhor emprego do mundo!”. O tal emprego, que consistia basicamente em “cuidar”, durante seis meses, de uma ilha na Austrália cercada de corais, arrebanhou milhares de inscritos de 200 países e foi conquistado justamente por um britânico, a um salário astronômico de 105 mil dólares. Imagino que Robinson Crusoé deve ter se revirado no caixão; ele, um náufrago numa ilha durante inacreditáveis 25 anos, ganharia mais de cinco milhões de dólares, proporcionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que &lt;a style="COLOR: rgb(51,51,255)" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1110287-5602,00-BRITANICO+GANHA+CONCURSO+PARA+MELHOR+EMPREGO+DO+MUNDO.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ben Southall&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; – o louro aguado que ganhou o emprego – não sabe é que o melhor emprego do mundo foi de outro homem: Antonio Carlos Apolinário; ele mesmo, Zulu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zulu já havia sido gerente de banco durante mais de vinte anos e já fora dono de três bares quando foi trabalhar na empresa de um amigo, uma firma que fabricava peças para equipamentos médicos. Acho que era isso, mas também pouco importa. Zulu foi contratado como gerente financeiro, função que tirava de letra. A saúde financeira da empresa correria bem, não fosse um mero detalhe: o dono. Se não me engano, seu nome é Cláudio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio é, segundo meu mestre Zulu, o homem mais burro do mundo, com um agravante: é um cordeiro da mulher, uma megera que se metia nos negócios da firma. Após dois anos aconselhando o Cláudio a aplicar “ali”, reduzir custos “aqui”, melhorar a operação “lá”, tudo evidentemente sem sucesso, nosso bom Zulu tomou uma decisão séria – que fez questão de avisar ao patrão da seguinte maneira: “- Cláudio, você é muito, mas muito burro! Daqui pra frente não faço rigorosamente mais nada.”. E foi assim durante os outros nove anos em que lá permaneceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua rotina era invejável! Atentem: chegava às nove e meia da manhã. Lia, esparramado na cadeira e com os pés sobre a mesa, o jornal O Estadão inteiro - inclusive as propagandas. Saia para almoçar ao meio dia e voltava às duas da tarde. Recostado na cadeira, tirava uma pestana até as três, horário em que ia embora para jogar tranca no bar do Mauro, na Rua Dobrada. Essa dura e estafante rotina era bem paga: 3.800 reais, gastos dignamente em cerveja, cachaça e cigarro – diferentemente do britânico da ilha, que levava uma insuportável vida saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio, o amigo-patrão, não tinha coragem de demitir Zulu. Sua mulher, no entanto, contratou cinco diretores com a função primordial de botar o negrão no olho da rua. Em pouco tempo os caras acabavam ficando amigos do Zulu e o deixavam em paz – motivo que fez com que eles próprios fossem despedidos. Um desses diretores, porém, era casca dura e começou a dar tarefas para o homem que, evidente, não as cumpriu. O diretor, certa feita, foi chamar-lhe a atenção e ouviu a seguinte frase, dita em tom baixo, amigável: “- Fulano, passa este serviço pro Cláudio. E me faz um favor: me deixa quietinho aqui no meu canto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, Zulu acabou sendo despedido após desfrutar um feriado prolongado de nove anos. Abriu seu bar na Dobrada – que bebeu inteiro -, e faleceu poucos meses depois. Muita gente acredita que ficou desgostoso porque não tinha mais o emprego – e aí a gente volta lá no começo do texto, com a concepção de sociedade que valoriza apenas os “que produzem”. A questão é simples: ninguém gostaria de perder o melhor emprego do mundo, ora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa hora – são quase quatro da tarde –, onde estiver, certamente Zulu já está jogando uma partidinha de tranca. &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3112767211339821323?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3112767211339821323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3112767211339821323&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3112767211339821323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3112767211339821323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/03/o-melhor-emprego-do-mundo.html' title='O melhor emprego do mundo'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-1324598430902428540</id><published>2010-02-26T16:43:00.002-03:00</published><updated>2010-04-20T13:40:21.867-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXII</title><content type='html'>O tempo está curto. Falta pouco para a mais aguardada edição do Anhangüera dá Samba! Mal ando escrevendo aqui, é verdade. Mas tudo voltará ao normal mês que vem. Vamos falar um pouco deste projeto – deste samba, digo – que me deixa a cada mês mais orgulhoso, mais satisfeito, com mais vontade de fazer e com a responsabilidade cada vez maior – e disso não posso me furtar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém recebe um Noca da Portela impunemente, nem um Tantinho da Mangueira, nem um Toniquinho Batuqueiro e muito menos um Wilson Moreira (duas vezes). A cada edição – e lá se vão trinta e dois meses – é preciso melhorar. Há quem reclame da estrutura, às vezes com razão, mas é o que temos a oferecer. O Anhangüera dá Samba! está firme porque nele mora uma jogada que nem a melhor estrutura do mundo daria conta: o axé. Uma energia tão subjetiva que só quem é iniciado pode explicar. Os outros sentem. E voltam. E aguardam a próxima ansiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem: mês passado. Começa 2010 e quem veio? Delcio Carvalho, um compositor monstruoso. Foi uma roda de samba bonita demais, com o homem cantando aquele monte de músicas, uma melhor que a outra. Umas mais conhecidas, outras menos, mas todo mundo cantando junto. Aí é que está: o Anhangüera não tem palco, é chão! Infelizmente o Daniel não filmou a grande apresentação do Delcio Carvalho, de modo que não tenho nada pra mostrar por aqui. Fica na memória de quem lá esteve; e se emocionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tem mais. Como eu dizia, a noite mais esperada do Anhangüera nos últimos anos. Tem mestre Monarco. Disse meu compadre Fernando Szegeri na Agenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Promessa de noite histórica no Anhangüera dá samba!. Como já há mais de 30 meses, a última sexta-feira terá mais uma vez os Inimigos do Batente recebendo um convidado especial. E o bamba deste mês, um dos maiores baluartes vivos do samba brasileiro, dispensa apresentações: mestre Monarco da Portela!É difícil até dizer no que o homem se faz maior. Se maior é o intérprete elegantérrimo, voz calejada, mas poderosa, porta-voz-oficial do samba de Oswaldo Cruz. Seria o compositor fecundíssimo, parceiro de Candeia e Paulo da Portela, autor de alguns dos maiores sucessos gravados por gente do naipe de João Nogueira e Zeca Pagodinho? Ou é esse imenso arquivo vivo do samba brasileiro, que transcende em muito as fronteiras da Grande Madureira, passeando com desenvoltura por estácios, salgueiros, mangueiras, como muitos de lá nem seriam capazes? Diriam outros que é essa imensa liderança do samba, timoneiro incansável do maior conjunto musical do Brasil: a Velha Guarda da Portela. Tem gente até que, por essas e outras dúvidas, chega a considerá-lo &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.samba-choro.com.br/noticias/arquivo/3624"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;o maior sambista vivo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, vejam vocês...E o melhor de tudo é que o mestre, que se apresenta com freqüência na Paulicéia, diga-se a verdade, poucas vezes por aqui pode ser visto fora do palco, no "terreiro", na roda de samba que é uma de suas grandes especialidades. E tudo isso a hoje inigualáveis R$ 10,00!!!Festa total em azul e branco para reunir os sambistas dos quatro cantos da cidade, vocação das rodas dos Inimigos, e sacudir a Barra Funda, o Bom Retiro e – por quê não? - o coração do Brasil.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica ainda um áudio do grande Monarco cantando uma seleção de partido alto da antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/5ddfdf52-4ef9-4221-8760-c40fe2c15a16&amp;amp;theName=Monarco - Partido Alto da antiga&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=5ddfdf52-4ef9-4221-8760-c40fe2c15a16"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/5ddfdf52-4ef9-4221-8760-c40fe2c15a16/Monarco---Partido-Alto-da-antiga/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-1324598430902428540?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/1324598430902428540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=1324598430902428540&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1324598430902428540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/1324598430902428540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/02/anhanguera-da-samba-xxxii.html' title='Anhangüera dá Samba XXXII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3263765401120757083</id><published>2010-02-20T16:25:00.003-02:00</published><updated>2010-04-20T13:40:59.455-03:00</updated><title type='text'>Roberto Chalita, o plagiador</title><content type='html'>&lt;p&gt;Um episódio estapafúrdio chamou a atenção de muita gente desde que meu mano Felipinho Cereal descobriu que um homem cometia indecências na grande rede. Estava eu, inclusive, embarcando para o Rio de Janeiro na sexta passada quando recebi sua ligação indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Chalita – eis o nome do larápio – se fazia valer de “jornalista” num jornal da cidade de Vinhedo, cidade em que mora. Há quase um ano plagiava sem a menor compostura a mim e a cinco amigos-irmãos meus: Bruno Ribeiro, Eduardo Goldenberg, Felipe Quintans, Fernando Szegeri e Luiz Antonio Simas, todos no “esquadrão” que indico à direita no blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia está se espalhando aos sete ventos de uma maneira assustadora. Saiu no &lt;a href="http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-incrivel-historia-de-roberto"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;blogue do Nassif&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no blogue do &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/frontdorio/post.asp?cod_post=267835&amp;amp;cx=0"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cesar Tartaglia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, hospedado n´O Globo On Line, e em mais um monte de outros blogues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Goldenberg, um dos plagiados, é o nosso porta-voz. Indignado e rigoroso, meu chapa vem desmascarando o plagiador com textos que trazem detalhes riquíssimos, impressionantes e revoltantes. Leiam &lt;a href="http://butecodoedu.blogspot.com/2010/02/roberto-chalita-um-plagiador.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://butecodoedu.blogspot.com/2010/02/mais-sobre-roberto-chalita-o-plagiador.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://butecodoedu.blogspot.com/2010/02/ainda-sobre-roberto-chalita-o-plagiador.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O que ele diz lá em seu Buteco, ele diz por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Chalita me lembra um doido varrido da Barra Funda – talvez seja até parente seu, já que diz ele ter sido criado nessas bandas – que lá pelos idos dos anos 60 saía gritando aos quatro cantos: “- Sou o Pelé!”. No outro dia era Garrincha. Depois era Didi, depois Vavá, e por aí vai, de 1 a 11 do escrete da Copa da Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plagiador me fez lembrar o louco – este último sim um sujeito digno de compaixão - , mas ele é totalmente diferente do demente: é ruim. E não é doido! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Guardam, os dois, uma semelhança: o ato de achar que são outras pessoas. O imitador barato quis viver nossas vidas. Ele foi durante um ano Edu, Bruno, Fernando, Felipe, Luiz Antonio e Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E batia no peito, leviano: “- Sou o Chalita! Roberto Chalita!”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3263765401120757083?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3263765401120757083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3263765401120757083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3263765401120757083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3263765401120757083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/02/roberto-chalita-o-plagiador.html' title='Roberto Chalita, o plagiador'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-8149558755749856527</id><published>2010-01-29T15:59:00.003-02:00</published><updated>2010-04-20T13:41:14.056-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXXI</title><content type='html'>No mês passado, fechando o ano de 2009, recebemos o cantor e compositor Eduardo Gallotti. Ele ficaria hospedado na casa de Paulinho Timor. E foi pra lá que eu fui umas seis da tarde, no intuito de tomar a primeira gelada do dia e comer um frango com batata de primeira preparado pelo anfitrião. Lá estavam também Tenente, Cebolinha e Fabrício. Fiquei coisa de meia hora, quarenta minutos apenas: saí pra buscar meu irmão Felipe Cereal, tijucano nato, na rodoviária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, encontramos o Szegeri no bar da &lt;a href="http://boemiaenostalgia.blogspot.com/2009/02/bar-da-dona-ana.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Dona Ana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; – um dos melhores bares do Brasil – e, mais tarde, caímos pro Anhangüera, ali pertinho. A roda foi das boas; muita gente saiu achando que nunca havia presenciado uma roda de samba tão boa: Gallotti parecia possuído. Foi brasa em cima de brasa! Cada samba que o homem buscava no fundo de baú era delírio dos saudosistas de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432224275708343218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S2MjMpXZc7I/AAAAAAAAAPw/op3i3hMPI6U/s400/Gallotti+006.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Gallotti bateu um recorde – lá no Anhangüera -, bem ao seu estilo: cantou por aproximadamente quatro horas ininterruptas. Sem parar, foi desfiando um repertório finíssimo, pra não quebrar a corrente. Assistam-no cantando um clássico de Silas de Oliveira e Mano Décio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/l94L9sovO4E&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite abriremos a temporada Anhangüera dá samba! de 2010. Para começar com a corda toda, o convidado do mês é um dos maiores nomes do samba brasileiro: Delcio Carvalho!Mas quem pensa que se trata "somente" do parceiro mais constante de D. Ivone Lara, a primeiríssima-dama do samba brasileiro, ou "apenas" de um compositor gravado pelos maiores nomes da música brasileira, como Maria Bethania, Gal Gosta, Nana Caymmi, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Nara Leão, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, certamente vai se surpreender: Delcio é um senhor cantor, dono de belíssimo timbre, curtido nas atuações como crooner de orquestra, temperado nas rodas de samba dos quatro cantos da Cidade Maravilhosa.Não há chuva que segure esse samba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo no áudio Sonho Meu, com participação de Zeca Pagodinho. &lt;/p&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/5fe98299-1e3a-4e88-86b0-b4271325d60f&amp;amp;theName=02 Sonho meu&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=5fe98299-1e3a-4e88-86b0-b4271325d60f"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/5fe98299-1e3a-4e88-86b0-b4271325d60f/02-Sonho-meu/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-8149558755749856527?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/8149558755749856527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=8149558755749856527&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/8149558755749856527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/8149558755749856527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/01/anhanguera-da-samba-xxxi.html' title='Anhangüera dá Samba XXXI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/S2MjMpXZc7I/AAAAAAAAAPw/op3i3hMPI6U/s72-c/Gallotti+006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3602792513172026471</id><published>2010-01-28T10:48:00.000-02:00</published><updated>2010-01-28T10:50:08.675-02:00</updated><title type='text'>Soltem o Barrabás!</title><content type='html'>Outro dia, no campo do Anhangüera, um coroa me pediu: “- Escreva alguma coisa sobre o Carlos Gomes!”. Retruquei que, vira e mexe, eu cito o tricolor. E ele: “- É, mas você só fala dos anos 30, 40. Escreva passagens dos anos 60, do período que eu presenciei!”. E eis que puxo, repuxo e, - é o estigma! - o assunto que me motiva a escrever sobre tal time é só um: sua torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time do Carlos Gomes da Barra Funda, extinto há quase trinta anos, foi a agremiação de maior torcida na região. Ainda hoje nenhum outro clube o ultrapassou neste quesito. Mas não era apenas uma torcida grande, a do Carlos Gomes: era fanática, desvairava e muito agressiva, ficando famosíssima na época dos irmãos Cabeleira (década de 40), uma turma da pesada que tocava o terror em todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois dessa época dos Cabeleira, a torcida continuou a ser o grande trunfo do Carlos Gomes – muito embora sempre tenha apresentado grandes esquadrões. A enorme assistência acompanhava o time com a prontidão de uma beata dominical. Mas também com a cólera de uma besta: bastava um erro do juiz, um pontapé, ou mesmo um adversário tecnicamente melhor para a torcida inflamar e botar tudo abaixo. São inúmeras as histórias do Carlos Gomes em que a torcida é o protagonista e o time fica pra segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feita: eram poucos os times que batiam de frente com eles. O problema é que, em qualquer situação desfavorável, a coletividade extra-campo entrava e levava a melhor no sopapo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um jogo, no ano de 1973, em que o Carlos Gomes enfrentou um time de Cotia, o Santo Antonio – um time onde os jogadores todos eram freqüentadores entusiasmados de uma paróquia de mesmo nome, recém inaugurada na cidade. Um dos católicos de Cotia decidiu organizar uma pelada do pessoal dessa igreja contra alguma outra; seria uma espécie de confraternização católico-futebolista. Lembrou-se da Paróquia homônima de Santo Antonio, na Rua Anhangüera, Barra Funda, que conhecera havia muitos anos. Entrou em contato com o Padre Luis, titular por décadas na igreja da Barra Funda e este firmou a partida com os diretores do Carlos Gomes, que iam sempre à missa: “- Representem nosso bairro e nossa paróquia. O povo de lá é muito religioso; soube que nessa igreja de Cotia são fanáticos!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do jogo, dois caminhões lotados saíram da Barra Funda logo cedo. Porretes de todas as formas e tamanhos, pedras, tijolos e canivetes eram artefatos indispensáveis – mais que bandeiras e fogos. Os diretores, mais velhos, não conseguiam demover os briguentos da idéia de “ir pro pau”. Apesar dos apelos e do aparente sossego da cambada, os velhos ficaram com a pulga atrás da orelha. “- Essas ripas e tijolos são para nossa garantia!”, disse um dos torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo ficava bem ao lado da igreja e o jogo seria após a missa. O time do Carlos Gomes chegou uma hora antes do horário estabelecido. Um cidadão com pose de gente importante os recebeu com extrema gentileza e fez o convite: “- A missa está começando, depois tem o jogo e o churrasco. Venham assistir conosco, fazemos questão!”. Os vagais se negaram a entrar na igreja e foram advertidos pelos mais velhos: “- Vai entrar todo mundo. A gente faz meia horinha e pronto.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do Carlos Gomes é que tinha uma molecada de dezoito, vinte anos, terrível, briguenta, completamente insana. Capitaneada por Valdir, o Diabo e Barrabás, era, de fato, uma torcida temível. Sintam o peso da dupla: Diabo e Barrabás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na igreja completamente abarrotada a torcida e o time da Barra Funda foi entrando. Estava tudo indo bem, até que começou uma gritaria lá fora: “- Se o Diabo não entrar, eu não entro!”. O padre, que ainda não tinha começado a rezar, foi lá pra fora, e a multidão o seguiu. “- Sem o Diabo eu não entro!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdir, o Diabo, deu um jeito e se empirulitou, sumiu. Barrabás, seu parceiro inseparável, não queria ficar por baixo e empacou na porta da igreja. O padre, perplexo, começou a gritar um discurso que ali era a casa de Deus: “- Refutamos qualquer manifestação diabólica!”. Os fiéis entraram num frenesi danado. Alguns, mais exaltados, xingavam  o time da Barra Funda. Começou um empurra-empurra enorme. Sem conseguir conter o desatinado Ivan (era esse o nome do Barrabás), a turma do Carlos Gomes viu que ia feder, já que estavam em menor número e os religiosos de Cotia – incluindo mulheres, velhas, crianças e o padre – sofriam uma espécie de catarse coletiva de repudio ao “anti-cristo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiram pegar o endoidado que ainda gritava pelo Diabo. O pau começou a quebrar, mas ainda em focos isolados. A torcida do Carlos Gomes, percebendo que ia apanhar da cidade inteira, começou a por panos quentes. O padre pegou o Ivan pela nuca e mandou-o retirar o que havia dito. “- Olha o Diabo ali!”, apontou Ivan. Era Valdir voltando do mato, onde fora às pressas fazer necessidades. Ele, que era o mais louco do bando – inclusive Louco era outro apelido que ele ostentava -, foi chegando e o povo sacou que o verdadeiro anti-cristo era ele, o Diabo em pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdir viu aquele tumulto todo e foi chegando. Todos aguardavam: suas palavras poderiam por fim ao fundunço. Ele mesmo percebeu que seria melhor acalmar a situação. Com ar possesso, deu a ordem: “- Soltem o Barrabás!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma frase infeliz para o momento. A torcida do Carlos Gomes apanhou bem e, pela primeira vez, teve que fugir. Há quem diga que o Carlos Gomes não se extinguiu: foi excomungado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3602792513172026471?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3602792513172026471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3602792513172026471&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3602792513172026471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3602792513172026471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/01/soltem-o-barrabas.html' title='Soltem o Barrabás!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7354370936015846298</id><published>2010-01-18T21:49:00.003-02:00</published><updated>2010-01-18T22:10:12.525-02:00</updated><title type='text'>Porranca excepcional</title><content type='html'>Tenho tentado desde o começo do ano, sem sucesso, falar com Daniel Frangiotti, o Gordo. Sendo ele um sujeito fundamental pra mim, confesso que fico meio perdido quando passo tanto tempo assim sem falar – ou melhor: beber – com ele. E falando nisso, eis aí uma das inúmeras qualidades que o Gordo detém: é um bom cachaça, daqueles que não tombam nem a cacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exibindo um alto nível de desempenho etílico há anos, Gordo atingiu um grau de respeito insuspeito. Ainda ontem, no Anhangüera, comentávamos sobre a última sexta feira do ano no bar do Sinval, noite em que o homem mandou pro bucho uma garrafa de vodca, fora a cerveja. Depois, sedento, bebeu – junto do Xam e Ronaldinho - mais um engradado numa barraca de rua no ensaio dos Gaviões da Fiel – na esquina de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o conhece assim, de prima, chega a se assustar. Até eu, que já estou acostumado, às vezes não acredito como pode um fígado trabalhar de maneira tão acurada. Não hesito em dizer que o Gordo é um dos três mais eficientes que conheço no ramo. Mas até um bebedor calejado tem seus momentos de deslize. Lembro-me, em especial, de uma passagem hilária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos, Gordo foi o primeiro a chegar, todos os domingos, ao Anhangüera. No embalo da madrugada, fedendo a suor de cana e fumaça de cigarro, já ia pedindo uma Brahma às sete da manhã. Junto com ele chegavam os velhinhos e os pernas-de-pau que jogavam no Sucatão. Os velhos no cafezinho e o Gordo na enésima cerveja. Aliás, há que se fazer uma observação. Havia, até pouco tempo, uma profusão de anciãos na agremiação – infelizmente restam poucos; a quadra de bocha, símbolo maior das artrites e artroses, vive às moscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve um dia o Gordo chegou pior que de costume. Parece que tinha bebido até gasolina de foguete! Efusivo, abraçava os velhotes como se fossem seus amigos de infância: Cantava enrolando a língua, no melhor estilo “danusa”, a Mulata Bossa Nova: “- Diego toca a bola, Robinho deita e rola, e só dá Santos, lê lê lê lê lê lê lê lê, bota pra fuder!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra breve observação: Gordo é o único torcedor do Santos, no Bom Retiro, com menos de 50 anos. Os outros são o Tadeu e o Gaggini, este último freqüentador do Anhangüera e entusiasta do Gordo. A torcida praiana é tão insignificante que o nosso personagem é chamado na Torcida Jovem do Santos - torcida da qual ele chegou a ser diretor – como “Bom Retiro”. Carregar o peso de representar um bairro inteiro, pra mim, era um privilégio dos torcedores do Juventos – exceto o bairro da Mooca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empolgação demasiada do nosso Gordo tinha explicação: seu time jogaria a tarde no Pacaembu contra o Flamengo, pelo campeonato brasileiro, e seu ingresso já estava no bolso. O plano era continuar bebendo no Anhangüera e de lá seguir para o estádio municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento, porém, a canjebrina bateu-lhe à cabeça violentamente. Gordo assistia ao jogo dos veteranos sentado numa cadeira encostada ao alambrado, perto do bar. Dormiu, roncou e babou de uma maneira nojenta. Exalava uma cruaca braba! Ali, todo desarrumado na cadeira, permaneceu por um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veteranos saíram e entrou em campo o 2º quadro rubro negro. Eu, inclusive, estava em campo – época e que ainda jogava. O jogo era contra um time da Zona Leste – não me recordo o nome do time – que tinha o uniforme todo branco. Começou o jogo e os moleques do time branco nos deram uma canseira danada. Ao lado do campo uma torcida composta por vinte ou trinta caboclos fazia barulho a favor deles. Imagino que a esta altura o bom Gordo estava naquele estágio do sono em que a realidade se confunde com o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponta direita deles, um negrinho habilidoso, driblou um, cortou outro e bateu na saída do nosso goleiro: golaço. A torcida, que estava pertinho do Gordo, gritou “gol”; o Gordo acordou ainda naquele estado inconsciente e se viu no Pacaembu: Santos um, Flamengo zero, gol de Robinho: gritou gol de uma maneira enlouquecida e deu um salto da cadeira que o fez se esborrachar no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gargalhada geral foi assustadora. Nêgo rolava no chão, outro perdeu o ar, outro dava murros na parede, ninguém se agüentava. A torcida adversária aderiu; perdeu a compostura de tanto rir. Com todo o barulho o jogo parou; todos os jogadores se amontoaram no alambrado pra tirar uma lasquinha também. Foi quando eu vi meu amigo de barriga pra cima – parecia uma tartaruga. Seu estado larval não lhe permitiria levantar, a cachaça era absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num rompante de dignidade, Gordo se levantou com certa dificuldade e procurou uma única pessoa que poderia redimir um pouco da vergonha: Gaggini, o único santista da paróquia. Abraçou-o, enlaçou-o. Gaggini, naquele instante infernal, era seu cúmplice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7354370936015846298?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7354370936015846298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7354370936015846298&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7354370936015846298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7354370936015846298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/01/porranca-excepcional.html' title='Porranca excepcional'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7502829661935508859</id><published>2010-01-05T22:12:00.003-02:00</published><updated>2010-01-05T22:20:35.110-02:00</updated><title type='text'>Carta aberta ao Naná</title><content type='html'>Não imagino como possa ter sido seu Natal. Nem seu ano novo. Tenho sido um relapso, é verdade. Eu me desculpo e o autorizo a não me desculpar – perdoe também minha empáfia, às vezes não a controlo. Não te desculpo simplesmente porque não tenho o que desculpar. Não serei piegas pra dizer que eu poderia estar no seu lugar; nossas histórias são tão diferentes - apesar de termos vivido, a vida inteira, tão próximos, tão juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que saibas que nossa diferença de idade de apenas dois anos – e não a percebemos há tantos anos – foi, num tempo remoto, um abismo. Ela, aliada ao seu temperamento “sem medo”, te conferiu um posto que faço questão de lhe segredar: você foi o primeiro sujeito de quem tive medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de um dia em que o Angelo e eu jogávamos bola no Anhangüera entre outros moleques desconhecidos. Éramos uns fedelhos de sete anos. Os outros moleques eram da Favela do Gato; entre eles o Buiú que depois virou atração tocando pandeiro na Gaviões da Fiel, lembra dele? Acho que morreu matado há pouco tempo. O Buiú – um molequinho de merda, da nossa idade – era nosso camarada, e até outro dia me abraçava nas raras vezes em que nos encontrávamos. Naquele dia dois garotos que tinham seus onze, doze, deram uns tabefes na nossa cara, minha, do Angelo e do Buiú. A gente sentado na muretinha do campo apanhando, sem ter coragem de correr pro meu pai, que jogava baralho no bar do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só pensava que se você estivesse ali, talvez eu tivesse coragem de enfrentá-los. Eles acabaram indo embora e a gente nunca contou o episódio pro meu pai, com vergonha. Depois de pouco tempo você chegou e eu te contei; você disse tremendamente puto: - “Essas coisas só acontecem quando eu não estou!”. Infelizmente pra mim, eu pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua personalidade sempre foi a de um desassossegado, irriquieto, assim como a minha; mas muito diferente da minha. Talvez por isso tenhamos mantido, durante muitos anos, uma distância de palavras, de idéias. No momento em que me tornei adulto, com meus ideais tolos – menos que os seus, eu sempre lhe disse -, e quando os mais velhos me davam moral, me achavam bacana, você foi ficando muito mais jovem do que eu. Suas conversas pra mim não faziam muito efeito – daí veio sua aproximação do Bruno, e assim nos mantínhamos próximos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um cara que prezo pela amizade, pelo carinho, pelo respeito. Você só não me respeitou dentro de campo, e eu também; dentro de campo eu era um merda, mas mudei: parei de jogar. Você, que sempre teve muito mais intimidade com a bola do que eu, é um sujeito insuportável dentro de campo, saiba disso. Mas resolveu inúmeros jogos pro rubro negro da Barra Funda, clube que você jamais abandonou, mesmo com seus amigos todos do Bom Retiro jogando no Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí outra diferença entre nós dois: você é Bom Retiro de história, de sangue , de pai e avô. Eu sou Barra Funda. Mas, como sujeito homem mantém o lhe vem, você é Anhangüera, assim como é teu pai. E nós jogamos tantos anos juntos no mesmo campo em que nossos pais o fizeram – eles com muito mais classe, é bom frisar. No fim das contas, a gente sabe que preza pelas mesmas coisas. E isso nos une, mesmo nos tempos em que nos ignoramos, mesmo nós dois sustentando um orgulho que me enoja – e a ti também, tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que você comanda o departamento de esportes, que conquistou grande respeito por aí. Isso pra mim não é surpresa; você sempre foi um cara de palavra, de olho no olho. Mas sei que teu Natal foi uma merda, e teu Reveillon também - assim como todos os outros dias, das cinco da madruga quando toma teu banho gelado até a hora que vai dormir, quando consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estive na casa do teu pai com o Bruno e o Pepe, dois grandes homens, grandes amigos teus. Tua mãe, não conseguindo segurar as lágrimas, contou-nos o que anda passando nesse inferno. Nossa humilde ajuda, um pouco tardia, não foi pra você, mas sim para os dois. Não é fácil passar o que eles estão passando. Chorei quando teu pai me contou os detalhes da visita que lhe fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha idéia era lhe enviar dois fardamentos completos do Anhangüera, mas não pode, né? Não pode nada aí... Tua mãe disse que você andou achando que não tem amigos. Grande besteira! Você tem muitos, os maiores deles dentro da tua casa. Este mundo aqui de fora faz questão de deixar a gente relapso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza que seu próximo Natal será o melhor de todos. Vai coincidir com sua nova chegada. E o Mateus, teu filho, moleque de responsa, palmeirense roxo como o pai, vai agradecer pelo presente; ele é louco por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te envio esta carta – que estou publicando também no blogue – para lhe dizer que sempre penso em você e que rezo à minha maneira por você. É também uma maneira de afastar de mim aqueles que lhe falam mal. De minha parte, não participarei da rodinha hipócrita que se fará em sua volta quando apareceres. Quero tomar uma cerveja contigo, nós dois, pra eu dizer o quanto gosto de você, meu amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7502829661935508859?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7502829661935508859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7502829661935508859&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7502829661935508859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7502829661935508859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2010/01/carta-aberta-ao-nana.html' title='Carta aberta ao Naná'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4556686740371325074</id><published>2009-12-18T14:55:00.004-02:00</published><updated>2009-12-18T15:09:41.108-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXX</title><content type='html'>No último dia 27 recebemos a Velha Guarda do Peruche, e foi uma grande noite. Pra mim, então, nem se diga. Eu e Milena receberíamos em nossa casa &lt;a href="http://hisbrasileiras.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Luiz Antonio Simas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e sua mulher, Cândida. E foi um final de semana glorioso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta a tarde chegou ainda outro irmão, diretamente de Campinas: &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Bruno Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Fomos nós dois para o Sinval e depois pra minha casa. Quando o Simas chegou na rodoviária, fomos buscá-lo. Voltamos para casa – onde a Milena já nos esperava – e, em poucos minutos, chega meu compadre &lt;a href="http://sodoiquandoeurio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fernando Szegeri&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;pra completar o esquadrão. Entre camarões fritos e cerveja gelada na pequena cozinha, tive uma ponta de vontade de ficar ali mesmo, batendo papo; mas logo recebo uma ligação de meu pai, que já estava no Anhangüera, me comendo o toco: “- Porra, você fica com a chave do freezer e ninguém bebe?”. Saímos correndo. &lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416621693346090626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Syu0u0qRjoI/AAAAAAAAAPg/8T4pDKt8bzo/s400/carl%C3%A3o_peruche+003.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O samba estava quente, assim como as várias doses de Domecq que eu traguei. Quando chegou a Velha Guarda, foi uma comoção porque tinha muita gente da Casa Verde, do Cruz da Esperança e do Parque Peruche no terreiro. Entre eles meu querido amigo Zé Augusto, a quem fiz questão de prestar singela homenagem – a seu pai José das Dores, falecido há exatos 30 anos, também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416621698156310354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Syu0vGlHr1I/AAAAAAAAAPo/LMfAp8g9Y9E/s400/carl%C3%A3o_peruche+001.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Seu Carlão chegou com aquela elegância imponente. Logo atrás vinham Bernadete, Zé Maria, e os outros integrantes da respeitável Velha Guarda. Antes de começarem a cantar, Seu Carlão, com a envergadura de quem viu o samba nascer na cidade, contou um monte de história e ensinou algumas maneiras a quem não sabe chegar devagar. Depois a Bernadete arrebentou (ela é quem canta no vídeo abaixo) e fizemos homenagem à grande Denise, que se foi no começo deste ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XN1ePK7P4mI&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1&amp;amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os Inimigos do Batente e o projeto Anhangüera dá Samba! fazem sua última farra do ano de 2009 hoje - que é, efetivamente, a última do mês, já que dia 25 todo mundo vai estar empanturrado de peru. Sem fazer muitas digressões, constato que foi, lá no nosso terreiro, um grande ano. Vamos fechá-lo com chave de ouro convidando um dos maiores sambistas da atualidade, Eduardo Gallotti, figura conhecidíssima e requisitada nas melhores rodas do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo um áudio do Gallotti cantando &lt;em&gt;Pedro do Pedregulho&lt;/em&gt;, de Geraldo Pereira, e &lt;em&gt;Unha de Gato&lt;/em&gt;, do Elton Medeiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" width="328" height="94" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/fa11918e-86e2-4a3d-89aa-850be0ae1f56&amp;amp;theName=04-Pedro do pedregulho - Unha de gato&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table cellpadding="2" style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; padding-left:2px; color:#FFFFFF; text-decoration:none ; ; font-size:10px; font-weight:bold"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=fa11918e-86e2-4a3d-89aa-850be0ae1f56"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/doc/fa11918e-86e2-4a3d-89aa-850be0ae1f56/04-Pedro-do-pedregulho---Unha-de-gato/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color:#FF6600; text-decoration:none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;                  eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até mais tarde!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4556686740371325074?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4556686740371325074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4556686740371325074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4556686740371325074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4556686740371325074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/12/anhanguera-da-samba-xxx.html' title='Anhangüera dá Samba XXX'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Syu0u0qRjoI/AAAAAAAAAPg/8T4pDKt8bzo/s72-c/carl%C3%A3o_peruche+003.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3139172536547378208</id><published>2009-12-16T15:10:00.000-02:00</published><updated>2009-12-16T15:11:43.530-02:00</updated><title type='text'>Dou-lhe uma, dou-lhe duas</title><content type='html'>A prática do leilão vem de muito antes de Cristo. Na Babilônia, por exemplo, as mulheres em boa idade para o matrimônio - ou “na hora do abate”, como diz o Gordo – eram leiloadas em grandes feiras anuais. As mais formosas eram disputadíssimas, chegando a causar grandes quebra-paus entre os licitantes; já as mais fracas de feição geralmente eram oferecidas junto de uma ovelha, um cavalo, uma boa vaca leiteira, enfim: um dote que desse uma valorizada na bruaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro leilão de enormes proporções era o de espólios em Roma. Depois de pilhar outros povos, era comum vender os bens dos rendidos ou mortos. E assim foi: escravos, jóias, quadros, animais; o tempo passa e o leilão é prática cada vez mais corriqueira. Hoje em dia, na internet, se leiloa desde tampinha de refrigerante até a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que define, no entanto, um bom rendimento para o competidor é o fator psicológico. No leilão de donzelas na Babilônia já era assim: nêgo que se descontrolava perdia a beldade e acabava saindo de mãos dadas com a jabiraca. Alguns manuscritos dão conta de que muitos destes homens preferiam ter relações sexuais com a cabritinha que vinha de brinde com a megera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator psicológico – que inclui comportamento, indumentária, pose e blefe - é tudo! Dito tudo isso chego onde quero chegar: Rua Anhangüera, setembro de 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação Atlética Anhangüera vivia áureos tempos. No futebol o rubro negro vinha levantando caneco atrás de caneco; o pingue-pongue arrebanhava uma infinidade de associados; e os estrondosos bailes e eventos sociais tratavam de manter a agremiação num patamar inalcançável para os rivais varzeanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei dos estrondosos eventos sociais: eram muitos, e variadíssimos. Todo mês tinha um grande acontecimento. Foi com base nessa regra que Ministrinho, notável diretor social do clube à época decidiu organizar um leilão de proporções jamais vistas na região. Chamou muita gente importante – neste quesito constavam pequenos industriais e comerciantes, papagaios de pirata e aspones de vereadores e deputados. Ofereceu coquetel antes do evento para essa gente importante e convidou um candidato a vereador que tinha o “dom da oratória”, e que nos anos que seguiriam estaria sempre presente no clube quando chegava a época de eleição, para ser o pregoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um domingo, sol à pino. O leilão seria realizado na sede do clube. Ministrinho já havia planejado tudo: iam leiloar  utilidades domésticas, bola de futebol, uma camiseta do primeiro escrete rubro negro (a que foi usada pelo beque Radiador), brinquedos para crianças e outras coisas de caráter simplório, culminando com o pregão de um relógio italiano finíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leilão fora idealizado por Ministrinho para sanar algumas dívidas que o clube tinha com um associado poderoso: o velho Mateus Sabatine, dono de comércios na região – que desde a fundação fazia parte da diretoria do clube. Um leilão, pensou o diretor social, reuniria o bairro inteiro; homens, mulheres, crianças, velhos, brancos e pretos. A única questão era cuidar para que as pessoas se sentissem à vontade e tascassem lances nos objetos à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pregoeiro, um fanfarrão que se candidatava pela primeira vez a vereador, começou a discursar aquela papagaiada toda, com parábolas cristãs e tudo mais. A essa altura, a “gente importante” tentava comer e beber o máximo que podia, pois os “comuns” já estavam entrando, mesmo sem convite, nos refrigerantes e quitutes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um leilão, teoricamente, era uma boa idéia de render um qualquer pros cofres do clube, não sendo um porém: a assistência, quase em sua totalidade, era dura, pobre, fodida. Os emergentes da classe média da Barra Funda, nessa época, eram ainda fedelhos filhos de operários, carroceiros, sapateiros, marceneiros e donos de bodegas, de modo que os utensílios domésticos foram vendidos a preço de banana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sede estava lotada, mas pouca gente tinha ímpetos de entrar na disputa. Quando veio a leilão a histórica camisa do Radiador, por exemplo, Ministrinho já tinha pensado numa tática para botar fogo no negócio. Combinara seu plano com outro diretor, o Plácido. A camisa foi exibida e Ministrinho tascou um lance; Plácido replicou. Os dois, tentando instigar a assistência, ficavam um dando lance mais alto que o outro, num furor danado. O problema é que ninguém entrou na onda e, quando a velha camisa do Radiador estava valendo quase o passe do Luizinho Polegar, o quase-vereador bateu o martelo. Ministrinho fez pose de magnata, subiu ao palco e recebeu a camisa... É evidente que não pagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leilão acabou sendo um desastre. Ministrinho tentou não botar o relógio no prego, mas não teve jeito; o povo gritou pela peça, na esperança de dar um lance maroto e ninguém cobrir. Um lance aqui, outro ali, e nada de decolar. O homem do martelo, com o saco cheio da monotonia, após o famoso “dou-lhe uma, dou-lhe duas”, pareceu sofrer uma possessão. Num rompante deu um lance. A assistência vibrou como nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endemoniado, começou a fazer um discurso político falando, entre educação e saúde, dos milagres de Cristo. Ministrinho, tentando lançar mão da tática falida no caso da camisa do becão, deu um lance em cima do pregoeiro – que a essa altura já tinha virado pregador. Apontando para a platéia atônita, o pregador deu mais dois lances em cima de seu próprio lance, bateu o martelo três vezes e foi ovacionado. Pagou uma fortuna pelo relógio, dinheiro que deu para sanar a dívida do clube. No auge da loucura, citando Cristo, Kardec e o desapego material, o fanfarrão doou, ali mesmo, o relógio ao clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos meses depois o malandro já era vereador, sendo votado unanimemente na região. Depois, durante o regime militar, angariou mais simpatizantes daquela classe média emergente, apoiada nos valores da fé e da família. E assim foi durante infindáveis anos, sempre dircursando com o “dom da oratória”, pautado nas parábolas bíblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente para o Brasil (este sim maiúsculo), o cabra já não mama há anos. Credito única e exclusivamente ao “fator psicológico” do colarinho branco naquele leilão toda a sua carreira política, cheia de trambiques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que até hoje o homem vai à missa todos os domingos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3139172536547378208?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3139172536547378208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3139172536547378208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3139172536547378208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3139172536547378208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/12/dou-lhe-uma-dou-lhe-duas.html' title='Dou-lhe uma, dou-lhe duas'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7238475252298446503</id><published>2009-12-04T11:00:00.002-02:00</published><updated>2009-12-04T19:44:49.699-02:00</updated><title type='text'>Casa de turfista</title><content type='html'>A cada dia a gente vai perdendo um pouco do que viveu, do que nos formou, dos costumes, das coisas que - mesmo não vivendo &lt;em&gt;in actu exercito&lt;/em&gt; - vimos com os próprios olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses passei pela Rua da Graça – lá em cima, sentido Três Rios – e avistei apenas dois velhinhos sentados no banco que fica bem em frente a uma casa nada suspeita. No tempo em que eu estudava num colégio de freiras ali pertinho, a quantidade de velhos (desde os sessentões até os caquéticos) neste ponto era um disparate; e todos muito alinhados. Eu, que ia todas as manhãs de sábado com meu avô pra esquina da Anhangüera com a Rua do Bosque encontrar seus amigos – e lá, sentados num banquinho, ficavam conversando, relembrando, fumando cigarro de palha e, principalmente, reclamando de dores de todos os tipos – pensava que os velhos da Rua da Graça eram muito mais ativos, já que estavam ali diariamente. Ou então poderia ser o ponto de encontro de alguma associação de moradores, amigos do bairro, coisas que apetecem &lt;em&gt;la vecchiaia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um inocente de quatro costados, eu. Tempos depois percebi que, em determinados momentos, os idosos não conversavam. Estacados todos na porta da casa, olhavam hipnotizados para uma televisão e um aparelhinho que trazia números e letras estranhos. Alguns deles, repentinamente, pulavam, vibravam. Outros xingavam e davam com a bengala no chão. Tomado pela curiosidade, comecei a desviar meu caminho – quando eu vinha pra casa –, e parar de longe pra desvendar o mistério. Um dia avistei meu antigo barbeiro, o Seu Mario – um negro elegante e cachaceiro – naquele mar de cabeças brancas e entrei no meio do bolo: corrida de cavalos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Mario me disse que todos aqueles homens, sem exceção, eram vigorosos apostadores e que alguns daqueles saudosistas ainda iam ao Jockey devidamente trajados – terno, gravata e chapéu - de vez em quando. Aliás, o esporte (está aí um jogo – dos mais devastadores – que é chamado de esporte), &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, sempre foi um desfile de pose e ostentação. Os magnatas (industriais, políticos e playboys), fumando charutos caríssimos e acompanhados por damas com vestidos, chapéus e jóias milionários, ficavam separados dos plebeus – todos muito bem vestidos, é bom frisar – num espaço reservado à nata, tal qual um camarote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que o turfe era popular. Meu avô – que perdeu o pouco que tinha apostando nos cavalos – dizia que as transmissões do Vicente Chieregatti tinham notória audiência na década de 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei e acompanhei o Seu Mario na empreitada na casa de jogo de turfe. Isso tem mais de dez anos. Era o terceiro páreo, passando ao vivo. Os números no placarzinho eletrônico traziam o histórico dos cavalos, quantas vitórias naquele percurso e distância, as condições do piso, e tudo que é informação que se pode imaginar. Seu Mario, que não era trouxa, apontou: “Está vendo ali? Só tem dois que podem ganhar. Vou de cabeça nesse aqui. Se ele chegar entre os três, pego uma merreca!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os velhotes ficaram entre aqueles dois. Mas tinha um senhor que tinha a mania de apostar no azarão; de vez em quando ganhava e fazia pose de sabichão: “No meu tempo ganhei muito dinheiro, eu tinha um amigo jóquei que me dava as barbadas. Freqüentei até o prado da Mooca, antes da Cidade Jardim!”. A verdade – dizia meu avô com a propriedade de quem se danou – é que todo mundo perde: jogo é jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavalos se alinharam e, já na saída, um dos favoritos – não o do Seu Mario - abriu. Na reta oposta já tinha largado uns seis corpos de vantagem. Os velhos estáticos, torciam. Quando o primeiro entrou na última curva os que nele apostaram vibraram como num gol. Seu Mario acabou empatando no dinheiro; o seu chegou em terceiro. E o azarão... o azarão chegou por último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses – como eu dizia – passei lá em frente e só vi dois velhinhos. A casa fechou e, pelo que parece, daquela turma toda, só sobraram os dois mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, antes de partir, Seu Mario me apresentou ao dono da casa, um senhor de cara fechada que não torcia, apenas fazia comentários sobre os páreos. Questionei-o: “- Em qual cavalo apostou?”. O velho, esboçando um sorriso, me perguntou se eu conhecia a Elza Soares. Fiz com a cabeça que sim. E ele: “Tem uma música que ela gravou que diz que em casa de turfista o cavalo é de pau!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7238475252298446503?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7238475252298446503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7238475252298446503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7238475252298446503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7238475252298446503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/12/casa-de-turfista.html' title='Casa de turfista'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-9137317685232274561</id><published>2009-11-26T17:20:00.003-02:00</published><updated>2009-11-26T17:29:18.838-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXIX</title><content type='html'>Eu já imaginava que o Toninho Geraes arrastaria gente. Isso foi o de menos; estranho se fosse o contrário. O Anhangüera, como eu previra – mesmo sendo véspera de feriado prolongado e mesmo com a nossa divulgação capenga -, lotou. Mas no Anhangüera, no entanto, casa cheia é apenas um mero detalhe quando se fala em “público”. Há, nos que lá dão as caras, samba na veia; fenômeno cada vez menos presente nas rodas que pululam pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408495136345094642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sw7Vq8tG-fI/AAAAAAAAAPQ/ivCl8MITfj4/s400/TGeraes+025.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Toninho Geraes pareceu-me meio chocado após a apresentação. Pegou-me pelo braço: “Bicho, esse pessoal é brincadeira. Todo mundo canta, todo mundo presta atenção. Faz tempo que não vejo isso!”. Outro cravou: “Um qualquer que freqüenta o Anhangüera vale por dez.”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408495582641505010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sw7WE7SdwvI/AAAAAAAAAPY/138x_N8HzO8/s400/TGeraes+017.JPG" border="0" /&gt;Eu, que trabalhei no bar devido ao desfalque do cracaço Bugalu (nosso barman), pouco participei da roda. Quando deu uma brecha me aproximei; Toninho puxou a música que dá nome a seu novo disco, Preceito, em parceria com Roque Ferreira. Um senhor samba, de resto como todos. No vídeo abaixo, Toninho ao chegar à roda. É brasa!&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OpIngUgke9U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OpIngUgke9U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estamos antecipando a comemoração do Dia do Samba, além do aniversário da Barra Funda, dia 30/11. Nós, que preferimos não planejar quase nada – e assim abrimos espaço para grandes e boas surpresas -, já havíamos definido há tempos homenagear, nessa data, um baluarte do samba paulista: Seu Carlão do Peruche. Palavras do meu compadre na &lt;a href="http://www.samba-choro.com.br/noticias/pordata/23205"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Agenda do Samba-Choro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Carlão é uma das figuras mais conhecidas e respeitadas da história do samba paulistano, tendo fundado em 1956, ao lado de João Cândido, a gloriosa Unidos do Parque Peruche. Partideiro de primeira, conhecedor e contador de histórias como poucos, vai mostrar para quem quiser ver seu domínio sobre os fundamentos do samba (em todos os sentidos) que ele ajudou a consolidar na cidade. As homenagens serão reluzentemente abrilhantadas pela presença da excelente Velha Guarda Musical do Peruche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a href="http://www.emusic.com/album/Mem%C3%B3ria-do-Samba-Paulista-Velha-Guarda-do-G-R-C-E-S-Unidos-do-Peruche-MP3-Download/11408158.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;neste link&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para ouvir trechos das músicas gravadas no disco da Velha Guarda do Peruche produzido pelo meu querido amigo Renato Dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-9137317685232274561?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/9137317685232274561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=9137317685232274561&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/9137317685232274561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/9137317685232274561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/11/anhanguera-da-samba-xxix.html' title='Anhangüera dá Samba XXIX'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sw7Vq8tG-fI/AAAAAAAAAPQ/ivCl8MITfj4/s72-c/TGeraes+025.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2717628876885865551</id><published>2009-11-18T15:06:00.003-02:00</published><updated>2009-11-18T15:20:17.161-02:00</updated><title type='text'>Dona Marcina, a benzedeira</title><content type='html'>Minha avó Antonia viveu seu último ano de vida num asilo na Rua Garibaldi com a Cruzeiro. Lá os velhinhos eram tratados a pão-de-ló. Ela, que na velhice morou com o filho caçula – meu pai -, ficou impossibilitada de ficar sozinha em casa. Após a morte do meu avô, e com todo mundo da casa trabalhando fora, não dava pra deixá-la só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No asilo, costumávamos visitá-la com grande freqüência. Meu pai ia quase todos os dias, eu ia uma vez por semana, sempre aos sábados, já que na época eu trabalhava no interior do estado e só chegava em São Paulo na sexta a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos velhos já estava muito debilitada física e psicologicamente. Tinha um senhor que vivia disparando tiros imaginários e se jogando no chão. Quando eu aparecia ele ficava desesperado. Tinha a certeza que eu era um nazista e que ia matá-lo. Outra velhinha achava que eu era seu filho, papel que eu representava orgulhoso, com a virtude cênica de um Paulo Gracindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As velhinhas (eram apenas três os velhos homens – o que vivia na guerra, um que achava que era jogador do Palestra e outro entrevado na cama) ficavam a maior parte do dia numa sala de televisão ampla, bem arejada. Cafezinho da tarde e tudo que era confete. Nessas tardes de televisão elas batiam papos alvoroçados. Parecia a Torre de Babel, eu não entendia bulhufas. As anciãs, porém, apesar de parecerem conversar, viviam cada uma dentro de si e de seu mundo cheio de lembranças, imaginações e delírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre elas, totalmente travada e só conseguindo balbuciar palavras ininteligíveis, estava um mito, uma lenda da região: Dona Marcina, a célebre benzedeira. Com mais de 90 anos ela estava consciente, apesar do derrame que lhe reduziu sensivelmente os movimentos. Minha avó, que conviveu com Dona Marcina uma vida inteira de bairro, nutria pela benzedeira um respeito, uma admiração santificada e – por que não? – uma veneração. Tanto que todos os dias sentava-se ao lado da cadeira de rodas de sua santa de carne e osso, segurava suas mãos e ficava ouvindo o balbucio do qual não se extraia uma palavra sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve parêntese: Apesar de sabermos das plantas e recursos palpáveis que os benzedeiros e benzedeiras lançam mão para a cura de qualquer tipo de chaga, jamais serão entendidas as palavras por eles utilizadas. Faz parte do processo não deixar transparecer a oratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Marcina começou ainda moça com a benzedura. Com o tempo foi aplacando toda a Barra Funda e os bairros vizinhos. Ganhou divisas de curandeira da pesada quando desembestou a curar mazelas que davam uma trabalheira danada pros médicos. Sua fama se espalhou como um tornado; dizem que não havia quebranto que ela não botasse abaixo. Quem nasceu a partir da década de 40 via a mulher como uma milagreira, tamanha a fama de seus feit(iç)os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve uma só criança do bairro que Dona Marcina não benzeu. Minha avó levava religiosamente seus quatros filhos pra carimbamba curar toda a sorte de mau-olhados e cobreiros. Era um tempo em que o pediatra não era tão solicitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sou de uma época em que a velha rezadeira estava aposentada. A pirralhada da minha geração se submetia às rezas e às mãos da Dona Yolanda, também muito requisitada! Nunca me esqueço quando aparentávamos, eu e meus irmãos, qualquer sintoma de moleza. Minha avó, com toda experiência, bradava: “- Direto pra Dona Yolanda!”. A Dona Yolanda aprendeu muita milonga com a Dona Marcina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “casa de repouso”, apesar de toda a higiene e dos serviços das moças prestativas e atenciosas que lá trabalhavam, virava e mexia a velharia apresentava um comichão, uma mancha estranha na pele, uma íngua, um cobreiro ou uma gastura. E as funcionárias não se conformavam com um mistério: como só as duas – Dona Marcina e minha avó - podiam ser as únicas das velhinhas daquele asilo que jamais apresentaram qualquer sorte contrária que as mãos e a reza de uma boa benzedeira não pudessem curar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2717628876885865551?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2717628876885865551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2717628876885865551&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2717628876885865551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2717628876885865551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/11/dona-marcina-benzedeira.html' title='Dona Marcina, a benzedeira'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-827192058535666670</id><published>2009-11-04T20:57:00.005-02:00</published><updated>2009-11-05T10:57:54.312-02:00</updated><title type='text'>Okê, Caboclo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SvIM7PmktQI/AAAAAAAAAPI/RfCHjoOAwB8/s1600-h/caboclo_roxo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400393115110782210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SvIM7PmktQI/AAAAAAAAAPI/RfCHjoOAwB8/s400/caboclo_roxo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Meu gosto pelo batuque foi construído ainda no ventre materno. Eu já disse por aqui que uma das minhas lembranças mais remotas era a da minha mãe fazendo faxina em casa - impreterivelmente aos sábados pela manhã – ao som de Clara, Paulinho, Fundo, Beth e Martinho. Meu pai, antes do matrimônio, tocava caixa e repinique pelos pagodes do bairro e das peladas – eu e meus irmãos não presenciamos por razões óbvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O batuque encravado e encrostado em minha alma certamente não veio do samba. O samba me chegou depois. E quando me vi nesse “depois”, os crioulos velhos me chamavam de “pretinho”. Aos catorze comecei a arranhar uns acordes no cavaquinho (o que faço até hoje) e aos dezesseis me embrenhava em tudo quanto era samba; de quintal, de bar, de futebol e de favela. Sempre gostando de cantar os sambas pra santo, pras divindades, samba de macumba, de terreiro. Foi nessa época que eu virei o “Favela”, o branquinho que tinha “um pé na senzala” – ouvi isso trocentas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando junta toda a família na casa da minha mãe e a gente faz umas cantorias. Fica bonito porque todo mundo é do riscado. Meus irmãos, nossas mulheres, meus pais... É um pagode de responsa. De vez em quando o Mimi – meu pai – pega a timba e dá mostras de uma versão bem peculiar. Valtinho, um amigão meu, certa vez me cutucou: “Esse jeito do seu pai tocar é estranho, mas eu gosto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai daí que toda vez que estamos fazendo esta confraternização – acho que o termo “ritual” cai melhor – familiar, volto pra uma cachoeira de infância nas festas em que eu ia, ainda bem fedelho, no meio de uma gente pobre e preta toda congregada pela Dona Joana, uma senhora doce que me metia muito medo de vez em quando. Eu não entendia como ela podia alternar de humor, de voz e de postura com tanta facilidade – fui sacar quando já era maiorzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me fascinava mesmo era a cachoeira; a água caía e o batuque corria. Essa lembrança vem antes da faxina nas manhãs de sábado. No atabaque da esquerda meu pai batendo o som que eu já estava acostumado há tempos. No centro da gira, entre tantos outros, minha mãe, penas e pemba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a este mundão, foi o Caboclo Pena Dourada quem riscou o chão e que me levou pra mata; foi ele quem me bafarou na cara o charuto do limpamento e que me assoviou no ouvido as coisas que sei-não-sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, minha mãe mantém um altar com imagens de Jesus Cristo, caboclos, preto-velho, Cosme e Damião, Nossa Senhora Aparecida, Zé Pelintra, Santo Antonio e outros santos. É o Brasil em seu estado-bruto, com toda a sua herança, rica em fé. E se eu sou do samba, sou antes de uma religião afro-brasileira, assim como toda a nossa riqueza musical sofre influência dos batuques para as divindades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fecho com o áudio de um ponto de caboclo que considero dos mais lindos e que canto pra os nossos ancestrais de pele morena; a primeira música que ouvi na vida. Salve, meu pai!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/66758013/64064914" width="420" height="250" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-827192058535666670?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/827192058535666670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=827192058535666670&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/827192058535666670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/827192058535666670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/11/oke-caboclo.html' title='Okê, Caboclo!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SvIM7PmktQI/AAAAAAAAAPI/RfCHjoOAwB8/s72-c/caboclo_roxo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7676582218289672769</id><published>2009-10-29T17:09:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T17:19:27.700-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXVIII</title><content type='html'>Ernesto Pires já havia ido ao Anhangüera duas ou três vezes – como eu disse outro dia. Dessa vez – na última sexta de Setembro - era ele a bola da vez, o convidado especial. O figurino em nada estava alterado; calça e camisa brancas, sapato bicolor e chapéu panamá com uma pena. No samba Ernesto também foi elegante. Cantando sambas clássicos e autorais, comemorou os trinta anos de estrada no mundo do samba. A noite foi muito agradável, o ambiente estava tranqüilo, a noite quente. Depois de sua apresentação, Ernesto encostou o cotovelo no balcão e só saiu dali as quatro da manhã, ao lado de seu irmão que o havia levado. Fiquei conversando com ele durante um tempo; perguntei se estava tudo certo, se ele havia gostado, essas coisas. Ernesto, que pediu um conhaque pra me acompanhar – eu já devia estar no quinto -, me disse: “Canto em várias casas, mas o melhor público está aqui. Por isso só vou embora quando me enxotarem.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente vou ficar devendo as fotos e o famoso videozinho tosco que o Daniel Gordo faz toda última sexta. Não se sabe o motivo, mas a máquina fotográfica destrambelhou; alguma configuração errada fez perder o Ernesto Pires cantando no Anhangüera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã já é a última sexta de Outubro. Os Inimigos do Batente receberão um dos maiores compositores do samba na atualidade: o grande sambista Toninho Geraes, autor de sucessos gravados na voz de Martinho da Vila (Mulheres), Beth Carvalho (Amor e Festança), Zeca Pagodinho (Pago pra ver / Seu Balancê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toninho Geraes é mineiro - vive no Rio de Janeiro há muitos anos - e tem mais de 200 músicas gravadas. Além de compositor é ótimo cantor. As rodas em que se faz presente costumam “pegar fogo”. Não tenho dúvidas de que nosso terreiro virá abaixo amanhã. Quem já o viu sabe do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um áudio de outro samba de autoria do nosso convidado Toninho Geraes, samba esse que ganhou o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Canção de 2009. “Uma prova de Amor”, na voz do Zeca. Som na caixa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" width="328" height="94" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/ba15671e-12fc-4bf9-99f4-13c39ed5d1d9&amp;amp;theName=01 Uma prova de amor - www.rsmp3.com&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table cellpadding="2" style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; padding-left:2px; color:#FFFFFF; text-decoration:none ; ; font-size:10px; font-weight:bold"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=ba15671e-12fc-4bf9-99f4-13c39ed5d1d9"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/doc/ba15671e-12fc-4bf9-99f4-13c39ed5d1d9/01-Uma-prova-de-amor---www.rsmp3.com/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color:#FF6600; text-decoration:none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;                  eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7676582218289672769?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7676582218289672769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7676582218289672769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7676582218289672769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7676582218289672769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/10/anhanguera-da-samba-xxviii.html' title='Anhangüera dá Samba XXVIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7602179219468680745</id><published>2009-10-06T11:29:00.005-03:00</published><updated>2009-10-06T11:46:12.421-03:00</updated><title type='text'>Odisséia</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recebi – já faz mais de ano -, por e-mail, uma mensagem que discorria sobre “as fases da vida”. No melhor estilo auto-ajuda, a mensagem comprovava que, de alguns anos pra cá, o ser humano passou a ter, segundo um estudioso social norte americano, sete (repito, sete!) fases, do nascimento à fase idosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria contida no e-mail foi, instantaneamente, louvada e aderida pelos destinatários – os mesmos que vivem a repassar correios eletrônicos com mensagens de amor ao próximo e de ataques à esquerda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pensador, o mundo globalizado, a tecnologia, a necessidade de conscientização ambiental, a vida atribulada por mil afazeres, o estresse e o pouco tempo disponível alteraram a simples definição de infância-vida adulta-velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não abro arquivos que contenham este tipo de mensagens. Só fi-lo quando percebi minha caixa de entrada bombando vertiginosamente; as respostas – chatíssimas, empolgadas – se multiplicavam. Entre os destinatários só gente conhecida minha (amigos de um amigo), todos mais ou menos da mesma faixa etária e classe social. Os únicos a não participarem da “conversa”: eu e Daniel, o Gordo, a quem admiro mais a cada dia que passa e que já ultrapassou há muitos anos o limite da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria, repetindo, consiste em determinar as fases da vida nessa nova era. Vamos a elas: 1) Infância (até os 8 anos); 2) Pré-adolescência (dos 9 aos 12 anos) 3) Adolescência (dos 13 aos 19 anos); 4) Odisséia (dos 20 aos 35 anos); 5) Vida adulta (dos 36 aos 55 anos); 6) Amadurecimento total (dos 56 aos 70 anos); 7) Melhor idade (dos 71 até abotoar o paletó).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase que causou gritos virtuais de comemoração foi justamente a que me causou estupor: a tal da odisséia. Segundo a definição do pensador, a odisséia contempla uma fase em que o indivíduo está se descobrindo. Fase de viajar (para diversão, mas também para acumular experiência), curtir os amigos, planejar o futuro, fazer investimentos (comprar um imóvel é o ideal) e trabalhar bastante – mas só com o que gosta de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A odisséia representa a preparação para a vida adulta. Ou seja, a partir dos 36, você, após ter guardado um bom dinheiro, ter aproveitado a vida loucamente, ter acumulado experiências e conhecimentos (de preferência fazendo intercâmbios em países de primeiro mundo), pode casar e fazer um filho - no máximo dois. A vida adulta, no cenário atual, começa mais tarde que na época dos nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lembrei desse negócio de odisséia porque meu irmão Bruno Ribeiro recomendou, em seu indispensável &lt;a href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Botequim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a leitura do espetacular blogue &lt;a href="http://www.classemediawayoflife.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Classe Média Way of Life&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Leiam todas as 32 (até agora) recomendações para fazerem parte da classe média brasileira. Os destinatários do e-mail que recebi seguem à risca todas as indicações; e aí eu pergunto: - “fase odisséia” é ou não é um melindre de classe média?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando. Logo depois desse e-mail, numa das rodas de samba no Anhangüera, havia um grupo de pessoas brindando à odisséia, “aproveitando” a fase da vida que prolonga a adolescência e refuta as responsabilidades da vida adulta; um nojo. Um deles me convidou a brindar. Sem pestanejar, dei uma talagada na cachaça, virei as costas e dei no pé, ato nada apreciado pelos odisséicos em questão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para arrematar, sugiro &lt;a href="http://hisbrasil.blogspot.com/search/label/adultescentes"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; a leitura de um texto de outro irmão, Luiz Antônio Simas, sobre a dificuldade dessa turma em encarar de frente a implacabilidade do Tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7602179219468680745?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7602179219468680745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7602179219468680745&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7602179219468680745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7602179219468680745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/10/odisseia.html' title='Odisséia'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6931611773710685073</id><published>2009-10-02T17:52:00.004-03:00</published><updated>2009-10-02T18:03:40.865-03:00</updated><title type='text'>Concorrência leal</title><content type='html'>&lt;div&gt;Acho uma boa comemorar aniversário em bar. Mas o aniversariante que se presta a tal papel tem por obrigação, se não arrematar a conta toda, pagar pelo menos algumas rodadas aos convidados. Ando com o pé atrás quando o convite é para comemorar em bar; compareço, sem pestanejar, quando o aniversariante é de confiança ou quando o bar faz parte do meu roteiro. O pessoal que estudou comigo no Mackenzie, por exemplo, só convida pra bar de fresco. Minha ausência é certa. Eles entendem minha negativa porque eu era o único que bebia, dia após dia, no Bar do Gênis, o boteco mais imundo ali das imediações. Fui o primeiro e único aluno daquela faculdade a pisar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos organizei, no Bar do Sinval, um pagode de aniversário num sábado à tarde. Eu, que só mantenho contato com dois camaradas dessa turma, convidei o pessoal da faculdade. Para minha surpresa uma moça “antenada” reclamou que, após procurar em vários sites especializados em bares, não descobriu nada sobre o Bar do Sinval. No fim das contas veio só o povo da Barra Funda, do Bom Retiro e o couro comeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha relação com os donos dos bares da região - Sinval, Valter (do Fofoca), Dona Ana, Mauro – é de número baixo. Por isso prefiro ficar por aqui sempre que possível. O único problema é que todos esses bares fecham invariavelmente antes da uma da manhã (a exceção é o Fofoca que fica um pouco mais). Aí a gente que gosta de um biricotico tem que se aventurar em outras paragens – estou me referindo única e exclusivamente ao ato de beber -, o que não era necessário até a década de 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Barra Funda – quando me refiro à Barra Funda obviamente falo do México, a parte de baixo do bairro – viveu duas décadas mágicas no quesito “bar”. Três bares se notabilizaram pelos nomes, pela proximidade um do outro, pela qualidade das cartas de bebidas, pelo rodízio dos MESMOS clientes – dizem que todo mundo bebia nos três - e, principalmente, pela cordialidade entre os donos dos três históricos bares: Nunca Fecha; Fecha Nunca; e Sempre Aberto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até hoje os velhos dizem que não houve melhor lugar pra se praticar o nobre esporte de enxugar umas ampolas. Todos os homens da Barra Funda e dos bairros adjacentes sabiam que, se quisessem entornar sem a preocupação de serem enxotados pelo dono do bar, era lá que deviam beber. O alvoroço era enorme. Em pouco espaço, três senhores botecos entravam noite adentro. No mapa abaixo ilustro: em vermelho o Nunca Fecha (esquina da Garibaldi com Cruzeiro), em verde o Fecha Nunca (esquina de Garibaldi com Anhangüera) e em azul o Sempre Aberto (esquina de Cruzeiro com Salta-Salta).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388108798746020306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SsZoZ7BpydI/AAAAAAAAAO4/BMF6RZmioEY/s400/bares.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;As histórias envolvendo os três bares são infinitas, mas já que falei sobre comemorar aniversário em bar, vou nessa toada. Naquele tempo não tinha esse negócio de bolo de aniversário pra marmanjo crescido – pelo menos entre os carcamanos daqui da área. Depois de um dia de trabalho era de lei ir para um dos três bares; fazendo anos ou não. Dizia meu velho avô, o Tirone, que quando um sujeito ficava mais velho, tinha por obrigação pagar cerveja no Fecha Nunca, no Nunca Fecha e no Sempre Aberto. Independente da ordem, os três donos já sabiam que tinham que esperar a comitiva de bêbados a hora que fosse, o que pra eles não fazia diferença, já que não abaixavam as portas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388108801684038418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 369px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SsZoaF-IYxI/AAAAAAAAAPA/JK5dXjyuTFs/s400/Tirone+no+bar.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu avô (o da esquerda) e alguns amigos no Fecha Nunca, em 1946.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas o mais bonito é que, em três dias do ano, dois dos bares fechavam suas portas. Era justamente quando aniversariavam seus donos: no dia do Teófilo, por exemplo, dono do Fecha Nunca, o Mateus, do Nunca Fecha e o Nelson, do Sempre Aberto, baixavam as portas e iam para o rega-bofe do Teófilo pra ter o seu único dia de cliente do ano. E assim, desprovidos da infecciosa regra da competição, quebravam uma única vez por ano a missão a que se propunham, que estava cravada nos nomes de seus bares.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6931611773710685073?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6931611773710685073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6931611773710685073&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6931611773710685073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6931611773710685073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/10/concorrencia-leal.html' title='Concorrência leal'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SsZoZ7BpydI/AAAAAAAAAO4/BMF6RZmioEY/s72-c/bares.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4434526966408677906</id><published>2009-09-25T16:03:00.003-03:00</published><updated>2009-09-25T16:28:44.424-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXVII</title><content type='html'>Fui buscar o pessoal do grupo Cavalo de Praia, de Santos, no Terminal Barra Funda. Estavam em três: a simpática Mariza, o talentoso músico Luiz Cláudio Santos e o filho do Seu Renato Borgomoni, Fernando. Expliquei pra eles, no caminho, o que é o Anhangüera – coisa que NENHUM dos que hoje se julgam diretores sabe. Falei também sobre o samba que os Inimigos do Batente comandam uma vez por mês e sobre o bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385485179069135730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sr0WPKGL-3I/AAAAAAAAAOw/UOQnQBpr2Fc/s400/Borgomoni+008.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Fernando, ao pegar o microfone, fez um discurso emocionado. Disse, entre outras coisas, que uma das paixões de seu pai – o homenageado da noite, que havia falecido há poucos dias – era justamente o futebol de várzea. Luiz Cláudio apresentou os sambas da turma da baixada. O público – que pela primeira vez não conhecia as músicas do nosso convidado especial – ficou paralisado ouvindo os lindíssimos sambas. Acompanhem um trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eu80uK3MZOk&amp;amp;hl=" fs="1&amp;amp;" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje à noite tem mais. O carioca Ernesto Pires, figura carimbada nas melhores rodas de samba do Rio de Janeiro – e que já foi ao Anhangüera umas duas ou três vezes - é quem se apresentará. No "menu", composições suas e de grandes mestres da música brasileira, valorizadas pela sua forma singular de interpretar o samba. Ernesto - que já morou em São Paulo e até gravou um samba seu em homenagem ao bairro do Bixiga - é um intérprete diferenciado, bamba no sincopado e no partido, que tem na sua maneira de dividir o samba a sua peculiaridade mais saborosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernesto Pires gravou um disco chamado Novos Quilombos. Quem quiser ouvir trechos das músicas, é só clicar &lt;a href="http://www.artistdirect.com/nad/window/media/page/0,,1124221-3384658,00.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até mais tarde!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4434526966408677906?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4434526966408677906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4434526966408677906&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4434526966408677906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4434526966408677906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/09/anhanguera-da-samba-xxvii.html' title='Anhangüera dá Samba XXVII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sr0WPKGL-3I/AAAAAAAAAOw/UOQnQBpr2Fc/s72-c/Borgomoni+008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2320954867620581033</id><published>2009-09-23T00:43:00.005-03:00</published><updated>2009-09-23T01:09:51.494-03:00</updated><title type='text'>Afrodisíaco de malandro</title><content type='html'>* Para Fernando Szegeri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SrmaGpKy0qI/AAAAAAAAAOo/gyJK4N0Snw0/s1600-h/caracu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384504268419158690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 339px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SrmaGpKy0qI/AAAAAAAAAOo/gyJK4N0Snw0/s400/caracu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sábado fui ao casamento de um amigo de infância num buffet chamado Baiuca, salão que abriga boa parte da nata paulistana, e que eu não conhecia. Acomodei-me numa mesa perto do bar, onde pululavam garrafas de Black Label. Cerveja era só Nortenha, uma uruguaia barriguda que é boa. Não é uma Brahma, mas é boa. Daniel, o Gordo, e Valtinho, se esquiafaram no Black. Eu, que não bebo uísque, fiquei na cevada. Não bebo uísque e sei que perco uma belíssima bebida; é que aos dezesete fui parar no Hospital das Clínicas desacordado. Aquela garrafa de Red que eu bebi foi a última.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu deglutia uns canapés, o Gordo derrubava mais um copaço de Black. A mim me fez uma tremenda falta uma bebida diferente, pra acompanhar a uruguaia. E pensei logo numa bebida que tem feito minha cabeça há um bom tempo: Cynar! Não é uma bebida muito sofisticada e talvez não combine com uma festa no Baiuca, mas faria grande diferença pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Cynar é tradicional entre os bêbados que têm menos compostura. O rabo-de-galo (pinga com Cynar) está entre os três "drinques" mais servidos nas bodegas do Brasil. De minha parte o saboreio purinho, assim como o Seu Soares, um senhor que sabe das coisas. Seu Soares bebe no mesmo bar há trinta anos: o boteco do saudoso Zé Mané na esquina da Rua Anhangüera com a Rua Garibaldi. Depois da morte do português, um paraíba assumiu o bar. O ponto virou palco para lastimáveis cantores de videokê e entusiastas de 51. Seu Soares, que nunca misturou o Cynar com 51, está todo os dias no bar. O paraíba só vende rabo-de-galo (ou só pinga, ou só Cynar) e Skol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O velho Soares é aposentado. Aos 76, viúvo sem filhos, vive da nostalgia dos grandes tempos do bar do português, seu amigo do peito. Não sai dali porque há muitos anos atrás fez uma promessa de responsa ao Zé Mané: jamais beberia em outro bar da Barra Funda. E cumpre assim sua missão diária de aturar bêbados desqualificados e beber Cynar. Os antigos frequentadores morreram ou estão com sérias limitações causadas pela idade; o único ainda em "bom estado" é o Quito, nosso roupeiro do Anhangüera, que nunca mais apareceu por lá depois da morte do Zé Mané.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ninguém do bairro bebe no bar do paraíba que se instalou ali - aquilo virou um lixo! Nem os velhos, nem a geração do meu pai, nem a minha. Outro dia parei lá única e exclusivamente pra curtir uma nostagia, também. Cheguei a ir ao bar quando o patrício era vivo. O bar tinha clientes de respeito! Eu me lembrava do Seu Soares (o conhecia de vista); ele é que não me reconheceria - seria um disparate se fosse o contrário, convenhamos. Eu beberia uma cerveja - coisa rápida - e seguiria pro Bar do Sinval, um pouco mais a frente. Desisti da cerveja quando vi aquele velho recostado no balcão, com um ar triste: bebendo uma dose cavalar de Cynar. Pedi um também. Puxei algum assunto. O papo, que começou tímido, foi que foi. No fim das contas nem fui pro Sinval. Seu Soares me contou muita coisa do bairro e grandes histórias do Bar do Zé Mané e de seus assíduos frequentadores. Me falou da sua vida e da promessa que fez de sempre beber ali, mesmo "tendo que aturar esses péssimos bebedores". Seu Soares é bom pra beber, pude comprovar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em algum instante da conversa falamos sobre cerveja. Seu Soares já estava soltinho, soltinho. Me pegou pelo braço, parou por um instante, e retomou eufórico: "- A molecada da tua idade não sabe nada... e os mais velhos estão ficando bobos!". Eu abri um sorriso como quem diz "prossiga". O velho retomou: "Tem uma cerveja que eu não vejo mais ninguém bebendo, nem vendendo, que bebo há décadas. Tenho estoque em casa!". Afirma, Seu Soares, que só vive com saúde até hoje, que carrega o peso que for, que tem joelhos de menino, que não caiu em desgosto na vida, e que seu pau ainda enrijece por causa da Caracu que bebe - batida com ovo - todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que em determinado momento no casamento de sábado passado - enquanto os integrantes da banda contratada se apresentavam vestidos como os personagens do seriado Chaves - participei, sem querer, de uma conversa com uns caboclos metidos a besta, amigos do meu camarada que casava. Um deles também era amigo do Valtinho. Falavam de afrodisíacos, um assunto que nunca me seduziu. Aliás, acho uma viadagem. Citaram nomes que eu jamais ouvira: cantárida, larginina e outras papagaiadas. Um deles afirmou que "caviar excita". Outro disse que "o gengibre estimula". Pedi licença para ir ao banheiro e mantive distância daqueles xaropes até o fim da noite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E no banheiro chique refleti: Será - me responda, meu irmão querido - que o Seu Soares sabe o que é um afrodisíaco?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2320954867620581033?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2320954867620581033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2320954867620581033&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2320954867620581033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2320954867620581033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/09/afrodisiaco-de-malandro.html' title='Afrodisíaco de malandro'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SrmaGpKy0qI/AAAAAAAAAOo/gyJK4N0Snw0/s72-c/caracu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6336110514448821378</id><published>2009-09-15T11:50:00.002-03:00</published><updated>2009-09-15T11:57:06.118-03:00</updated><title type='text'>As manias do Freitas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Sem querer ser cansativo, reitero: dos inúmeros clubes varzeanos da região, só sobreviveram dois, Anhangüera e Nacional. A principal razão que me vem à cachola é simples; eram – e ainda são - os únicos dois que dispunham, além do campo de futebol, de um salão social para festividades. A prefeitura jamais subsidiou qualquer agremiação. Pelo contrário, sempre marcou em cima o funcionamento e o cumprimento dos regulamentos dos estatutos. Vai daí que a diretoria, composta por membros da comunidade, tinha que se virar pra pagar água, luz e a porra toda, de modo que o salão social assegura uma fonte de renda indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo da década de oitenta o nosso campo abriu vaga para aluguel aos sábados à tarde. Após algumas propostas risíveis, um time bateu o martelo: o Liberty Plaza, que tinha o apelido de Libercom. Era um time conhecido no ambiente amador por montar esquadrões de respeito. Fundado na década de setenta por Freitas, um homem cheio de manias, o Libercom atingiu seu ápice no começo dos anos 90 e morreu dez anos mais tarde, quando Freitas cansou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos quarenta anos, desde que o Anhangüera detém a atual praça de esportes, mais de trinta times alugaram nosso campo aos sábados, já que o rubro negro sempre jogou aos domingos. Nenhum deles, no entanto, estreitou relação conosco como o time do Freitas. Com dois quadros – veteranos e 1º -, muita gente se reencontrou após longa data. No time do Freitas jogavam os veteranos Arnaldo, Gaúcho, Nelsinho e outros craques do passado que, na várzea, jogaram ao lado – ou contra – nossos veteranos. Já o primeiro quadro era uma potência. Seu principal jogador chamava-se Neco, um camisa dez do naipe de um Zico, sem exagero. Neco foi profissional e encerrou a carreira quando Henrique – o zagueiro queixudo do Corinthians – quebrou sua perna. Foi, de longe, o melhor jogador que vi em campo até hoje. O cracaço faleceu há cinco anos, aos 37, vítima de um infarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freitas é uma espécie de Vicente Mateus com Carlito Rocha. Era treinador dos dois quadros do Libercom, além de dono do time. Suas manias extrapolavam a beira do campo. A molecada, da qual eu fazia parte, o adorava. Antes do jogo, ainda no vestiário, Freitas dava a preleção – adorava um discurso cheio de parábolas – segurando uma guia. Antes de entrar em campo, a molecada fazia fila para o famoso cumprimento do mestre. A cada semana, Freitas inventava um “toque” novo. O aperto de mão ia se seguindo de um toque de ombro, de pé, de bunda; a molecada ia ao delírio com o velho. E o simples ato de cumprimentá-lo durava dois, três minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo Freitas já era treinador do segundo quadro do Anhangüera. Os jogadores do preto e amarelo – as cores de seu time – começaram a jogar no rubro negro e vice-versa. Os times praticamente se fundiram. Foi nessa época que eu entrei em campo pela primeira vez num time de adultos. Eu tinha catorze anos. Durante um ano devo ter jogado um total de vinte e cinco minutos, sempre entrando nos acréscimos, na ingrata lateral direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua fase como treinador do Anhangüera alcançou o expressivo número de 67 invictas. Mas Freitas era fanfarrão. Lembro-me do jogo em que o time estava com 28 invictas. Tomando de três a zero, faltando dois minutos para o fim, Freitas discutiu com um jogador adversário, foi pra cima do caboclo – ele nem era de briga – e deu um jeito de o jogo acabar: não contou como derrota. Alguns meses depois, com umas 52 invictas, o rubro negro estava tomando um sacode. Na metade do segundo tempo Freitas entrou em campo, tomou o apito do Lampião e deu fim no jogo. Sua obsessão eram as 100 invictas. Na 67ª não teve jeito. O Anhangüera perdeu, enfim. E o Freitas, relutante, cravou: estávamos há 67 invictos, agora estamos há 66.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu dizia que o salão social ajudou muito a segurar o Anhangüera. As festas do Libercom eram tão folclóricas quanto o seu patrono. Comida da boa e aquele glamour varzeano. Freitas empunhava o microfone e agradecia mais que o Maguila. Distribuía troféus e medalhas à rodo. Premiava todos os jogadores, a quem chamava de “filho”. As festas, anunciadas como “Jantar Dançante”, não tinham banda. A parte solene – discurso e entrega de troféus – dominava toda a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeito apenas com as chuteiras de ouro e condecorações aos diretores, Freitas passou a premiar as mulheres, “que davam apoio a seus atletas” e, mais tarde, aos filhos deles. Com o batido “bom pai, bom filho, bom amigo” ao apresentar cada um dos infinitos premiados, o velho Freitas fechava a noite - devidamente embriagado - com um Pai Nosso. Era uma festa imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos Freitas está afastado do campo. Mas essa figura ímpar deixou, além de vários amigos que continuam conosco todos os domingos, grandes recordações. E nos tempos atuais, em que figuras como esta nem são lembradas pelos atuais comandantes, deixo aqui meu recado ao querido Freitas: sua irreverência e suas manias fazem falta, elas quebrariam um pouco da “praticidade” que se instalou naquele chão, meu caro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381707474574169362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sq-qb0MO1RI/AAAAAAAAAOg/B0ckCJ7jHXE/s400/Molecada+festa.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A criançada exibindo as medalhas: eu sou o primeiro da esquerda, meu irmão Bruno o quarto da esquerda para a direita, e meu gêmeo Angelo sentado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6336110514448821378?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6336110514448821378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6336110514448821378&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6336110514448821378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6336110514448821378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/09/as-manias-do-freitas.html' title='As manias do Freitas'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sq-qb0MO1RI/AAAAAAAAAOg/B0ckCJ7jHXE/s72-c/Molecada+festa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7838320501918726513</id><published>2009-09-08T22:58:00.008-03:00</published><updated>2009-09-08T23:38:57.406-03:00</updated><title type='text'>A Gazeta Ilustrada</title><content type='html'>Há um ano e meio escrevi o texto &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/01/gazeta-esportiva.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A Gazeta Esportiva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, no qual publiquei reportagem do jornal de mesmo nome sobre o Anhangüera em 1949. Nove anos mais tarde a revista semanal Gazeta Ilustrada, coqueluche dos leitores de páginas esportivas, lançou uma série sobre clubes varzeanos da cidade. A segunda dessas reportagens foi justamente sobre a Associação Atlética Anhangüera. Uma senhora matéria de quatro páginas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta relíquia me foi emprestada por Wiliam Sandonato, presidente da agremiação na década de 50. Ele, que ja está quase na casa dos oitenta, apesar de morar na Rua Cruzeiro até hoje, anda afastado do clube. É preciso registrar que Wiliam, ao lado de Salatiel e Walter Gordo - este o único atuante - é o mais antigo anhanguerista vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Gazeta Ilustrada, Wiliam cedeu-me duas edições da histórica Revista do Anhangüera. Durante anos a fio - décadas de 50 e 60 - o clube publicou revistinhas contando a história do clube, do bairro e outras curiosidades. Com o passar dos anos elas foram sumindo. São mais de quarenta números e hoje só há dois em nossa mão; todas as outras evaporaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à reportagem. Há coisas do arco da velha! As primeiras atas de reunião datam de Outubro de 1928, e com base nelas escrevi a série &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-i.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O grande clássico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; mas o depoimento de Saverio Russo sobre o primeiro "onze" da agremiação, em Janeiro do mesmo ano, revela uma injustiçada dupla de zaga: Radiador e Parafuso - como poderia ser esquecida, uma bequeira desse porte, após míseros oitenta anos? Do primeiro jogo para o time que jogou contra o Carlos Gomes meses depois só os dois fundadores estavam em campo: Barthô (o craque, supenso) e Saverio (no banco). Daí se vê que o primeiro onze era um time de camaradas, e que precisava ser muito melhorado. Notem que a matéria aborda também os grandes bailes carnavalescos na sede, além das noites de shows com artistas do naipe de Paraguaçu e Caco Velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, dedico este resgate à Rodrigo Russo, o Pepe. Filho de Roberto Russo (presidente durante vinte e e seis anos ininterruptos) e neto do fundador Saverio Russo. Pepe é meia esquerda do nosso time; ao contrário do seu avô, joga o fino da bola. Mas essa singela homenagem é apenas porque Pepe cultiva a tradição, entende a dimensão e a grandeza do Anhangüera e sabe da responsabilidade que carrega quando enverga a camisa dez do rubro negro da Barra Funda. E isso, que parece pouco, é justamente o que está faltando. Os que se arvoram em mandar e desmandar - que de nada sabem - o vêem como só mais um jogador do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcTLkg9psI/AAAAAAAAAOA/ao4R2daEfHk/s1600-h/Digitalizar0058.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379289369418770114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcTLkg9psI/AAAAAAAAAOA/ao4R2daEfHk/s400/Digitalizar0058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUgb1m9FI/AAAAAAAAAOI/zbIaIFLcmhk/s1600-h/Digitalizar0059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379290827378324562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUgb1m9FI/AAAAAAAAAOI/zbIaIFLcmhk/s400/Digitalizar0059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUhCvFrbI/AAAAAAAAAOQ/t4dfPMAPQWk/s1600-h/Digitalizar0060.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379290837819960754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUhCvFrbI/AAAAAAAAAOQ/t4dfPMAPQWk/s400/Digitalizar0060.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUhsyEp2I/AAAAAAAAAOY/rx8kccTHpLc/s1600-h/Digitalizar0061.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379290849106765666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcUhsyEp2I/AAAAAAAAAOY/rx8kccTHpLc/s400/Digitalizar0061.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7838320501918726513?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7838320501918726513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7838320501918726513&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7838320501918726513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7838320501918726513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/09/gazeta-ilustrada.html' title='A Gazeta Ilustrada'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SqcTLkg9psI/AAAAAAAAAOA/ao4R2daEfHk/s72-c/Digitalizar0058.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-5926585282552271527</id><published>2009-08-28T07:31:00.003-03:00</published><updated>2009-08-28T09:10:22.199-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá samba XXVI</title><content type='html'>A previsão do tempo mais uma vez dava conta de chuva e frio na última sexta do mês passado. Comprei uma quantidade de cerveja e cachaça razoável para uma noite gelada. Mas a convidada especial era Dorina, o salão lotou e eu tive que sair duas vezes na madrugada pra comprar mais bebidas e gelo. A novidade é que, além da Dorina, outro artista chamou atenção naquela noite: João da Tóta, nosso churrasqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João é uma figura pitoresca da Barra Funda. Pra começar é irmão do Bonitão. Quando fizemos a primeira roda de samba no Anhangüera, com Wilson Moreira, a idéia era conseguir alguém que fosse lá e fizesse um churrasquinho honesto pra matar a fome do povo. Percorri toda a região atrás de ambulantes com seus carrinhos de trabalho. Primeiro os de churrasso; mas nada. Depois fui pra cima dos de pipoca, tapioca, salgadinhos e até de churros. Nenhum ambulante se interessou, mesmo não precisando pagar nada pra vender suas mercadorias. À meia noite, quando cheguei ao salão levando o Wilson Moreira, já tinha um monte de gente reclamando a falta de um rango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda edição o Tentente pegou a cozinha. Fazia uns caldos saborosos e espetinhos bacanas, mas após dois meses empatando desistiu, não sem antes me indicar o Black, que fazia até umas porções boas, mas chegava no clube com duas horas de atraso; ficou apenas duas rodas. Aí falei com a Sônia, cunhada do Moisés. Tive certeza que daria pé, já que a nêga cozinha divinamente. Ela empatou no dinheiro duas vezes e na terceira emburacou em cem pratas, que nós cobrimos. Eu refugava em cuidar deste departamento, mas terceirizar o serviço só deu merda. A solução seria comprar as carnes e pagar um cabra que cuidasse dos espetos. Aí entra o João da Tóta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há ninguém que faça mais bicos que o João. Serviços como carpintaria e marcenaria ele conhece bem. Hidráulica e elétrica é com ele mesmo. Fazer mudança, carregar chumbo pesado, fazer compras para velhinhas; o João é um faz-tudo. Foi logo nele que pensei. Como o único contato que eu tinha com ele não passava de um "oba", um "fala, João!", conversei com o Bonitão pra que ele fizesse o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pouco contato que eu desempenhei com o João, antes de convidá-lo para churraqueiro, é o mesmo que todo o bairro tem com ele. Mesmo assim é uma figura carimbada na área. Além dos bicos, João ficou popular por estar sempre a pedalar sua magrela levando seu filho, o Danilo. Era comum vê-lo na velha bicicleta com o pequeno Danilo sentado de lado, na barra. Mas o Danilo cresceu, ficou maior que o pai e continua na barra. João, todo desengonçado, fazendo tremendo esforço com o enorme Danilo na barra, raspando os pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O João não fala, ele arrulha. Não se entende absolutamente nenhuma palavra proferida pelo homem. É, de longe, a pior dicção do Brasil. E foi isso que causou uma confusão geral em torno da churrasqueira na noite em que a Dorina cantou no Anhangüera. Umas três mulheres reclamavam contundentes e xingavam o João, que falava pelos cotovelos sem que ninguém decifrasse nada. Fato é que o faz-tudo não é um bom churrasqueiro. Com a placidez de uma Monalisa, João deixa dez, onze espetos queimando, enquanto a fila vai crescendo. Detalhe: ele prepara só carne. Depois, só frango. Quando acaba o frango ele faz a lingüiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi a baderna cheguei perto. As mulheres reclamavam: "-Pô, esse grosso serve todo mundo menos a gente! Estamos aqui há meia hora.". Joguei uns seis pacotes na grelha e depois de algum tempo estava resolvida a situação, isso antes de sair pra comprar mais cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco - quase nada - vi a Dorina cantando. Mas pelo clima e pelo que todos testemunharam, a mulher estava inspirada e comandou um baita axé. Deixo, portanto, um filme - de incontestável qualidade, feito pelo Daniel - da Dorina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ekuV3wOaYiM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ekuV3wOaYiM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, última sexta do mês, tem mais. Palavras de Fernando Szegeri, publicadas na Agenda do Samba e Choro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neste mês os sambistas da Paulicéia recebem os bambas da cidade de &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Santos&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  - terra onde a árvore do samba há muito deitou fortes e profundas raízes - para  uma grande celebração do samba que se faz na Baixada, com uma especialíssima  homenagem ao querido compositor &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Renato Borgomoni&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.samba-choro.com.br/noticias/22451"&gt;recentemente  falecido&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estarão presentes na roda &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Luiz Cláudio Santos&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,  diretor musical do Cd &lt;/span&gt;&lt;i style="font-style: italic;"&gt;Cavalo de Praia Canta Renato Borgomoni&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e a cantora  e compositora &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Elenira Ribeiro&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Além de interpretar sambas de Seu Renato,  a dupla vai mostrar músicas próprias e de outros músicos da Baixada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conferir, clique no &lt;a href="http://www.myspace.com/renatoborgomoni"&gt;My Space&lt;/a&gt; para ouvir as músicas e assistir a vídeos deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-5926585282552271527?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/5926585282552271527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=5926585282552271527&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5926585282552271527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5926585282552271527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/08/anhanguera-da-samba-xxvi.html' title='Anhangüera dá samba XXVI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6913546545291314751</id><published>2009-08-21T01:53:00.005-03:00</published><updated>2009-08-21T09:51:10.371-03:00</updated><title type='text'>Reverência ou revés</title><content type='html'>Credito a Angelo, meu irmão gêmeo, o homem que nasceu abraçado comigo, o título de “o maior Anhangüerista” da atualidade. Nem mesmo um Walter Gordo, o último remanescente dos tempos dourados, filho do lendário Antenor e ex-presidente, é páreo para o “pesquisador”. Angelo trabalha arduamente pela recuperação da história do clube. E recuperando tal história ele escancara – mesmo não tendo essa pretensão – a história de um pedaço da cidade e de seus costumes num tempo passado. Mas isso não tem nenhuma valia, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente pouca gente se interessa por este trabalho. Há quem ignore redondamente a investida. Aliás, a maioria ignora; fato que comprova a importância que as coisas têm. Quem não dá valor ao que passou, aos que plantaram, jamais entenderá o que lhe vem às mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque observo. Há, hoje, muita gente querendo “trabalhar pelo clube”. Nenhum desses sabe, por exemplo, que na década de 50 se apresentou na gloriosa sede da Rua do Bosque com a Anhangüera um compositor do porte de Kazinho; e que mês retrasado contamos com a presença de um Wilson Moreira... Mas quem são esses fulanos, não? Não imaginam que nosso clube se notabilizou durante décadas, na cidade, pelos bailes de Carnaval e – acreditem! - de samba. E nem numa revelação divina em sonho veriam, como vejo, a velha sede revivida agora, às últimas sextas do mês. Não vêem porque não conhecem, nem nunca conhecerão, a história do Anhangüera. Acham, inclusive, festa de gentalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clube que congregava nossos ancestrais. Taí uma coisa em comum, a única. Meu avô e teus pais – porque sois mais velhos que eu e meu irmão – bebiam no mesmo garrafão de vinho as mesmas dificuldades; as necessidades eram idênticas. Pobres imigrantes pais de emergentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabem, vocês – mas meu irmão sabe, tolos -, que firmamos parceria com o notável e querido Cordão da Verde e Branco da minha Barra Funda – que rejeitas asquerosamente - e que assinávamos seus livros de ouro e aplaudíamos seus desfiles. Não gostam do samba; preferem a Jovem Guarda e seus iêiêiês cantados pela gente “bonita”. Meu irmão e eu gostamos de samba, saibam. E gostamos de imaginar que os que nos legaram estejam bem representados no que diz à preservação sem cair na babaquice de "viver no passado". Porque o mundo gira, nós sabemos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua boa intenção não me diz nada e não me agrada. Aliás, acho de tremendo mau gosto tuas preferências e tuas escolhas. Mais que mau gosto, vão de encontro ao que lhe compete. Porque não sabes o que deve fazer; nunca te interessou a nossa história. Te interessa a tua gente bonita e teus iêiêiês, cousa que aqui – devias saber, como sabe meu amado irmão – não pega! Continue tentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua praticidade, “visão empreendedora” e dinamismo me enojam porque excluem a relação humana; porque passam por cima, inclusive, de qualquer relação como a do garrafão de vinho dividido. Vocês que gostam de dizer que querem melhorar nossa agremiação, que implantarão metodologias inquebrantáveis, que firmarão os alicerces... Vocês só vêem o que vai ao alcance dos olhos. Não há Taj Mahal que vocês construam dentro do Anhangüera que lhes credite reverência no futuro. Porque vocês – que não passam de três, quatro – não reverenciam, como faz meu irmão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6913546545291314751?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6913546545291314751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6913546545291314751&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6913546545291314751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6913546545291314751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/08/reverencia-ou-reves.html' title='Reverência ou revés'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-813432908669399607</id><published>2009-07-30T17:43:00.005-03:00</published><updated>2009-07-30T18:46:07.859-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXV</title><content type='html'>Uma coisa é incontestável: o samba sempre nos proporciona uma surpresa, um sentimento diferente. Após dois anos de samba toda última sexta do mês no Anhangüera, constato: sempre presencio uma cena daquelas inacreditáveis. Maurinho de Jesus, nosso parceiro e amigo, a quem convidamos para ser a atração do mês de Junho, chega numa beca impecável - nunca, em dois anos, e suspeito que nem nos oitenta anos da agremiação, alguém esteve tão elegante - e vai direto para o balcão. Ele, que não é um abstêmio - acho que posso dizer assim -, me pede uma água. Batemos um pouco de papo e ele, visivelmente emocionado, me crava as mãos nos ombros: "-Favela, ainda não acredito que estou aqui como convidado especial, e logo após Wilson Moreira!". Ficamos ali comemorando até o malandro ser convocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava nos conformes até Fernando Szegeri, o maior mestre de cerimônias da paróquia, começar a falar. É sabido que quando o Szegeri fala todos escutam; mas naquele dia até o vento deu trégua. Maurinho, que já estava tendo arroubos de alegria, começou a tentar conter as lágrimas que lhe escapavam toda vez que olhava para sua mãe ou para os seus irmãos. Foi assim do começo ao fim da roda. Aliás, foi desde o dia em que o convidei. Taí uma puta - com o perdão da palavra! - satisfatição minha. Uma imagem, para os céticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364363639775682018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SnIMTwrZ3eI/AAAAAAAAAM4/ohXOQKBtvkQ/s400/Maurinho+021.JPG" border="0" /&gt;Maurinho cantou um repertório fino, coisas que ele traz na manga. E, sendo um dos grandes talentos de sua geração, desfiou sambaços de sua autoria. Fiquem com um vídeo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CAixA5Hg5qc&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Amanhã é dia de machucar o jiló novamente. Dorina é a bola da vez. E vem com seus batuques e pontos. Diretamente do Irajá, mostrará um pouco do repertório do último cd “Samba de Fé”, seu mais recente trabalho, que traz participações de Beth Carvalho e Mauro Diniz. Dorina tem cinco cds gravados. Pelo Cd de estréia “Eu canto samba” a cantora ganhou o prêmio Sharp de cantora revelação. Em seguida vieram “Samba.com”(2001) e em 2004 o disco “Sambas de Almir” em que ela interpreta composições de Almir Guineto. Atualmente, Dorina também comanda o programa Ponto do Samba na rádio Nacional do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto alto da noite promete ser a homenagem ao grande compositor Luiz Carlos da Vila, falecido este ano, que foi seu companheiro no show &lt;em&gt;Suburbanistas.&lt;/em&gt; Enfim, amanhã promete ser mais uma grande noite! Deixo Dorina cantando &lt;em&gt;Amanhã Ninguém Sabe&lt;/em&gt;, do monstruoso Chico Buarque. Para ouvir, clique &lt;a href="http://www.esnips.com/doc/588b26d3-7c11-4f50-a113-39d32e9ed433/12-Amanhã,-Ninguém-Sabe"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até amanhã!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-813432908669399607?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/813432908669399607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=813432908669399607&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/813432908669399607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/813432908669399607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/07/anhanguera-da-samba-xxv.html' title='Anhangüera dá Samba XXV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SnIMTwrZ3eI/AAAAAAAAAM4/ohXOQKBtvkQ/s72-c/Maurinho+021.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-154751293588217768</id><published>2009-07-24T18:35:00.005-03:00</published><updated>2009-08-12T17:18:56.673-03:00</updated><title type='text'>Moisés, uma lenda do futebol</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Currículo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha apresentação diz que este é um espaço que se destina às velhas histórias e ao cotidiano de anônimos. Dentre os anônimos, os primeiros da lista são os jogadores. Mas este espaço tem sido pouco varzeano ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando publiquei o &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2007/09/maior-celebridade-do-bom-retiro.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;currículo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Dirceu Datti este blog ficou em polvorosa. É, de fato, o currículo mais respeitável que eu já vi. Datti é o maior glutão do planeta, tendo saído vencedor em todas as disputas que entrou. Agora trago outro currículo imponente, dessa vez de um futebolista – pra mim, muito mais que “futebolista”, e vou expor o porquê – imprescindível do Brasil. Um homem consagrado nos campos da cidade e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés Moreira é uma lenda, tendo atuado em 74 times ao longo de seus sessenta anos de idade, um número inimaginável e até duvidoso, é verdade. Mas quem conhece a várzea de São Paulo o reconhece e confirma este feito. Deixo abaixo, então, a vasta lista de camisas que Moisés envergou, sempre atuando na meia cancha. Dessa vez, porém, não vou me conter em apenas publicar seu notório currículo. Os próximos textos contarão um pouco da história deste grande homem, um sujeito irriquieto a ponto de encerrar uma carreira promissora por um ideal; um negro consciente das diferenças obnubiladas pela máquina que a nós todos engole...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Casa Verde:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ponte Preta; Fluminense; Guarani; Vasco; Elite; Saldanha; Cruz da Esperança; Paulista; Saad; Centenário; Iapó; São Paulinho; São Bento; Juventude Radiante; Santos; Cruzeiro; Ordem dos Músicos; Viracopos; União Casa Verde; Baruel; Morro da Casa Verde; e Volta Redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Barra Funda e Bom Retiro:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tomas Edson; Carlos Gomes; Anhangüera; Sulamericano; Corinthians; Bola Preta; Alfredo Maia e Camisa Verde e Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outros Bairros e cidades:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sereno e América (Centro); Araras (Freguesia do Ó); AMC (Água Branca); 7 de Setembro e Eldorado (Diadema); Estrela Vermelha (Vila Nivi); Frum (Vila Maria); Tanabi (Vila Palmeiras); Centro da Coroa (Vila Guilherme); Cruzeiro (Vila Galvão); União Mogi e Comercial (Mogi das Cruzes); Santa Cruz (Guaianazes); Encapre (Canindé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Times de empresas:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ford (São Bernardo do Campo); Bradesco; Pão de Açúcar; Minibox; Superbox; Jumbo Eletro; Goodyear (Vila Maria); PissoPetro, Pinhopar, Di Giorgio e Casas Joby (Casa Verde); Santa Brígida, Pelicano e Polenghi (Barra Funda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categorias de Base:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Corinthians; São Paulo; Palmeiras; Juventus; Nacional e Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Profissionais - Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;América (São José do Rio Preto); Votuporanguense; Coritiba; Juventude (Caxias); E.C.São José dos Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Profissionais – Portugal:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Boa Vista; Paços Ferreira; Acadêmico; Belenenses&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-154751293588217768?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/154751293588217768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=154751293588217768&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/154751293588217768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/154751293588217768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/07/moises-uma-lenda-do-futebol.html' title='Moisés, uma lenda do futebol'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-222181845823033292</id><published>2009-07-14T11:25:00.002-03:00</published><updated>2009-07-14T11:33:14.848-03:00</updated><title type='text'>Criança mente!</title><content type='html'>Para desespero da Milena, sou um entusiasta da sabedoria popular, dos ditos chavões. Mais por costume e formação do que propriamente pela crença neles. Minha avó Antonia se comunicava assim; falava todos os velhos ditados. Quando meu avô, o Velho Tirone, ficou velho, por exemplo, virou um homem carinhoso e passou a tratá-la com toda a pompa, bem diferente daquele boêmio machista de outrora. E a velha: “Relógio que atrasa não adianta!”. Como meus avós moravam conosco, minha infância foi carregada dessas sabedorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vó, até que enfim decorei a tabuada no nove!&lt;br /&gt;- Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gostei deste par de meias de ursinho que ganhei de aniversário da tia Norma. Coisa de maricas!&lt;br /&gt;- A cavalo dado não se olha os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, preciso falar de uma coisa que sempre me intrigou. Minha avó foi registrada como Josepha Niola. Era este o seu nome. Na certidão de casamento, vinte e três anos depois, consta: Josepha Antonia Niola Tirone. Ela, que não gostava do Josepha e era devota de Santo Antonio alterou, à revelia, o próprio nome no dia do casório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fui pegando a mania da velhinha Antonia. No auge dos meus dez anos bradava ditados mil para outros pirralhos. Exibindo meu vasto repertório, fui alçado à categoria de presidente dos &lt;i&gt;Coiotes&lt;/i&gt;, a gangue desses moleques que só faziam jogar bola e infernizar a vizinhança apertando todas as campainhas e correndo serelepes. Lembro-me bem de uma vez em que jogávamos na Rua Boracéia quando a bola remendada estourou. Rápido no gatilho, peguei uma latinha de refrigerante amassada, driblei um, passei por outro e emendei um petardo. Saí imitando o Neto; em pleno asfalto queimando no sol ralei feio meus joelhos na comemoração. Um dos moleques se pôs a gritar que o gol não valeu. Eu, impávido, saquei da manga: - Quem não tem cão caça com gato! – Fui embora puto. Só fui chorar de dor quando dobrei a esquina e os garotos não me viam mais. No outro dia soube que a molecada – depois que eu fui embora - atazanou umas cinco vidas de um gato vira-latas. De certo, interpretaram mal minha frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em criança, eis que chego enfim ao meu objetivo neste texto. Quero contar uma passagem que fez cair por terra um dos ditados mais famosos e indiscutíveis do Brasil. O de que criança não mente. Basta eu ouvir alguém arrotar isso que eu me arrepio inteiro. Criança mente, e mente indecorosamente. Abusam de um estatus de intocável no imaginário popular para desferir as mais deslavadas lorotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, por exemplo, de um pirralho de três anos que apronta coisas jamais suspeitas. A família, espírita ao cubo, acredita que o petiz tem uma mediunidade atroz. O menino, que já sacou o troço faz tempo, não pensa duas vezes. Depois de aprontar as piores artes como cagar em público e chutar canelas alheias, começa a dar piruetas olímpicas e falar com gente invisível. Tem um amigão, o Marquinhos, que ninguém vê, só ele. A mãe, quando chega fula pra lhe aplicar umas boas palmadas, percebe que o debate entre ele e o Marquinhos está pegando fogo. E o que faz mãe? Corre pra acender uma vela e rezar para o erê deixar seu filho em paz. Estratégia melhor até hoje nunca vi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, de minha parte, tive uma experiência nada agradável. Com uns dezessete anos, andava com uns coroas – amigos de meu pai - que me ensinavam os meandros da noite. Certa feita estava eu na quadra da Camisa Verde e Branco com Paulinho do Cavaco, Domé e Gilmar. Estávamos, na verdade, do lado de fora, bebendo na barraca do Coquinho, onde se aglomera o maior número de vagais por metro quadrado do mundo. Em determinado momento, acendo um cigarro. Jogando conversa fora, sinto alguma coisa que passa zunindo e me derruba o cigarro da mão. Era um petiz endiabrado que corria de lá pra cá. Parecia, inclusive, com o moleque dos cigarrinhos Pan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fedelho esbarrou no meu cigarro, parou, olhou pra mim, esfregou a mão no braço e começou a chorar. A brasa o havia queimado. Isso tudo foi num instante. Eu chamei o moleque, mas ele não veio. Fui até ele, precisava acalmá-lo. Ele correu; zuniu novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de pouco tempo vejo de longe, no meio da multidão, o garoto de mãos dadas com uma mulher, provavelmente sua mãe, me apontando. Eu fiquei meio preocupado, mas continuei bebendo – já estava meio embriagado, é preciso registrar. Súbito, sinto uns toque no meu ombro, como se batessem numa porta. Viro-me e dou de cara com o peito de um homem. O crioulo tinha a altura de um sobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi você quem queimou meu filho, seu puto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente, pra convencer o “da pesada” que focinho de porco não é tomada foi um “güai”. Quem me salvou foi o saudoso &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2007/06/hlio-baguna.html"&gt;Hélio Bagunça&lt;/a&gt; que, quando me viu nessa gelada, chegou sorrateiro e comprou a briga. O negrão três por quatro, que era bicho solto – fui saber depois – não se atreveu a discutir com o maior e mais respeitado malandro das bandas, que emendou, pra acabar com a conversa, um provérbio do qual jamais duvidarei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Névoa baixa, sol que racha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-222181845823033292?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/222181845823033292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=222181845823033292&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/222181845823033292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/222181845823033292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/07/crianca-mente.html' title='Criança mente!'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-587457057406774072</id><published>2009-06-26T14:16:00.004-03:00</published><updated>2009-06-26T20:40:57.228-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXIV</title><content type='html'>Um grande dia. Uma noite histórica! Assim defino a última sexta do mês passado, quando completamos dois anos de atividades recebendo mestre Wilson Moreira. Desde a manhã, quando o buscamos - junto de sua mulher, Angela Nenzi -, eu e meu compadre Fernando Szegeri, no aeroporto de Guarulhos. Ficamos coisa de duas horas batendo papo no hotel - já na Barra Funda -, e o Alicate se mostrava eufórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351774943383487634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SkVS9MI1hJI/AAAAAAAAAMo/clBnqU_xHbo/s400/wilson2+022.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A casa (nossa várzea) lotou antes mesmo das onze da noite, horário oficial do começo dos trabalhos. Pra minha felicidade, dois grandes amigos deslocaram-se de outras bandas exclusivamente para a roda. Gente do samba, como a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco, Dona Inah e Teroca, entre outros, marcaram presença. E a turma da pesada da Casa Verde e do Cruz da Esperança também deu mais cancha ao ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351774946740354226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SkVS9YpLPLI/AAAAAAAAAMw/m-mwxmHk-hQ/s400/DSC02762.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 400 pessoas cantando em volta de uma roda é um negócio emocionante; ainda mais exaltando Wilson Moreira, um dos maiores nomes do samba de todos os tempos. Foi assim, numa noite iluminada, a nossa comemoração de dois anos. Deixo um belíssimo vídeo. Assistam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qkjIw8nQK3g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qkjIw8nQK3g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, e desculpem-me pela demora na postagem, receberemos um talento da nova geração do samba de São Paulo: Maurinho de Jesus! Compositor conhecido no meio das escolas de samba, já foi vencedor de samba enredo nas tradicinalíssimas Unidos de Vila Maria (ano em que a escola conquistou sua melhor colocação) e Unidos do Peruche, entre outras. Figura carimbada nas rodas de samba da cidade, mostrará sambas de sua autoria e clássicos que já se identificam com sua maneira de interpretar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maurinho fez uma participação no disco de Marquinho Jaca (que será lançado em breve). Cantam &lt;em&gt;Nossa Senhora do Partido Alto&lt;/em&gt;, parceria dos dois. Para baixar e ouvir, clique &lt;a href="http://www.divshare.com/download/launch/7762291-5f6"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais tarde!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-587457057406774072?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/587457057406774072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=587457057406774072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/587457057406774072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/587457057406774072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/06/anhanguera-da-samba-xxiv.html' title='Anhangüera dá Samba XXIV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SkVS9MI1hJI/AAAAAAAAAMo/clBnqU_xHbo/s72-c/wilson2+022.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6275424714205809354</id><published>2009-06-18T22:30:00.004-03:00</published><updated>2009-06-19T09:51:05.378-03:00</updated><title type='text'>O Luto da Rua</title><content type='html'>Enquanto o chope não vinha, bati um fio para Antonio Carlos Apolinário, o &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/12/zulu.html"&gt;Zulu&lt;/a&gt;. Era uma saidera que tomávamos eu, Milena, Mariane e meu irmão &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://botequimdobruno.blogspot.com/"&gt;Bruno Ribeiro&lt;/a&gt;, que neste momento está comendo churrasco de rena na terra do Papai Noel. A Finlândia, segundo o próprio, é o último país do mundo; se o planeta fosse uma linha de trem, seria a última estação. Estávamos no Bar do Getúlio, na Rua do Catete. Foi num sábado, há dois meses, depois de um grande dia na Ilha de Paquetá, junto dos tijucanos &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://hisbrasil.blogspot.com/"&gt;Simas&lt;/a&gt; e &lt;a style="color: rgb(51, 102, 255);" href="http://boemiaenostalgia.blogspot.com/"&gt;Felipinho&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chope – horrível, na minha opinião – foi o único que tomamos. Dali partimos eu e o Bruno para uma bodega sem-vergonha; nossas mulheres foram para o Riazor, onde nos hospedamos. Já deixo claro que o hotel, que na minha opinião é honesto, não é nenhum cinco estrelas. Mas já foi descartado pela Milena nas nossas próximas viagens ao Rio. Ela viu coisas que, sinceramente, não percebi. Horrorizada, viu frestas enormes no forro, buracos no chão, cortinas emboloradas e até uma lacraia no banheiro. Como ainda creio que há exagero por parte dela, da próxima vez farei – devidamente embriagado - uma inspeção minuciosa no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para o boteco salafrário o Bruno me agarrou o braço: “Que beleza você ligando para Zulu. Que beleza!”. A emoção batia-nos violentamente após um dia inteiro de grande performance etílica. Confessei a ele – e o faço agora publicamente – que, vira e mexe, eu ligo para o meu finado amigo. Zulu, obviamente, não atende. Nada de mais, já que jamais atendeu a qualquer telefonema. Teve um celular que nunca teve a bateria carregada e, em casa, não tirava do gancho nem sob decreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fazia apelos incansáveis: “Porra. Você nunca me atende. Já te deixei cinqüenta recados!”. Ácido e direto, o lorde respondia-me: “E você, chato pra cacete, insiste!”. Por isso que ainda ligo pro crioulo; toca, toca, toca e cai, como sempre foi. “Me deixa quieto; quando quiser falar comigo sabe onde me encontrar”. Toda vez que dobro a Dobrada, tenho arrancos. Zulu paira sobre aquele pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa manhã de Fevereiro o Zé Augusto me ligou: “Alô, bróder! Hoje eu to lá embaixo. É aniversário do Peninha. Vamos fazer churrasco, jogar tranca e bater um samba!”. Os sábados no Bar do Mauro são imbatíveis. Sol a pino, meio dia, entrei na Rua. Pra chegar ao Bar do Mauro é preciso passar antes pelo Bar do Zulu; o último dos quatro bares que o negrão tocou em sua vida, no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiração difícil, batedeira, suador; são os sintomas me aplacam subitamente toda vez que entro com o carro na Rua. Passei em frente ao Bar do Zulu, olhei e brequei. A fachada, que era amarela estava preta, inclusive o portão de ferro, fechado desde sua morte no Natal do ano passado. Fiquei feliz com a homenagem e, já segurando as lágrimas, fui mais à frente até o Mauro, onde a refrega devia estar boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei e percebi todo mundo estranho, olhares absortos e poucas palavras; Galo e Zé Augusto choravam. Contaram-me que, na calada da noite, aconteceu um milagre. Ninguém viu - nem os vizinhos, nem a molecada da rua, nem os jovens que bebem garrafões de vinho todas as madrugadas de sexta para sábado na calçada em frente ao Mauro – nada. Não há indício algum de que alguém tenha pintado; se não foi nenhum amigo que expressou tal desolação, não poderia ser um desavisado qualquer. O proprietário do estabelecimento, cheio de superstições, afirmou que não se atreverá a pintar o amarelo novamente. Chorando abraçado ao velho Grapete, pedi um “dedal” pro Mauro. E liguei pra o crioulo. Deixei um recado avisando que a dor unânime de sua morte e sua ausência brutal e dolorida transcenderam as pobres limitações humanas. O escândalo, o choro e o desespero de toda uma gente sua não foram suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao homem da Rua o que lhe é de direito: A Rua Dobrada, pessoalmente, veste luto!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6275424714205809354?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6275424714205809354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6275424714205809354&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6275424714205809354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6275424714205809354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/06/o-luto-da-rua.html' title='O Luto da Rua'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3796537331251788889</id><published>2009-05-28T13:50:00.006-03:00</published><updated>2009-05-28T14:19:40.751-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXIII</title><content type='html'>Toniquinho Batuqueiro fazia parte dos nossos planos desde o começo. O que eu ouvia, de várias pessoas, era que seria difícil contarmos com sua presença; que as limitações da cegueira e da velhice o aplacavam. Deixamos em banho-maria. Há mais ou menos seis meses travei contato, na casa da Railídia, com uma grande figura: Renato Dias; um sujeito que, de cara, virou meu amigo. Ao lado de sua mulher, Lídia, é uma daquelas figuras agradabilíssimas. Eu o conhecia só de nome. Renato é um pesquisador voraz do samba paulista, além de produzir shows e discos de insuspeita qualidade. É, ainda, é um compositor intuitivo e competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato presenteou-me com um discaço do Toniquinho, que ele produziu recentemente. No repertório tem música composta pelo meu camarada junto com o velho mestre, além do incansável T. Kaçula. Definitivamente, um disco de cabeceira. Foi neste ambiente descontraído – como sempre! –, com partido de improviso, tacacá e cachaça, na casa da Railídia, que a intenção voltou com tudo: Renato era o elo que levaria o velho perucheano ao Anhangüera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340921943752608802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sh7ENd52jCI/AAAAAAAAAMg/NVTg6I8v8k0/s400/Toniquinho+006.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Toniquinho foi acompanhado por um filho e dois netos e chegou ao nosso terreiro cedo; as portas ainda estavam fechadas. Apresentação marcada para as onze; à meia noite o mestre iria dar linha. Ajudei-o a sair do táxi. Assim que pisou a rua, perguntou-me, com aquela voz ancestral: “- Aqui é perto do campo do Sulamericano, não?”. Toniquinho, que viveu anos do outro lado do Rio Tietê, ali no Parque Peruche, é um varzeano de quatro costados, tendo jogado em todos os campos da região. De óculos escuros seguiu para o camarim para se trocar. O camarim do Anhangüera! Lá o luxo passa longe, já que o camarim é o humilde vestiário onde tomamos banho após os jogos de domingo. Em suas dependências constam um banco de concreto, piso vermelhão e um chuveiro com água quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portão aberto, cachaça e festa de gente. Toniquinho foi devidamente homenageado como grande nome do samba brasileiro. Cantou, cantou e cantou, esquecendo-se de horários pré-combinados. A faixa vermelha de “embaixador do samba” no peito e a força da sua música, do seu batuque. Foi embora as duas e meia da madrugada, “extremamente emocionado”, como me confidenciou na despedida. Assistam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IsdGm7kry-Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IsdGm7kry-Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, graças aos deuses, comemorando dois anos de Anhangüera dá Samba! neste mês de Maio. Quando idealizamos, o primeiro nome à mesa foi o de Wilson Moreira. Sem venda de convites antecipados, sem apoios extras, dependendo apenas da bilheteria e das cervejas vendidas, sabíamos que a coisa poderia não passar da primeira vez. Bancamos a empreitada e trouxemos o Alicate e estamos segurando a marimba há dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Moreira abriu os caminhos, e sua bênção só fez aumentar nossa responsabilidade. Naquela noite, Ângela Nenzi, sua esposa, cravou: “- Não deixem de nos convidar novamente!”. Hoje, depois de dois anos – muito graças a Wilson Moreira – não haveria outro homenageado possível. Porque é preciso, além de sempre reverenciá-lo, ter gratidão e exaltar quem comprou a idéia e derramou o axé que mantém a chama acesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Amanhã, quando Wilson Moreira sentir um sopro no ouvido, é o giro do mundo; tudo se repete... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x4w0S5gGHkw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x4w0S5gGHkw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=silver&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/5010d83e-ddc3-4db0-adf7-91bfae313cb3&amp;amp;theName=Chorar, Sorrir&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=5010d83e-ddc3-4db0-adf7-91bfae313cb3"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/5010d83e-ddc3-4db0-adf7-91bfae313cb3/Chorar,-Sorrir/?widget=flash_player_esnips_silver" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3796537331251788889?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3796537331251788889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3796537331251788889&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3796537331251788889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3796537331251788889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/05/anhanguera-da-samba-xxiii.html' title='Anhangüera dá Samba XXIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/Sh7ENd52jCI/AAAAAAAAAMg/NVTg6I8v8k0/s72-c/Toniquinho+006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7919674244587350795</id><published>2009-05-26T12:36:00.004-03:00</published><updated>2009-05-26T12:51:38.216-03:00</updated><title type='text'>Economia inútil</title><content type='html'>Dentre as minhas predileções, uma está bem aqui. Escrever me faz um bem danado. Principalmente quando imortalizo histórias do bairro, da várzea e das grandes figuras que esbarro pelo mundo afora – é importante ressaltar que este “mundo afora” não passa dos limites da Barra Funda, Bom Retiro e Casa Verde. Sou, e quem me conhece sabe, um sujeito fincado neste brejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas mal traçadas que insisto há mais de dois anos, venho colecionando causos que me fazem sentir, nos momentos após escrevê-los, um homem cumprindo seu dever com sua gente e com o seu lugar. Escrevo muito raramente coisas do cotidiano; inclusive porque não é essa a finalidade deste espaço. Mas tenho grandes amigos que o fazem com maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem quando levei Fernando Szegeri e Bruno Ribeiro na portentosa Rua Dobrada, com o único objetivo de beber com Antonio Carlos Apolinário, o majestoso Zulu, um homem em quem penso todos os dias. Foi uma tarde sublime, com o negrão esbanjando categoria à mesa. Antes de sairmos, Bruno cravou: “- É preciso que se escreva o que passamos aqui!”. E pediu ao Szegeri que o fizesse. Meu compadre cerrou seus olhões marejados sobre o Bruno e decretou: “- Você é que escreverá”. Szegeri sabia que Bruno faria o serviço com destreza e precisão. E assim meu irmão &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://botequimdobruno.blogspot.com/2008/07/o-rei-zulu-da-casa-verde.html"&gt;escreveu&lt;/a&gt;; ninguém faria melhor. Bruno Ribeiro é um cabra que, quando o vejo, enxergo um espelho à minha frente. Assim é que são os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um tal – amigo nosso em comum - imbatível no quesito “cronista”; de nome Eduardo Goldenberg. Um tijucano de fina estirpe e de respeitosa linhagem. Edu é outro que reconheço como irmão. Através dele conheci os meandros da Tijuca, a Barra Funda da cidade maravilhosa. Em seu disputado Buteco escreveu, ontem, o texto “&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://butecodoedu.blogspot.com/2009/05/os-tirone.html"&gt;Os Tirone&lt;/a&gt;”, descrevendo a bênção dos encontros que nos fazem homens melhores. Meus pais ficaram emocionadíssimos, assim como ficaram quando foram alvo do &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://sodoiquandoeurio.blogspot.com/2009/02/sentinela.html"&gt;Szegeri&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, nos comentários do texto do Edu, Felipinho &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.boemiaenostalgia.blogspot.com/"&gt;Cereal&lt;/a&gt;, outro tijucano imprescindível, tascou: “O Mimi está no nível máximo da espécie humana. O malandro é gente finíssima. Os Tirone formam uma família e tanto, foi um prazer enorme conhecê-los”. A amizade requer estas parcialidades e exageros inefáveis. Meu pai é mesmo um sujeito querido, capaz de inspirar comentários como este. E mais uma vez me disponho a falar sobre ele. Como eu dizia no começo, mesmo não sendo meu forte, neste texto abordarei coisas do cotidiano. Descreverei uma mania cada vez mais presente no jeito de ser do meu pai: a economia inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economizar, poupar, guardar. Cresci ouvindo isso. Por terem uma infância pobre e uma vida de casados sem regalias e pouco conforto, meus pais conquistaram o pouco que têm hoje dessa maneira. Nunca foram sovinas, muito pelo contrário. Minha casa sempre foi cheia, com muita festa, bebida, comida e gente. Mas o desperdício sempre foi combatido violentamente. Lembro-me do Velho Tirone raspando os pratos todos após o almoço; jogava no prato dele e mandava pro bucho: “- É pecado jogar comida fora”. Meu pai, de pouco tempo pra cá, foi se tornando um neurótico contra o desperdício inútil. Se por um lado gasta os tubos com cerveja, cigarros, comida e caxeta, além de umas viagens com minha mãe, por outro lado perde a paciência com os troços menos importantes, o que nos causa crises de gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre suas manias, uma é a de guardar papel para rascunho. Corta em pedacinhos para anotar recados e fazer contas. Dias atrás atendi o telefone e anotei um recado pra ele numa folha de sulfite. Foi o suficiente para que ele ficasse puto dentro das calças. Usar toda uma folha virgem e pura para anotar um simples telefone; onde já se viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez minha mãe ganhou uns guardanapos de papel cheios de lero-lero. Com desenhos de frutas coloridas, os guardanapos eram enormes, com quase o dobro do tamanho convencional. Num almoço de domingo para os filhos e alguns sobrinhos, ela decidiu que era a ocasião propícia para usá-los. Arrumou a mesa toda com os talheres sobre os guardanapos cheios de fru-fru. Meu pai, prevendo o desperdício, rasgou, na surdina, todos os guardanapos ao meio. A metade “economizada” logicamente minha mãe jogou no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os exemplos, um mais cômico que o outro. O recorde de sua estranha obstinação se deu com o palito de dentes. Mimi é viciado na caixinha da Gina. Já o vi palitando os dentes após ingerir gelatina. Pois dia desses, após um farto almoço de Domingo, Mimi palitava os dentes ainda à mesa assistindo ao seu Palmeiras. Meu irmão caçula, o Bruno, solicitou: “- Pai, passa pra mim o paliteiro!”, e o velho, sem titubear, tirou o palito da boca, estendendo-o para o filho: “- Toma, palita com este lado que eu não usei”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7919674244587350795?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7919674244587350795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7919674244587350795&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7919674244587350795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7919674244587350795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/05/economia-inutil.html' title='Economia inútil'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2365514494768056471</id><published>2009-05-15T14:33:00.016-03:00</published><updated>2009-05-15T15:09:45.888-03:00</updated><title type='text'>Madrugada no Bom Retiro</title><content type='html'>Paulinho Timor, batuqueiro dos Inimigos do Batente, bateu-me o fio na segunda-feira. Queria comemorar seu aniversário, que foi ontem, no Anhangüera – ano passado foi lá também. Fiz o meio campo e ficou tudo acertado. Eu já imaginava que, sendo a festa de um dos maiores vagais que conheço, a refrega seria extensa. Cheguei as onze da noite e fiquei até uma e meia, coisa suficiente para beber, conversar e bater um samba de malandro com Sucena, Homero, Arcanjo, Mauro de Jesus, Lobo, Mineiro e outros sambistas de boa cepa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã recebo e-mail de Wilson Travia, diretor-tesoureiro do clube. Na mensagem consta que “a festa começou às 13h e terminou às 7h”. Se quando fui embora – seis horas antes do término, portanto -, o estado etílico da rapaziada já era preocupante, imagino hoje, com o sol raiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em beber, uma vez, de passagem, presenciei uma festa de bolivianos num salão no Bom Retiro, mais precisamente na Rua da Graça. Há muitos deles trabalhando como escravos dos coreanos nos comércios e galpões da José Paulino. A festa estava no fim e os cachaças já saiam do salão. A impressão que eu tive - e até parei pra acreditar no que via – era a de que estavam saindo de uma guerra. Os bolívias, indecorosamente bêbados, se abraçavam no meio-fio. Estavam todos estropiados, sem exceção. Narizes sangrando, olhos inchados, roupas rasgadas e sujas. Discutindo de maneira desordenada, ainda empunhavam garrafas de cerveja e caninha braba. Só então que reparei que aqueles abraços não eram abraços; eles estavam era se escorando uns nos outros com o único propósito de não caírem com a fuça no chão. Apesar de não se agüentarem de pé, continuavam a beber e discutir vigorosamente, um negócio que eu jamais vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a um morador do prédio em frente e ele me disse que é assim mesmo, como um ritual; os bolivianos bebem como porcos furiosos e brigam, se matam; depois voltam a beber, como se nada tivesse acontecido. Na maioria das vezes, porém, a polícia do 2º DP chega e desce o cacete nos bebuns; e geralmente fica por isso. Como todos eles vivem de maneira ilegal por aqui, se borram de medo da justa. Basta ver a polícia pra que dêem no pé rapidinho. Sebo nas canelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na festa do Timor, um amigo seu, o Bruno - que inclusive comentou neste blogue quando esteve na Alemanha fazendo seu doutorado -, veio me chamar: “- Precisamos comprar cerveja, só que não conheço os botecos daqui. Você vai comigo?”. Passou um tempo e, após mais alguns apelos – dali, só eu era da Barra Funda -, larguei o cavaco e fomos, nós dois. O destino era o Bar Fofoca, o único bar do bairro que mantém as portas abertas por toda a madrugada. Entramos imponentemente com três engradados, para a troca das ampolas. O bar, que estava lotado, parou. Pelezão do Camisa, Chico Farmácia, Gaúcho (que nos ajudou com as caixas) e Pulguinha me perguntavam onde era a orgia. Do Fofoca do grande Valter – que nos deu um belo desconto – fomos para a padaria 24 horas da Rua dos Italianos com a Barra do Tibagi. Pão para a patuléia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno ficou no carro me esperando. A padaria tinha, naquele instante, coisa de sete, oito fregueses. Todos bebendo cerveja, à exceção de uma senhora baixinha e roliça, que falava para o senhor do caixa que o tatu era um bicho “da época das cavernas”. Foi isso o que ouvi. Quando entrei ouvi gritos; era uma discussão entre dois irmãos bolivianos. O balconista já ameaçava os tirar dali a base de pontapés, pois um já estava dando cascudos no irmão mais novo. Os dois, logicamente, mais bêbados que toda a festa do Timor lá no Anhangüera, junta. Pedi 60 pães e espreitei, pelo espelho do balcão, uma viatura com dois militares encostando. Os bolívias, em choque, ficaram imóveis e, depois, começaram a se abraçar. Enquanto o balconista que me atendia foi buscar mais pão, um dos guardas entrou como quem não quer nada e se encaminhou para o balcão. O outro ficou na porta com a arma na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu lado, o policial pediu, bem baixinho para outro empregado da padaria: “- Posso usar sua balança? É que a nossa, da delegacia, quebrou”. O 2º DP fica a uma quadra, em frente ao portentoso &lt;a href="http://boemiaenostalgia.blogspot.com/2009/02/bar-da-dona-ana.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Bar da Dona Ana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O do balcão fez sinal que sim e o tenente puxou um pacote do bolso. Os clientes que bebiam chegaram mais perto. Abriu o pacote que revelou umas vinte cápsulas de cocaína. O policial deitou-as na balança e falou: “Beleza!”. A assistência toda fez um “UH!” em uníssono. E começou a gozação: “- Quanto é o quilo?”, “- Que flagrante, doutor. Vai ser promovido!”. Todo mundo comentava, puxava conversa com o homem da lei, menos os dois irmãos do país do paladino Bolívar, ainda inertes e pálidos. O policial sorriu, disse estar com pressa. Embrulhou a farinha e deu no pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pão chegou. Os funcionários e clientes, incrédulos, teciam todas as hipóteses possíveis. Fui ao caixa – o senhor ainda estava ouvindo as enfadonhas conversas da senhora gorda -, paguei e sai. O Bruno já devia estar preocupado com a demora. Já atravessando a rua em direção ao meu carro, começou a balbúrdia na padoca. Eram os dois bolivianos se batendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2365514494768056471?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2365514494768056471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2365514494768056471&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2365514494768056471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2365514494768056471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/05/madrugada-no-bom-retiro.html' title='Madrugada no Bom Retiro'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7103591564115828377</id><published>2009-05-08T14:52:00.001-03:00</published><updated>2009-05-08T14:55:19.757-03:00</updated><title type='text'>Do céu ao inferno</title><content type='html'>Muitos são os casos de gente que vai – na verdade vão com ele - de um extremo a outro da noite para o dia. No futebol é praxe; basta tomar um frango, perder o gol do título, ou mesmo não resolver uma partida, que o ídolo, o querido, o salvador torna-se o canalha, o culpado pelas dores do mundo, o rascunho do que era há quinze minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra, no entanto, vale para além do esportista. Houve um caso no Bom Retiro, há muitos anos, de um homem, pai de quatro filhos, que era um tremendo gatuno. Foi vereador e todo mundo sabia de suas atitudes bandoleiras e conchavos perniciosos. Na rua era alvejado por olhares enojados. Toda a vizinhança dizia que era um cabra violento e tinha pena de sua mulher e filhos. Um dia, porém, correu a notícia de que sua mulher o traíra com um amigo seu. Foi um escândalo! A mulher, então, tomou de imediato o lugar do larápio na boca da gente toda. O político mudou-se da Jaraguá para a General Flores e levou  as crianças consigo. Passou a ser, às vistas que o julgavam impiedosamente, um coitado, um corno indefeso, um bom pai, um traído; os saques no cofre público, perto do chifre que tomara, eram bobagem pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o nome falado na Barra Funda um só: Gabriel. Sujeito querido até alguns dias atrás, Gabriel despertava na população local um bem querer, um carinho, uma adoração e, por que não, uma idolatria. Gabriel foi criado e mora na Rua Garibaldi com um senhor, um ancião que tem por ele um amor de filho.O fato de Gabriel pisar pra fora de casa era um acontecimento; ninguém deixava de sorrir ao encontrá-lo. A criançada, feliz, o acompanhava nos passeios vespertinos que fazia com o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Gabriel não sai mais. Trancafiado, recluso, o outrora corpulento já perdeu mais de dez quilos; a depressão o assola de uma maneira terrível e os passeios diários pelas ruas do bairro são inviáveis. Há senhoras, rapazes e moças, e até o padre da Paróquia de Santo Antonio - que fica em frente à casa de Gabriel - querendo extirpá-lo dali pra bem longe. Há, inclusive, uma beata fervorosa e maluca que defende a idéia de queimá-lo, ou enfiar-lhe um tiro, uma injeção letal, ou qualquer outra coisa que o faça bater as botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho, pai do Gabriel, anda desacorçoado. Tendo como único ente o mais novo vilão das cercanias, já disse que mata e morre pelo “filho”. Grita, aos sete cantos, que Gabriel de nada tem pecado por ser como é. Acontece que Gabriel é normal, não tem defeito algum. A culpa dele, com essa loucura da imprensa mundial em torno de uma epidemia que anda matando no México, é ser um simpático porco que anda pelas ruas de coleira, como um cão. E como o &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2009/02/os-trilhos-e-divisao-de-um-bairro.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;México é aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, seus dias infelizmente – principalmente para a criançada - parecem estar contados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-7103591564115828377?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/7103591564115828377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=7103591564115828377&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7103591564115828377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/7103591564115828377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/05/do-ceu-ao-inferno.html' title='Do céu ao inferno'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-5960931702873287299</id><published>2009-04-23T12:27:00.007-03:00</published><updated>2010-04-21T17:43:31.629-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXII</title><content type='html'>A última sexta do mês passado foi um troço memorável, eu diria até que foi surreal. Por todos os lados e de todo lado chegava gente no Anhangüera. O terreiro foi entupindo dessa gente toda de uma maneira desenfreada. Murilão, todo garboso, deu o ar da graça ainda no princípio do samba e foi, do começo ao final da noite, o centro das atenções. Mesmo bebendo água - apenas água - há mais de um ano, o homem não parece um reles sóbrio. Há, na sua cara, na sua voz e nos seus gestos, uma pesada brisa. Brisa de uma beleza austera, de quem sabe o que deve ser feito, de sambas irresistíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SfCfhmWwgiI/AAAAAAAAAMY/9QKxIE9Y8Ak/s1600-h/Osvaldinho+006.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SfCfhmWwgiI/AAAAAAAAAMY/9QKxIE9Y8Ak/s400/Osvaldinho+006.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327933758759797282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me refiro à brisa, há que se registrar que Murilão contagiou até as traves do campo. Eu olhava para o gol e via a rede balançando. Não havia bola . Nem vento. Em volta da roda de samba uma platéia desvairada cantava e vibrava. Murilão avisou no começo, após não encontrar o tom de uma de suas pérolas: "Não sou cantor; sou compositor!". A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Festa de São João&lt;/span&gt;, parceria sua com Luis Carlos Chuchu, deixou uma coisa evidente; seria uma grande noite, com um preto ancestral comandando os trabalhos. E a noite correu assim, com as pessoas embriagadas da tal brisa que o homem irradiava. Um axé natural e tremendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dessa vez infelizmente não temos - por enquanto! - um vídeo do Murilão cantando.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã (última sexta do mês, como sempre), tem mais. Os &lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;"&gt;Inimigos do Batente&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; receberão o portentoso  &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;"&gt;Toniquinho Batuqueiro&lt;/strong&gt;,  legendário sambista paulista. Toniquinho, nascido em Piracicaba, veio pequeno  para São Paulo. Na Praça da Sé estabeleceu o ponto de sua caixa de engraxate,  onde batucava a tiririca, uma espécie de capoeira. Em pouco tempo já era um dos  sambistas mais expressivos do saudoso Largo da Banana na Barra Funda. Mais tarde  participou da fundação da Unidos do Peruche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua música é influenciada por elementos do interior do estado  - principalmente o tambu - e por sambas e marchas. Sua destreza percussiva lhe  alçou à categoria de referência neste quesito, incorporada inclusive ao  seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toniquinho gravou em 1974, ao lado de Geraldo Filme e Zeca da Casa Verde, o  espetacular disco &lt;em&gt;Plínio Marcos em Prosa e Samba - Nas Quebradas do  Mundaréu&lt;/em&gt;. Desse disco, deixo com vocês sua música &lt;em&gt;Ditado Antigo&lt;/em&gt;;  nela Toniquinho dá mostras de que é um dos grandes sambistas vivos. E sua presença nos honra demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/6c6a1c3b-929c-4d75-b95c-d13a9920ae70&amp;amp;theName=Ditado Antigo&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=6c6a1c3b-929c-4d75-b95c-d13a9920ae70"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/6c6a1c3b-929c-4d75-b95c-d13a9920ae70/Ditado-Antigo/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;         eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-5960931702873287299?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/5960931702873287299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=5960931702873287299&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5960931702873287299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/5960931702873287299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/04/anhanguera-da-samba-xxii.html' title='Anhangüera dá Samba XXII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SfCfhmWwgiI/AAAAAAAAAMY/9QKxIE9Y8Ak/s72-c/Osvaldinho+006.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6116330460144889520</id><published>2009-04-15T18:44:00.005-03:00</published><updated>2009-04-15T19:06:08.737-03:00</updated><title type='text'>Ventre livre</title><content type='html'>Quem não conhece um cagão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou me referindo ao medroso, ao poltrão, àquele sujeito que se arrepia todo nas situações mais temíveis. Aqui nesta crônica falo é daquele caboclo que tem, digamos, um intestino “soltinho”. E falo &lt;em&gt;daquele&lt;/em&gt; caboclo, e não &lt;em&gt;daquela&lt;/em&gt;. Porque, meus caros, se há uma coisa que distingue um homem de uma mulher é, de fato, o intestino. Tenho absoluta certeza de que o homem é desprovido do intestino grosso, ou seja, tem apenas o reto; e se dispõe só do intestino reto não há, portanto, curvas, o que facilita o serviço e faz com que o homem evacue sem maiores percalços. Diferentemente das mulheres, pobres mulheres. Como sofrem! Não existe uma mulher que não deseje o relógio biológico que os homens detêm. Não há uma só mulher que não inveje o poder de abstração do homem na hora H. Salvando raríssimas exceções, as mulheres simplesmente travam. Elas conseguem ficar dias sem “ir de corpo”. Mas tenho pra mim que o buraco (opa!) é mais embaixo. Há o fator social, cultural. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher não é criada para porquices; e o homem é que é imundo. Pensem numa donzela arrotando escandalosamente após se fartar de feijoada. Impossível! Já os meninos, ainda na infância, são treinados exaustivamente para a prática do cuspe e do mijo em distância, do arroto mais longo, da flatulência mais volumosa. Por isso o fato de a grande maioria das mulheres ser travada; são criadas para o asseio extremo, além até do limite humano. Daí acabam precisando de mil e um produtos; cereais, danoninhos especiais, remédios, tudo para conseguir dar aquela evacuada básica que nós, homens, damos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que há os travadinhos também. O que explica um homem não fazer cocô se não for na sua casa, por exemplo? Uma tremenda frescura! Um cabra macho, um varão, não faz cerimônia para defecar em qualquer lugar, seja num boteco, no trabalho, na casa da nova namorada ou daquela tia mais chique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, para tudo há um limite. Quando a coisa extrapola o que é natural, biologicamente falando, é que surge a estimável e doce figura do cagão. Entre umas e outras dessas celebridades que a gente vai trombando na vida, uma me é especial. Atende pelo nome de Daniel Frangiotti da Silva, meu querido irmão, o Gordo. Quantas vezes liguei em sua casa e ouvi sua voz acompanhada de um eco. Batata: o Gordo sentado em seu trono. E quantas vezes saíamos e meu dileto amigo tinha que entrar às pressas num botequim e perguntar com a maior cara de pau “onde é o banheiro?”. Quantas vezes, nos momentos e lugares mais inusitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que o Daniel é acometido por um agravante. Uma emergência fatal, uma explosão inesperada, um bicho que desperta constantemente. Um mal ao qual o próprio apelidou “pânico”, e que o ataca implacável e violentamente. Presenciei vários pânicos do Gordo – o último na semana passada, no Anhangüera -, um troço realmente terrível. Quando meu bom amigo é surpreendido após aquela mordida na lingüiça mal passada, após se deliciar naquele pastel oleoso, após aquela vodca vagabunda, se faz necessário um toalete a poucos metros de distância, e que esteja, obviamente, desocupado. Daniel sempre deu sorte, menos uma vez há dez anos no bar &lt;em&gt;Adrenalina&lt;/em&gt;, Rua Jaraguá com Avenida Rudge. Eu não estava; quem me contou foi o Valtinho. Disse-me que foi a cena mais cômica que nosso rotundo amigo protagonizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam os dois curtindo um samba em meio a vários camaradas do bairro. O Adrenalina foi, durante uns dois anos, o &lt;em&gt;point&lt;/em&gt; - expressão nojenta que estava na moda - do Bom Retiro. Quem é da minha geração certamente freqüentou o bar. Nesta noite de sexta, os dois bebiam honestamente e paqueravam umas perdidas; tudo nos conformes. Eis que, súbito, Gordo aperta com força os braços do Valtinho, chacoalha o amigo olhando apavorado no fundo de seus olhos e diz, misterioso e aflito, a palavra que resume a razão de todo o seu pavor: “Pânico!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu para o banheiro do bar, que tinha na fila dois caras. Implorou que passasse a frente, por motivos de força maior. Pedido negado. Gordo correu pra fora do bar. Olhou, em vão, para um lado e para outro à procura de uma latrina. Novamente fitou, dessa vez de longe, o Valtinho como quem diz “agora danou-se!”, e saiu em disparada pela Jaraguá. Valtinho, um bom amigo, correu atrás, gritando calma ao camarada. Mas como poderia o Gordo estar calmo? O “pânico” estava em seu último – e único - estágio, e o suor frio lhe escorria a face, descia-lhe a espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua casa fica a cinco quadras do bar, não daria tempo; a esperança era encontrar um boteco aberto, mas nada. Foi então que Daniel, torturado pelo pânico, desesperado, avistou a alguns metros sua salvação. Nunca, em toda sua vida, sentiu tamanho alívio. Só podia ser obra divina. Na rua deserta estava lá o esperando, como que de braços abertos, uma caçamba lotada de entulhos. Ainda correndo desabotoou a calça que escorregou, deixando à mostra suas nádegas balançando feito gelatina. A três metros da caçamba deu um salto digno de um João do Pulo e pronto. Cagou - Valtinho é testemunha! – rezando, agradecendo pela boa alma de quem contratara aquela caçamba. A caçamba redentora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6116330460144889520?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6116330460144889520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6116330460144889520&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6116330460144889520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6116330460144889520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/04/ventre-livre.html' title='Ventre livre'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-281677254425992193</id><published>2009-04-06T11:14:00.002-03:00</published><updated>2009-04-06T11:17:56.836-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte VI</title><content type='html'>Enquanto a confusão não era resolvida, Guimarães e Pirica, os dois mancando, em farrapos, se postaram embaixo do gol, cada um colado em uma trave; e o Laurino no meio do gol, pra pegar qualquer chumbo que viesse. O zagueiro que quebrou o pobre Alfredo Sá foi quem bateu a falta. Lupa - o único jogador adversário citado no livro - era o nome do carniceiro. Faltava um minuto pro apito final. O empate daquele jeito – Lobo foi quem converteu o pênalti -, para o Anhangüera, estava de bom tamanho. Lupa bateu a falta; enfiou o pé tão forte que Laurino não teve nem tempo de pular na bola. Foi no canto alto do seu lado esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola de couro, num chute tão potente, quando chegou ao gol, devia estar pesando coisa na casa das toneladas. A redonda chegou no gol, mas não entrou. O &lt;em&gt;goal-keeper&lt;/em&gt; Laurino estava batido, mas Pirica estava lá no pé da trave e meteu a cabeça na criança. O coitado, que já estava bem machucado apenas fazendo número em campo, caiu desmaiado dentro do gol com a pancada na moleira. Pra aumentar o prejuízo, a costura da bola abriu sua testa e o sangue jorrava nas redes. Nunca o rubro negro foi tão vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirica estava estatelado, mas a bola estava em jogo, subindo, indo, indo. Foi, da cabeça do Pirica, cair no meio do campo. A cena da bolada e da queda dramática do jogador foi tão forte, tão impressionante, que deixou todos os jogadores, o juiz e a assistência em estado de choque. Todos os olhos pararam na agonia do ensangüentado Pirica, menos o predestinado Saverio Russo, que saiu correndo desajeitado, olhando pra cima, acompanhando a trajetória do couro, parecendo um moleque atrás do balão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certa dificuldade dominou a menina e correu, correu sem olhar pra trás. Saverio corria como um garoto afoito! Seu objetivo de ser reconhecido como jogador estava quase sendo alcançado. Ficou cara a cara com o goleiro, fechou os olhos e emendou da entrada da área. O chute saiu fraco, torto, mas enganou o guarda-metas. A bola, de mansinho, tinha endereço certeiro; o guardião, sem chances, não conseguiria mais pegar. No momento do chute toda a torcida virou os olhos de um lado do campo para outro. De Pirica, que se oferecera em sacrifício, para Saverio, seu redentor. E explodiu, incredulamente, antes de a bola entrar, em uníssono um “gol” histórico. Barthô e os reservas entraram em campo dando pulos de alegria enquanto Saverio aguardava ansioso a bola atravessar a linha que lhe daria o epíteto de herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém poderia impedir o gol. Mas estava em campo Miguel Clemente. E foi só a bola passar pela linha da pequena área, a dois metros e meio do gol, pra que ele assoprasse o apito final. Quando a bola chegou às redes, Clemente vinha correndo do meio do campo balançando os braços, fazendo sinal de “fim de jogo” e não validou o tento. O pau quebrou; o juiz pulou o muro e correu toda-vida. Em meio a toda aquela babilônia, o troféu sumiu. Testemunhas afirmaram que fora surrupiado por um fanático do Carlos Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Democrático da Barra Funda oficializou o empate e o Anhangüera cortou qualquer tipo de relação com o Carlos Gomes, já que o gatuno não devolveu a taça. Os dois times voltariam a se enfrentar apenas mais uma vez, dezenove anos depois. Sá, aos 23 anos, teve de encerrar a carreira por causa da fratura. Clemente, numa das arbitragens mais descaradas de todos os tempos – só não foi a maior porque não roubou para os dois lados – sumiu por um bom tempo, voltando ao Anhangüera um ano depois através de uma carta arrependida. Barthô voltou a campo no jogo seguinte e continuou sendo a menina dos olhos do time e das moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saverio Russo foi único, dentre essa turma da época da fundação, que permaneceu por longínquos cinqüenta anos na agremiação, até sua morte. O jogo contra o Carlos Gomes acabou ficando mais marcado pela briga no final que pelo jogo jogado. Com o passar dos anos seu gol acabou sendo considerado uma lorota, uma lenda, já que o resultado oficial foi empate de um tento. Mas o livro de registros encontrado por seu neto Pepe esses dias confirma a veracidade do velho Saverio. Apesar de a agremiação ter disputado inúmeros campeonatos e levantado mais de cem taças, o fundador do Anhangüera fez, incontestavelmente, o gol mais importante e dramático dos oitenta anos de vida da agremiação. Um gol longínquo, obscuro, pilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o troféu subtraído, única prova viva e imortal do arrojo de Saverio Russo, descansa incólume há oito décadas em alguma estante. Sob a poeira do esquecimento exibe em sua plaqueta de prata - ainda que olhos não possam ver - seu nome devidamente grafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Final)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-281677254425992193?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/281677254425992193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=281677254425992193&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/281677254425992193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/281677254425992193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/04/o-grande-classico-parte-vi.html' title='O grande clássico - Parte VI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4173272004635567688</id><published>2009-03-31T17:22:00.001-03:00</published><updated>2009-03-31T17:25:32.053-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte V</title><content type='html'>Saverio Russo ficou perplexo quando, aos dez minutos do segundo tempo, Barthô virou-se para o banco de reservas e fez um sinal com a mão o chamando. Os dois fundadores do Anhangüera estavam brigados desde o jogo contra a Portuguesinha que acabou rendendo o épico afastamento do agora técnico Barthô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo corria com pouca bola rolando e o cacete comendo solto. De acordo com as regras do festival só poderia ocorrer substituição se houvesse contusão séria. Se o juiz achasse que algum jogador pudesse continuar, mesmo estropiado, era dele a sentença. A essa altura o rubro-negro já jogava com dois homens a menos. Guimarães, o &lt;em&gt;center-half&lt;/em&gt; (o que hoje seria – mais ou menos – o médio volante) sofrera uma torção no tornozelo no começo da partida e ficou fazendo número na extrema direita. Pirica, que substituía Barthô na função de matador tomou um pontapé daqueles de cima a baixo e, sem poder andar, pediu a substituição. O juizão Clemente disse que era frescura e o Pirica foi estancar na extrema esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação estava preta. O jogo virou com o Carlos Gomes na frente, um a zero, num gol de pênalti. A penalidade, “&lt;em&gt;absurdamentte marcada&lt;/em&gt;” conforme registra a ata de reunião na semana seguinte, se deu quando o atacante driblou Zezinho na entrada da área. Sem ter pra quem passar a bola e rodeado de adversários, tentou fazer uma jogada de efeito. Acabou dando com o calcanhar na própria perna e caiu. A torcida riu da cena patética! Só o juiz larápio que não; pênalti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da situação adversa o time do Anhangüera tinha Lobo, um meia esquerda de passes refinados e Sá, um veloz ponta-esquerda que estava jogando de &lt;em&gt;center-forward&lt;/em&gt; desde que Pirica foi fazer número na sua posição. Os dois estavam inspiradíssimos, fazendo tabelinhas de costurar qualquer zaga, enquanto os outros seis jogadores corriam barbaridade pra suprir os dois que estavam baqueados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do segundo tempo, Grecco deu um rabo de arraia num incauto atacante deles. Houve empurra-empurra. Clemente autorizou a substituição do jogador do Carlos Gomes, que nem se machucou. Consta que o malandro simulou contusão porque Grecco, um cavalo, estava em seu encalço o jogo inteiro. A autorização da substituição causou revolta na torcida rubro-negra. Ficou nítido que Clemente estava disposto a fazer de tudo para que o Anhangüera perdesse, e o jogo ficou mais nervoso ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Barthô chamou Saverio para entrar em campo só se ouviam os urros de Sá. Numa jogada, aos dez minutos do segundo tempo, Sá entrou na área e sofreu uma falta criminosa, que deu em fratura exposta. Um dos quatro carros que haviam levado os jogadores o encaminhou direto para a Santa Casa, onde ficou internado. Clemente, dessa vez, não tinha o que fazer. Marcou a penalidade e autorizou a substituição. O espanto de Saverio é que o natural seria a entrada de Felício, o melhor entre os reservas. Mas Barthô preferiu reatar com seu amigão Saverio Russo, abrindo mão de uma já inesperada vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anhangüera já estava morto em campo, os oito que agüentavam correr já quase não conseguiam dar mais um pique de três metros. O time recuou e sofreu um bombardeio até o fim do jogo. Em ata consta que “&lt;em&gt;Laurino demonstrou atuacção brilhantte, pegando acrocbaticamente todas as investiddas do adverssário&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saverio era, originalmente, um jogador de contenção, fraco tecnicamente. Na meia cancha, naqueles vinte e cinco minutos que restavam de jogo quando entrou, deu sua vida, dando até a cara pro inimigo chutar. O Anhangüera estava sem ataque. Pirica e Guimarães continuavam em campo, mas eram duas estátuas, cada um em um extremo. E o pior: com a entrada de Saverio, o rubro negro ficou sem referência lá na frente. Imagino a essa altura que a diretoria inteira, a torcida e os jogadores pensavam “ah, se o Barthô estivesse em campo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim o time do Carlos Gomes não conseguiu cavar outra falta máxima. Fez-se um paredão de vermelhos e pretos à frente da muralha que foi o Laurino. Até que Clemente viu – e mais uma vez só ele viu! – uma falta na entrada da área, daquelas perigosíssimas. Todo mundo foi reclamar, inclusive Barthô, que entrou em campo pra tirar satisfação com Clemente, o principal articulador de sua suspensão. Segundo Barthô, Clemente disse a ele que “&lt;em&gt;sua directoria não deu valor ao meu trabalho, me trattaram como um ratto. O Anhangüera só ganha estte jogo se eu morrer!&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4173272004635567688?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4173272004635567688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4173272004635567688&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4173272004635567688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4173272004635567688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-v.html' title='O grande clássico - Parte V'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3121673451784499451</id><published>2009-03-27T14:39:00.002-03:00</published><updated>2009-03-27T14:52:34.819-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte IV</title><content type='html'>No sábado pela manhã, um dia antes do jogo, o extrema-esquerda Sá encontrou o presidente e perguntou, cheio de dedos, o por quê da teimosia da diretoria no caso Barthô. A torcida do Carlos Gomes já estava cantando a vitória pelo bairro. Sr. Antonio revelou que gostaria de isentá-lo da punição, mas a força das palavras de Miguel Clemente, o diretor esportivo, ludibriara a maioria dos diretores que lhe aplicaram a suspensão e que, infelizmente, não poderia mais voltar atrás. Mas, com um sorriso enigmático, assegurou ao atleta que o craque estaria em campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clemente não topava com Barthô. Achava que o &lt;em&gt;forward&lt;/em&gt; não respeitava suas decisões. E era verdade; quem escalava o time era Clemente, mas Barthô comandava dentro de campo, dizia o que cada um devia fazer e não dava ouvidos às instruções do treinador. Tal conduta era seguida pelos outros atletas, que viam em Barthô a figura de um líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalação definida na reunião da sexta feira, no entanto, mexeu com os brios de Miguel Clemente, já que não foi autorizado a escalar sozinho a equipe para o festival. Para um jogo de tamanha importância foi determinado que houvesse votação para cada posição. O homem, ferido, sentiu-se desprestigiado, tolhido, amputado. Alegou, aos berros, que dava o sangue pela agremiação e deveria ter total autonomia na escalação da equipe. Não foi atendido e entregou o cargo de diretor esportivo, não sem antes xingar os presentes e suas gerações passadas. Deixou a reunião antes de terminada, abrindo alas na horda que esperava pelo resultado do lado de fora na base da cotovelada. Rompeu abruptamente com o Anhangüera por um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival foi no campo do Palmeiras (não o verde e branco de Parque Antártica, que na época ainda era Palestra Itália), um time extinto há décadas. O Anhangüera contratou quatro carros para levar os atletas. O Domingo estava bonito, ensolarado. Na pequena arquibancada de madeira, a grande e fiel torcida do Carlos Gomes, com seus baderneiros devidamente ouriçados, entoava uma marchinha composta um dia antes: “&lt;em&gt;Deixou o time na mão / O Carlos Gomes já ganhô / Só de pensar no nosso esquadrão / Teve diarréia, o Barthô!&lt;/em&gt;”. Barthô era alvo dos adversários; apesar de ainda ter vários amigos por lá, era considerado traidor pelos mais fanáticos. Em meio à torcida feminina do Anhangüera, do outro lado do campo, ele ria da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente Barthô levantou-se da arquibancada e rumou para o vestiário minutos antes do jogo. Começou o burburinho, “Barthô vai jogar!”, o que causou nova esperança à torcida rubro-negra e muita preocupação pro adversário. Os times entraram em campo. O Carlos Gomes F.C. ostentava as cores da Bandeira Nacional: camisa verde, calção amarelo e meias azuis. O Anhangüera de camisas com listras horizontais em preto e vermelho, calção preto e meias pretas. A torcida deles, em número muito maior, urrava. Era, sempre foi, uma torcida violentíssima que fazia valer a força do grito e do muque. Já a do Anhangüera – acreditem, naqueles tempos do começo do clube era assim! -, era comportada e cheias de moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barthô, o maior jogador da região, entrou em campo! Lá estava ele, mas de terno, gravata e chapéu. Após a deselegante saída de Clemente, a diretoria resolveu que quem o substituiria, até escolher outro nome, seria Barthô. Foi uma maneira de prestigiar o craque e amenizar a dor da torcida. Mesmo suspenso do campo de jogo, ele estaria com os outros no jogo mais importante da curta história da agremiação. Foi um alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa pouca é bobagem! A maior surpresa se deu quando entrou em campo o homem de preto. Ninguém acreditava no que via. Era Miguel Clemente, o enérgico ex-diretor esportivo quem apitaria o jogo. Clemente também era membro do Partido Democrático da Barra Funda, que estava organizando o festival. Um dia antes do jogo o homem, magoado e vingativo, fez uma manobra dentro do partido e tascou o apito pra si. Sua atuação como juiz seria um dos maiores descaros já vistos num jogo de &lt;em&gt;foot-ball&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3121673451784499451?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3121673451784499451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3121673451784499451&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3121673451784499451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3121673451784499451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-iv.html' title='O grande clássico - Parte IV'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6515389506920745089</id><published>2009-03-25T16:00:00.004-03:00</published><updated>2009-03-25T18:54:08.087-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XXI</title><content type='html'>Na última roda de samba que os Inimigos do Batente comandaram na Barra Funda (sim, dentro do Anhangüera é Barra Funda, independentemente do endereço ser no bairro do Bom Retiro), a noite estava quentíssima e fez com que os estoques da gelada se esvaíssem rapidamente, e eu tive que sair ligeiro às compras; ossos do ofício... Aliás, pela primeira vez de um ano pra cá não choveu na última sexta do mês. Um milagre! &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317204791673121378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/ScqBlhWuamI/AAAAAAAAAMI/3FTMvNI2CRY/s400/Carminha+002.jpeg.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317204803959479474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/ScqBmPIBXLI/AAAAAAAAAMQ/zITiw_hpE7k/s400/Carminha+004.JPG" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carmen Queiroz se apresentou mês passado. Com sutileza, desfiou um repertório clássico, passeando tranqüilamente pelo samba, desde os tempos áureos do rádio até Clara e João. Foi de emocionar. Uma senhora me puxou pelo braço e, com os olhos arregalados e mãos trêmulas, perguntou se era eu o Favela. “Sim, senhora”, respondi preocupado. E ela: “Quem é essa mulher? Que samba é esse, menino? Meus parabéns, isso aqui é melhor lugar do mundo!”. Contou-me, a perplexa dona, que caiu no Anhangüera após ver num jornal a programação daquele dia. Não tenho dúvidas de que a simpática e atônita sexagenária estará lá novamente, depois de amanhã. Clique no play para assistir Carmen Queiroz em ação. O vídeo é tosco, mas é o que nossa humilde estrutura proporciona; a várzea é assim!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q-3Tv0wVJhg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q-3Tv0wVJhg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vigésima primeira edição do samba no Anhangüera é essa sexta. O convidado especial é carioca da "Boca do Mato" Murilão, renomado compositor, um dos primeiros parceiros de Martinho da Vila. Tem composições suas gravadas por Almir Guineto, Martinho, Quinteto em Branco e Preto e outros grandes intérpretes. Murilão é partideiro nato, dono de uma voz ancestral, forte como um trovão. Respeitado em todas as rodas de samba do Brasil, Murilão é quem preparava o famoso caldo de mocotó na Contemporânea; atualmente participa do Pagode da Berinjela da Dona Teresa, na Vila Santa Maria. E não há um samba nos sete cantos do país em que não ecoam seus versos mais famosos - a música Minha Fé -, gravados por Zeca Pagodinho: "Valei-me meu Pai, Atotô Obaluaê!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Deixo o áudio de uma de suas composições - em parceria com Luverci Ernesto -, &lt;em&gt;Mãe África&lt;/em&gt;, gravada pelo Quinteto em Branco e Preto no disco &lt;em&gt;Riqueza do Brasil&lt;/em&gt;, no ano de 2.000&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" width="328" height="94" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/a98c948b-306b-47dd-b217-1adf8c42e94c&amp;amp;theName=Quinteto em Branco e Preto - 12 - M&amp;atilde;e &amp;Aacute;frica&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table cellpadding="2" style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; padding-left:2px; color:#FFFFFF; text-decoration:none ; ; font-size:10px; font-weight:bold"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=a98c948b-306b-47dd-b217-1adf8c42e94c"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color:#FFFFFF; text-decoration:none " href="http://www.esnips.com/doc/a98c948b-306b-47dd-b217-1adf8c42e94c/Quinteto-em-Branco-e-Preto---12---M%C3%A3e-%C3%81frica/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size:7px; font-weight:normal;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color:#FF6600; text-decoration:none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;                    eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Até Sexta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6515389506920745089?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6515389506920745089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6515389506920745089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6515389506920745089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6515389506920745089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/anhanguera-da-samba-xxi.html' title='Anhangüera dá Samba XXI'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/ScqBlhWuamI/AAAAAAAAAMI/3FTMvNI2CRY/s72-c/Carminha+002.jpeg.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3223560064272272276</id><published>2009-03-17T17:14:00.003-03:00</published><updated>2009-03-17T17:18:44.352-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte III</title><content type='html'>A suspensão de Bartholomeo Maggi foi o acontecimento de maior impacto no bairro após a construção dos trilhos da São Paulo Railway e, por isso, merece um capítulo à parte. Foi determinada uma semana antes da visita do Sr. Baddini propondo a partida entre Anhangüera e Carlos Gomes. O presidente Antonio Vignola consultou o diretor de esportes Miguel Clemente; este não deu outra opção se não a suspensão, que acabou sendo aprovada por todos os outros presentes. Clemente argumentou que o réu “&lt;em&gt;não poderia ter uma justificação plausível praticando essa falta, por ser um dos mais antigos sócios, e um dos primeiros fundadores desta Agremiação&lt;/em&gt;”. Na mesma noite, enquanto era julgado, Barthô encontrava-se na sede jogando pingue-pongue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, que era um homem ponderado, resolveu convocar Barthô, ali ao lado na sala de jogos, a se explicar. Em ata, consta: “&lt;em&gt;Interrogado pelo Sr. Presidente respondeu o Sr. Barthô que, se praticou semelhante acto, o qual não é de seu costume, foi justamente por têr dias antes discutido com o Sr. Saverio Russo, também nosso jogador do 1º quadro de foot-ball, o qual promettera se caso não actuasse no 1º quadro preparar uma decepção no campo, decepção esta que constava de tirar as camisas de foot-ball do corpo de alguns de seus companheiros inadimplentes e mais algumas criancices de um esportista indisciplinado&lt;/em&gt;”. E completou, o Barthô: “&lt;em&gt;Se tal falta cometi condenem-me, pois mereço as maiores das penas, mas scientes fiquem os Srs. Directores que se isso não fizesse, a promessa do Sr. Saverio seria cumprida no campo de foot-ball. Salvei-os de uma decepção!&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mui delicadamente Barthô se despediu dos diretores e voltou à sala de jogos. Mas suas belas palavras, seu carisma e, mais que tudo, seu futebol, não o salvaram do gancho de 30 dias imposto pela irrevogável diretoria. Ficaria restrito somente ao pingue-pongue e aos bailes neste período. Mas tudo isso não sem antes haver discórdia após sua saída da secretaria. O poderoso Matheus Sabatine, que era o tesoureiro e o mais velho membro da diretoria, ficou ao seu lado. Contra Saverio Russo, queixou-se o velho que o referido rapaz teve a ousadia de exigir os talões de recibo que se encontravam em seu poder para checar os sócios devedores - Saverio fazia de tudo para entrar em campo. Sr. Matheus foi voto vencido: Barthô suspenso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana do convite para o festival (a reunião foi na segunda-feira, dia 22), uma verdadeira operação de guerra foi formada na Barra Funda. Entre torcedores, sócios e simpatizantes, a meta era que Barthô estivesse em campo. O único assunto da semana foi a volta do craque, e chegaram a escrever seu nome em vários muros. Com ele, teríamos alguma chance de vencer. O time do Carlos Gomes era o melhor da região há anos. Foi convocada outra reunião, extraordinariamente, para a sexta-feira dia 26, esta para definir o time que iria para o importante jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de serem discutidos temas de menor importância, todos os diretores sabiam para que servia aquela reunião. Lá pelas tantas, foi abordado o tema “Barthô”. Uma carta do réu foi lida em voz alta: “&lt;em&gt;Exmo. Sr. Presidente e demais directores da A.A.Anhangüera: Eu, abaixo assignado, por intermédio do presente, venho respeitosamente pedir à V.V.S.S. o cancellamento da pena que me foi imposta por essa digna Directoria. Se tal pedido arrojo-me a fazel-o é simplesmente ao grande interesse que voto ao Club, e demais ao grande desejo de tomar parte no memorável jogo a realizar-se Domingo próximo, e lembrando a V.V.S.S. que se soffro a pena que me foi imposta, foi unicamente para salval-os de uma decepção emprehendida por um dos nossos consócios.&lt;br /&gt;Esperando ser attendido aos meus rogos por essa digna e respeitável Directoria, subscrevo-me com alta estima e consideração. Bartholomeo Maggi&lt;/em&gt;.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir foram lidas, com muita atenção, duas outras cartas entregues por um emissário que bateu à porta. Uma delas assinada pela maioria dos sócios, todos sabendo da necessidade do craque estar em campo e pedindo o perdão a ele. A outra carta era das simpáticas fãs. Mais de cem assinaturas, das moças todas, imploravam a presença do belo. Do lado de fora da sede, a diretoria era pressionada por gritos e paneladas de um monte de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que tenho em mão, não houve outra reunião, em nenhuma época, mais longa que esta, terminada às 2h00 de Sábado e com a escalação definitiva para o prélio: Laurino; Zezinho e Grecco; Lário, Guimarães e Dedé; Tinho, Brignoli, Pirica; Lobo e Sá. No banco estariam Adelino Silva, Saverio Russo, Adelino Arruda, Alberto Cassari e Felício. Os diretores Luiz Tamburro e o velho Matheus tentaram, mas o convicto diretor esportivo Miguel Clemente convenceu a maioria de que, se voltassem atrás, perderiam o moral. Não obstante, todos eles sabiam que tão adverso quanto perder o moral era perder Barthô para o jogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3223560064272272276?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3223560064272272276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3223560064272272276&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3223560064272272276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3223560064272272276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-iii.html' title='O grande clássico - Parte III'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4677132699637015132</id><published>2009-03-13T11:06:00.005-03:00</published><updated>2009-03-13T11:51:03.968-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte II</title><content type='html'>Já no ano de sua fundação, conforme afirmei na primeira parte, o Anhangüera crescia de uma maneira assustadora. A competente, séria e enérgica diretoria arrebanhava, a cada semana, dez, vinte novos associados entre homens e mulheres. Os bailes e &lt;em&gt;matinées&lt;/em&gt; semanais ganhavam notoriedade contando com a presença de políticos, donos de fabriquetas, comerciantes, músicos e a gente do bairro; era um ambiente seguro, de respeito, em que as famílias vinham completas, incluindo aí as donzelas mais disputadas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros da diretoria desfrutavam de grande prestígio já que tinham bom relacionamento com os homens da prefeitura, o que poderia angariar benfeitorias para todo o bairro. Mas o futebol é que era o negócio; a época romântica da bola! Os jogadores gozavam de um &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de celebridade. As damas que iam aos bailes – acompanhadas das mães, evidentemente – também começaram a freqüentar os jogos da agremiação. Barthô alcançara seu objetivo. Era o &lt;em&gt;center-forward&lt;/em&gt;, capitão, melhor jogador e o galã do esquadrão rubro negro, um time que não era apenas um time, como o Carlos Gomes, mas uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barthô foi o Leônidas da Barra Funda no que se refere à popularidade. Onde o rapaz estava tinha gente ao redor, principalmente meninas. O italianinho, aprovado unanimemente pelas mães das moças, era disputado à tapa. Na torcida, lenços de todos os tipos e gritos histéricos tinham apenas uma direção: Barthô. E o puto resolvia, foi o maior artilheiro da primeira década do clube. Resumia-se ao campo, ao baile e à fama, o Barthô, bem diferente do incansável parceiro Saverio Russo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saverio, assim como Barthô, na época da fundação não era diretor, mas se matava pela agremiação – até morrer na década de 70. No baile, enquanto os jogadores Barthô, Lário, Pirica e Sá se esbaldavam na festa, Saverio ajudava na porta, no salão ou no bar. Mas o campo era seu objetivo, queria jogar. Por causa disso, num jogo contra a Portuguesa E.C., pouco menos de um mês antes do histórico clássico contra o Carlos Gomes, causou um fuzuê numa partida em que fora escalado no banco de reservas. E sua briga foi justamente com Barthô; desavença que balançaria a amizade entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, nos estatutos da agremiação, uma cláusula que definia que o associado que não estivesse em dia com clube não poderia jogar nem freqüentar a sede social. Pois no jogo contra a Portuguesinha Saverio foi preterido. Em seu lugar jogou Marciano Queiroz, um cara bom de bola, camarada de Barthô, mas que não honrava com os cofres do clube. Saverio, ao ver que esquentaria o banco, deu esporro nos diretores e foi censurado, tendo direito de defesa na próxima reunião de diretoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve parêntese: a censura era um aviso; uma chance que a diretoria dava ao associado. Caso o mesmo não se defendesse em reunião, era automaticamente suspenso. A censura era para casos menores, diferentemente da suspensão ou da exclusão do sócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saverio compareceu à reunião e meteu a boca no trombone! Além de ratificar o “descompromisso” de alguns jogadores que não estavam em dia, disse que havia, entre uns e outros atletas, o plano de tornar o Anhangüera um clube profissional, o que causou revolta na diretoria, que se manifestou em nota: “&lt;em&gt;Quanto à sua discussão com o Sr. Barthô, disse ser exata, pois que elle, Saverio, era alvo da direcção esportiva toda a vez que escalavam o 1º quadro. Aliás, não poderá ser admissível menosprezar tão esforçado sócio e fundador para amparar forasteiros que aqui se alojam procurando impor o profissionalismo para a provável decadência de nossa novel e progressiva sociedade&lt;/em&gt;”. Saverio foi perdoado. O ataque de nervos que promovera estava justificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o jogo contra a Portuguesinha e a discussão com Saverio por causa da escalação do time, Barthô decidiu pôr panos quentes e ficou dois domingos sem dar as caras no clube. Foi convidado a disputar um mini torneio por um time de Santos. Mas envergar a camisa de outra agremiação era falta considerada gravíssima pelos estatutos e Barthô foi suspenso de participar de qualquer jogo do clube, reservando-se o direito de freqüentar a sede social, em reunião de diretoria do dia 15 de Outubro; 30 dias de gancho! O craque do Anhangüera não jogaria o glorioso festival contra o Carlos Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4677132699637015132?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4677132699637015132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4677132699637015132&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4677132699637015132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4677132699637015132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-ii.html' title='O grande clássico - Parte II'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6238446064369223012</id><published>2009-03-11T17:51:00.004-03:00</published><updated>2009-03-13T11:51:25.018-03:00</updated><title type='text'>O grande clássico - Parte I</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Nessas terras brejeiras da Barra Funda, há muito revestidas por inúmeras camadas de asfalto, já não se vê mais os bailes de outrora, os carroções de burro, as alfaiatarias e os cordões carnavalescos. Resta ainda, para nosso bem, a maior das tradições; o futebol varzeano, já tão combalido, tão relutante, tão teimoso. Daqui da sacada do sobrado da casa de meu pai na Rua Cruzeiro quase esquina com a Lusitana (hoje Norma Pieruccini Giannotti) não consigo mais ver os oito campos que veria há quarenta anos. Dentre eles o do extinto Carlos Gomes, onde hoje funciona um Sacolão Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação Atlética Anhangüera é uma dissidência do finado Carlos Gomes. Foi o maior clássico, a maior rivalidade que já se viu por estas plagas! Entre as duas agremiações aconteceram apenas dois embates – e nenhum chegou ao final da peleja. O segundo jogo, em 1947, resultou na epopéia “&lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/04/o-tirone-e-os-cabeleira-parte-i.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O Tirone e os Cabeleira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”, que escrevi ano passado, em cinco partes. Neste arrazoado falarei sobre o primeiro clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o jogo foi realizado há mais de oitenta anos, não há uma só testemunha viva para contar a história há minimamente vinte anos. Não havia registros do prélio em lugar algum, o que lançava o jogo definitivamente no lodo do esquecimento. Meu avô, que na época era um infante, sempre ouvira falar que o Anhangüera venceu, mas havia quem afirmasse ter empatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, há um mês, Pepe, nosso meia esquerda do segundo quadro encontra, num velho baú de sua casa, um pequeno livro de atas de reunião dos primórdios da sociedade rubro negra. Pepe é a terceira geração de anhangüeristas da família de fina linhagem. Seu avô, Saverio Russo, foi um dos fundadores da agremiação. Seu pai, Roberto Russo, foi, é, e será sempre, nosso presidente de honra. Nosso CDC (Clube da Comunidade), ou seja, a praça de esportes do Anhangüera, leva seu nome. Durante vinte e seis anos ininterruptos sendo presidente, nas décadas de 60, 70 e começo de 80, Robertinho foi a figura que mais lutou pela agremiação nos últimos cinqüenta anos. Tinha entrada livre na Câmara dos Vereadores e, graças a este bom relacionamento, nosso campo não sucumbiu há muitos anos. Se hoje batemos nossa bolinha, jogamos nosso truco e temos uma praça esportiva de respeito é porque, em 1970, Robertinho, com mãos de ferro, foi quem a logrou. O Presidente cantou pra subir há doze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para se abordar o grande clássico é preciso voltar no tempo, antes mesmo da fundação do Anhangüera, no primeiro dia de 1.928. A famosa dissidência do Carlos Gomes que levou ao nascimento do Anhangüera pode ser creditada a duas figuras: Bartholomeo Maggi, o Barthô, e Saverio Russo. Eram, os dois, jogadores, com uma diferença: Barthô era craque, o maior jogador das bandas na época; e Saverio era meia boca. O motivo que os levou a fundar uma nova agremiação se distinguiam. Saverio queria um time para jogar já que não tinha bola pra jogar nos times da região. Barthô, por sua vez, era o grande nome do time do Carlos Gomes e o rapaz mais formoso do bairro, com mil donzelas a seus pés. O problema é que o Carlos Gomes era uma agremiação exclusivamente futebolística e, não tendo nenhum aparato social, só tinha macho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eram os dois jovens, precisariam de gente mais experiente para a missão e, se aproveitando de uma confusão entre a diretoria do Carlos Gomes, convenceram dois diretores, os irmãos Antonio e Miguel Vignola, grandes bailarinos, a fundarem uma agremiação que prezasse, além do &lt;em&gt;football&lt;/em&gt;, os bailes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 1.927 já estava tudo preparado para fundação. Antonio e Miguel Vignola convocaram para a diretoria nomes de respeito no bairro como Miguel Clemente, Francisco Portella, Jerônimo Caetano Ferro, Adolpho Lascher, João Cidro, Antonio Chieregatti, João Gianotti, Luiz Tamburro, Antonio T. de Carvalho, Ezio Marchetti, Armando Lima, Miguel Satriani, Delphim da Silva e o poderoso Matheus Sabatine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 1.928, ano da fundação, o Anhangüera tinha mais de duzentos associados, ultrapassando em números o tradicional Carlos Gomes. E o pior: o craque Barthô, que causara a dissidência, vestia a camisa rubro negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 22 de Outubro deste ano realizava-se uma reunião de diretoria do Anhangüera na primeira sede, à Rua do Córrego, nº. 5 quando, já no final, entra na secretaria o Sr. José Paulo Baddini, dono de pequenas fábricas. Um homem influente, politizado. Já era associado do clube, apenas freqüentando os bailes. Veio com uma missão: convidar, em nome do Partido Democrático da Barra Funda, o Anhangüera a participar do festival promovido pelo partido, justamente contra o Carlos Gomes F.C.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A princípio toda a diretoria foi contra, mas como dizer não ao Sr. Baddini? Antonio Vignola, nosso presidente, resolveu enviar uma comissão à sede do Partido com o único fim de aceitar o convite. Estava marcado o prélio!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312036610339588258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SbglJxkpSKI/AAAAAAAAAMA/EGvkqv8O_Ug/s400/CIMG0532.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os fundadores em moldura da década de 30.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6238446064369223012?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6238446064369223012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6238446064369223012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6238446064369223012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6238446064369223012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/03/o-grande-classico-parte-i.html' title='O grande clássico - Parte I'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SbglJxkpSKI/AAAAAAAAAMA/EGvkqv8O_Ug/s72-c/CIMG0532.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6324467333824890574</id><published>2009-02-25T20:09:00.002-03:00</published><updated>2009-02-26T18:01:06.130-03:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XX</title><content type='html'>Começamos os trabalhos do ano com tudo; eu diria “com o pé direito”. Iracema Monteiro, com a força da sua presença e do seu canto, proporcionou o que muitos afirmaram ter sido a melhor roda de samba dos últimos anos, pelo menos no Anhangüera. Nos quesitos repertório principalmente; uma pancada atrás da outra! Após uma chuva incólume, que inundou e parou a cidade, veio a trégua junto com a chegada da mulher. E pareceu que o tempo parou. O céu clareou e a noite ficou daquelas boas para beber, conversar, dançar e cantar. Festejar, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de alguns amigos, como Edu Batata, Maurinho de Jesus e Marcelo Arcanjo engrandeceu a festa e o samba, assim como a do querido casal Gilda e Nézio Simões, diretamente do Rio, junto com a Iracema. Uma noite histórica! Vejam o vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bi317LF0XK0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bi317LF0XK0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sexta – a última do mês – tem mais, e a convidada especial é a grande cantora Carmen Queiroz. Quem faz a apresentação é a Railidia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Encerrando as festividades de Momo, o projeto Anhanguera Dá Samba, realizado pelo grupo Inimigos do Batente, não poderia ter melhor atração no dia 27 de fevereiro no Clube Anhanguera, no Bom Retiro. A presença da cantora Carmen Queiroz, que integrou o grupo Bando da Rua, divulgador de marchas de carnaval, encerra fevereiro com clássicos do samba, repertório marcante na carreira da cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmen Queiroz é considerada uma das mais belas vozes da música brasileira, herdeira da linhagem das cantoras da era de ouro da rádio Nacional como Dalva de Oliveira e as irmãs Linda e Dircinha Batista. Iniciou sua carreira nas noites paulistanas apresentando músicas regionais, choro e se firmando no samba, gênero predominante no seu trabalho. A discografia de Carmen é constituída de três trabalhos: "Flor da Paz" (1991), "Leite Preto" (2000) e "Do meu jeito" (2004), seu mais recente CD. Os discos trazem em comum a opção por composições clássicas combinadas a um repertório de novos compositores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um áudio da Carmen Queiroz cantando Sala de Recepção, de Cartola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#000000"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" width="328" height="94" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/ffcc2fc9-0984-4021-b04d-69d4656d5dff&amp;amp;theName=10 Sala de recepção&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="PADDING-LEFT: 2px; FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 10px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; TEXT-DECORATION: none" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=ffcc2fc9-0984-4021-b04d-69d4656d5dff"&gt;Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;a style="COLOR: #ffffff; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com/doc/ffcc2fc9-0984-4021-b04d-69d4656d5dff/10-Sala-de-recep%C3%A7%C3%A3o/?widget=flash_player_esnips_blue" align="center"&gt;Track details &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-SIZE: 7px"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="COLOR: #ff6600; TEXT-DECORATION: none" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" align="center"&gt;eSnips Social DNA &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até Sexta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6324467333824890574?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6324467333824890574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6324467333824890574&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6324467333824890574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6324467333824890574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/02/anhanguera-da-samba-xx.html' title='Anhangüera dá Samba XX'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4000354674162082659</id><published>2009-02-17T15:15:00.003-03:00</published><updated>2009-02-17T15:26:59.668-03:00</updated><title type='text'>O guardião da Bocha</title><content type='html'>As origens do jogo de bocha são controversas. Alguns dizem que é um dos jogos mais antigos do mundo, tendo indícios no Egito e Grécia antiga. Mas a que mais tem valia é a de que os italianos são os pais da criança. Nasceu lá a primeira federação e o primeiro campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a bocha chega justamente com os imigrantes italianos; por isso a forte presença nas regiões sul, São Paulo e sul de Minas. No começo do século passado, era praticada apenas em festas religiosas dos imigrantes, mas com a institucionalização do esporte na Argentina na década de 30, a bocha passou a ser o segundo esporte no Rio Grande do Sul e se alastrou ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras oficiais são simples. O negócio, o gol da bocha, é lançar a &lt;em&gt;boccia&lt;/em&gt; (são quatro bolas de resina sintética, com mais ou menos um quilo, para cada equipe) de modo que se aproxime o máximo possível do &lt;em&gt;bolim&lt;/em&gt; – ou &lt;em&gt;balim&lt;/em&gt; -, a bolinha pequena. O time que se aproximar mais ganha o ponto – pode-se também jogar individualmente, um contra um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 50, no entanto, jogava-se no Brasil o uma variação do esporte, o “ponto-e-bota”; uma bocha, digamos, mais rústica. Enquanto na bocha há uma certa delicadeza no arremessar, inclusive nos tiros para retirar a bola adversária de perto do &lt;em&gt;bolim&lt;/em&gt;, no ponto-e-bota o a bola não rola, ela estanca. Pudera, a &lt;em&gt;boccia&lt;/em&gt; era um melão de madeira de quatro quilos. O ponto consiste em arremessar a bola para que ela estanque perto do &lt;em&gt;bolim&lt;/em&gt;. A &lt;em&gt;bota&lt;/em&gt; é que era o fino; essa jogada consiste em jogar a pesada bola de madeira de modo que ela caia sobre a outra – dir-se-ia “na orelha” da outra -, tirando a bola inimiga do lugar, onde fica, ela, estancada. Uma jogada para poucos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, o ponto-e-bota foi febre até os anos cinqüenta. Depois disso acabou se dissolvendo com a implementação dos campeonatos oficiais de bocha. Jogava-se adoidado nos clubes grandes, pequenos, nos quintais das casas e em outros terrenos improvisados. Há relatos que na Rua Cruzeiro chegaram a invadir o grande galinheiro da casa do Seu Nilo para jogar. Resultado do embate: três galinhas espatifadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de os campeonatos manterem-se firmes e fortes, a febre pela bocha foi diminuindo ao longo do tempo e, há anos, é considerado um esporte geriátrico, para velhos caquéticos. Falo, logicamente, sob a perspectiva de quem vê não num longo alcance geométrico, estatístico ou mesmo oficial, mas com a profundidade de quem vive o cotidiano do bairro e dos clubes do bairro. A cancha de bocha era presente em quase todos os clubes varzeanos. Hoje, aqui na região, temos a do Anhangüera e a do Paulista da Casa Verde, nesses redutos brejeiros, desligados das oficialidades e dos calendários bocheiros. Onde aqueles que viveram o auge do esporte mantêm o costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Anhangüera tivemos grandes jogadores, capitaneados pelo Durão. Nas décadas de 70 e 80, nossa cancha lotava aos sábados e domingos; de jogadores e de assistência e nossa equipe (na foto abaixo) levantava canecos à rodo, fazia excursões e dava shows de deixar os Globetrotters no chinelo. Hoje, após uma década com poucos gatos pingados e raros velhinhos que sobreviveram e apareciam de vez em quando, quando as restrições do tempo lhes davam uma trégua ou outra, estamos vivendo uma fase nova, com novos campeonatos regionais e a recuperação do gosto pela bocha. E graças a uma pessoa, em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303832685700174098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SZr_ugtD0RI/AAAAAAAAALg/99FbxT28WYc/s400/imagem1.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1986, na cancha do Anhangüera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303832685357038754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 388px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SZr_ufbP_KI/AAAAAAAAALY/jxvmY1j6aO8/s400/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Excursão em 1983 para Santos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, num samba no Anhangüera sob a batuta dos Inimigos do Batente, coloquei sobre a mesa no meio da roda o último troféu que o Anhangüera logrou; um troféu de bocha, trazido pelas mãos de Roberto Scaranello, o Beto, um homem que vem sendo, nos últimos anos, o elo que nos liga aos velhinhos da foto aí de cima, que tanto honraram nossas cores. Um incansável não somente no que se refere à bocha, mas às relações amistosas e fraternas que o esporte sempre proporcionou. Um homem que conhece o valor de uma tradição. Um homem de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303834178456477666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SZsBFZp5X-I/AAAAAAAAALo/Yt2O9yRLbk4/s400/Imagem+047.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ano passado na cancha do Anhangüera. Beto é o de vermelho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4000354674162082659?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4000354674162082659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4000354674162082659&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4000354674162082659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4000354674162082659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/02/o-guardiao-da-bocha.html' title='O guardião da Bocha'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SZr_ugtD0RI/AAAAAAAAALg/99FbxT28WYc/s72-c/imagem1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-2591856408628595731</id><published>2009-02-10T16:32:00.005-02:00</published><updated>2009-02-10T16:47:54.264-02:00</updated><title type='text'>Os trilhos e a divisão de um bairro</title><content type='html'>Invariavelmente escrevo sobre o &lt;em&gt;México&lt;/em&gt;, a parte da Barra Funda dita “de baixo”. Uma pequena extensão que abrange não mais que seis, sete ruas de assim e de assado. Da Avenida Rudge até o Viaduto Pacaembu e do Rio Tietê até a linha férrea – taí o &lt;em&gt;México&lt;/em&gt;. Estes antigos trilhos impuseram uma divisão do bairro em duas partes e definiram, para sempre, a maneira de se viver e se relacionar na Barra Funda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1875 foi inaugurada a Estação Barra Funda da Estrada de Ferro Sorocabana, que servia para o transporte do café e como armazém, alavancando consideravelmente o número de moradores na região. Depois, em 1892 foi criada a São Paulo Railway, que passou a transportar passageiros a partir de 1920. Estava, a partir de então, dividida de fato a Barra Funda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As convivências foram ficando restritas à legendária “porteira” – um grande portão de madeira no final da Rua Anhangüera que dava acesso além-trilhos. Na porteira fiscais da estação burocratizavam as passagens dos carroções de burro de dia, e à noite “negros arruaceiros”, então começando a se alocar no bairro, marcavam ponto ali. Aos poucos, as senhoras de cima deixaram de comprar o feijão no armazém da Rua do Bosque; os senhores de baixo deixaram de lacear o sapato na sapataria da Rua Brigadeiro Galvão e por aí vai, o que acabou contribuindo para o progresso geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, tudo o que tinha do lado de lá tinha que ter do lado de cá; nasceram feiras livres, comércios e serviços de todos os tipos e cada vez mais confinados a seus respectivos lados da linha férrea, os moradores e comerciantes desenvolveram uma grande rivalidade dentro da Barra Funda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte de baixo, situada na várzea do rio, se destacou no futebol - vários times fizeram história como o Carlos Gomes, o Grajaú, o XV de Novembro e o Anhangüera – e nos bailes populares. Já a parte de cima, mais encostada ao nobre bairro de Campos Elísios, embora também tivesse ótimos times, passou a ser um grande centro da arte na cidade. O Theatro São Pedro – que foi palco de artistas do porte de Grande Otello - é, até hoje, orgulho do bairro. Teve ainda o Circo Yolanda, os bailes de gala no Royal e tinha também, morando na Lopes de Oliveira, o brasileiro Mario de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rivalidade tomou conta do lugar, principalmente entre os jovens que jogavam futebol e dançavam nos bailes do bairro. Havia um tipo de conduta a ser seguido, um deles era a permissão, por escrito, para ir ao baile de algum clube ou para jogar em algum time pra lá da fronteira. A partir da década de 40, a Turma dos Cabeleira fiscalizava a porteira. Se passasse algum homem, sem autorização expressa de alguém da parte baixa, tomava congesta. Era bom tomar cuidado e ter um bom motivo pra atravessar os trilhos. Se o balão que soltavam caísse pro lado de lá, esquece. Ninguém ia buscar balão nenhum sob a pena de tomar um cacete; era o domínio do terrítório imposto, e os limites eram respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pitoresco da divisão, no entanto, é o fato de a Barra Funda de baixo passar a se chamar &lt;em&gt;México&lt;/em&gt;, o que nunca abordei até hoje e que, aliás, pouquíssima gente ainda sabe. Tenho insistido no apelido porque hoje, saindo pelo bairro e perguntando “onde é o &lt;em&gt;México&lt;/em&gt;?”, serão raras as respostas corretas. Noventa e nove porcento dirá que é um país que faz fronteira com os americanos. E convenhamos que essa resposta, em plena Rua Salta-Salta, de frente para a antiga porteira (hoje tem uma passarela ali), é um atentado, uma afronta à Geografia e à História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelido &lt;em&gt;México&lt;/em&gt; se deu por causa do grande sucesso do cinema americano na década de quarenta, com os filmes que retratavam guerras entre americanos e mexicanos. A Barra Funda de baixo, com bandoleiros do naipe de Galinha e Francês, além de brucutus como Sacarrão, já tinha fama de “terra sem lei” pela pouca vontade da justa nas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa quermesse na Rua Solimões, porém, ficou eternizado o apelido &lt;em&gt;México&lt;/em&gt; ao correr pela cidade a notícia do que os bebuns aprontaram. A farra comia solta e já passava das onze da noite. Dois guardas a cavalo, que passavam por ali, ouviram barulhos de garrafa quebrando. Era o começo de uma briga entre dois italianinhos por causa de uma moça. Os policiais resolveram descer; sua função era manter a ordem. A intenção dos “hômi” de debandar todo mundo dali foi clara. Sem pestanejar, um deles deu um tiro pra cima e gritou pra que todos fossem embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge do furdunço, com apostas rolando e mais de três barris de vinho a consumir ainda, os "panchos" da Barra Funda, além de esbofetearem os guardas, ainda os deixaram pendurados nos postes de luz até de manhã, como faziam os mexicanos nos filmes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-2591856408628595731?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/2591856408628595731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=2591856408628595731&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2591856408628595731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/2591856408628595731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/02/os-trilhos-e-divisao-de-um-bairro.html' title='Os trilhos e a divisão de um bairro'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-470053667929530349</id><published>2009-01-29T15:56:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T16:02:55.243-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XIX</title><content type='html'>Amanhã, sexta feira, abrem-se – com cachaça! – os trabalhos para a temporada 2009 do Anhangüera dá Samba!. É lá, na beira do campo, no chão de cimento , que uma vez por mês os Inimigos do Batente recebem um convidado especial. Mês de Dezembro, por exemplo, Dona Inah foi quem comandou a roda. Esteve, pra variar, iluminada. Cantou, em meio a seu respeitável repertório, as músicas do Gudin que gravou recentemente, para deleite dos fãs. D. Inah, com uma simpatia e generosidade tremendas, arrasta gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296776723342157138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SYHuXcld5VI/AAAAAAAAALQ/Z_6CBLDaJ-0/s400/sucena+030.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Começamos o ano convidando uma das maiores intérpretes do samba na atualidade, Iracema Monteiro. &lt;a href="http://sodoiquandoeurio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fernando Szegeri&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; escreveu na agenda do samba e choro: “Quem conhece a beleza de sua voz e o poder que tem frente a uma roda de samba sabe do que estamos falando. Iracema integrou por uma década o comando da maior roda de samba do Brasil, no legendário Candongueiro, e continua sempre à frente dos mais competentes pagodes da Cidade Maravilhosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei ontem com Iracema e a mulher está animadíssima. Será um estrondo a roda de samba de amanhã, não tenho dúvidas. Deixo então, como quase sempre – ultimamente tenho andado relapso com os registros, é verdade -, não o áudio, mas o endereço do &lt;span style="color:#000000;"&gt;myspace&lt;/span&gt; da Iracema (clique &lt;a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;amp;friendid=385988457"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). Recomendo que ouçam a terceira música, &lt;em&gt;Espelho da Vida&lt;/em&gt;, uma belezura de música de ninguém menos que Dona Ivone Lara.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-470053667929530349?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/470053667929530349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=470053667929530349&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/470053667929530349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/470053667929530349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/01/anhanguera-da-samba-xix.html' title='Anhangüera dá Samba XIX'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SYHuXcld5VI/AAAAAAAAALQ/Z_6CBLDaJ-0/s72-c/sucena+030.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-4570572432918074585</id><published>2009-01-27T15:51:00.014-02:00</published><updated>2009-01-27T16:28:19.718-02:00</updated><title type='text'>Gabriel de Medeiros</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SX9SDDYzfjI/AAAAAAAAALI/MtM_e3Cltug/s1600-h/Comunicado+de+Gabriel+Medeiros.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296041899213422130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SX9SDDYzfjI/AAAAAAAAALI/MtM_e3Cltug/s400/Comunicado+de+Gabriel+Medeiros.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique, após a leitura do texto, para ler o comunicado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SX9J-STRRCI/AAAAAAAAAKY/RntwShEUcrA/s1600-h/imagem..bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296033021224371234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 379px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SX9J-STRRCI/AAAAAAAAAKY/RntwShEUcrA/s400/imagem..bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Na esteira do último texto, sobre o nosso novo presidente, venho participá-los de um comunicado de mesma ordem, datado de setenta anos atrás. O autor é Gabriel de Medeiros, uma lenda da Barra Funda. Sr. Medeiros era um comerciante simples e residia na Rua Baixa (hoje Ribeiro de Almeida). Muito embora não tenha sido um dos fundadores do rubro-negro, foi presidente da agremiação em inacreditáveis cinco mandatos, numa época em que os estatutos do clube não permitiam a reeleição; sendo assim, Gabriel presidiu praticamente ano sim, ano não durante anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, sempre houve, nomes de respeito na diretoria. Os Sabatini, por exemplo, detinham inúmeros imóveis e comércios na Barra Funda de baixo e o patriarca, o poderoso Sr. Matheus, era um rubro negro ferrenho. Ele, em pessoa, comparecia às Assembléias Gerais e dispunha sempre de quantias generosas para o bem do clube. Os irmãos Vignola, Miguel e Antonio, que foram os primeiros presidentes e os homens de maior influência no clube, eram apontados na rua como “os donos do Anhangüera”. Jeronymo Caetano Ferro, Orlando Dias, Miguel Satriano, João Cidro, Saverio Russo e Bartholomeu Maggi formavam o restante da nata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que começa a freqüentar o clube Gabriel de Medeiros. Em pouco tempo, fazia parte da diretoria e, mais um pouco, comandava tudo. Medeiros era um líder. Com ele, a diretoria do clube passou a ser, em pouco tempo, a representação do bairro junto à prefeitura. Havia, desde antes, uma comissão distrital, na qual juntavam-se alguns membros das várias agremiações varzeanas para discutir solicitações, principalmente esportivas, aos prefeitos. Naquele tempo uma aura brilhante cobria os clubes sociais; o Anhangüera já era freqüentado por gente de toda a região central; seus bailes e matinées eram gloriosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Gabriel de Medeiros, um comerciante sagaz, um homem inflamado e bom, reivindicava mais. A partir de sua gestão, as reuniões de diretoria se dividiam em duas: a primeira, pelo Anhangüera; a segunda, pelo bairro. Solicitava instauração de praças, alargamento de vias, novas linhas de ônibus, instalação de postes de luz, e por aí vai. Gabriel sabia da força do clube e angariou junto à prefeitura, além de várias melhorias para clube e bairro, um moral até então inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Em 1.939 Gabriel de Medeiros cumpriu um mandato de se tirar o chapéu. Tão glorioso que houve Assembléia Geral com mais de cem pessoas do bairro para discutir a hipótese de reeleição, algo jamais pensado. Porém os estatutos venceram e Gabriel passou a bola para Salvador Mastrângelo, ficando como presidente do Conselho Fiscal. O comunicado, datado de 21 de Dezembro de 1939, apenas deixa claro que Gabriel de Medeiros não era um homem das letras. Mas, pra quem conviveu ou ouviu falar, sabe-se que foi um dos maiores que a Barra Funda já viu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-4570572432918074585?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/4570572432918074585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=4570572432918074585&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4570572432918074585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/4570572432918074585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/01/gabriel-de-medeiros.html' title='Gabriel de Medeiros'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SX9SDDYzfjI/AAAAAAAAALI/MtM_e3Cltug/s72-c/Comunicado+de+Gabriel+Medeiros.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-26338091528771652</id><published>2009-01-22T21:34:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T21:43:08.052-02:00</updated><title type='text'>O novo presidente</title><content type='html'>Eleições sempre despertam um tremendo falatório. De lá e de cá, as propostas têm de ser as que mais conjuminem com os desejos e necessidades da comunidade interessada. No final de janeiro teremos nova eleição; esta, no entanto, não desfralda falação nenhuma, não permite embates nem debates. Porque, no Anhangüera, a chapa é única. Desde 1997, cada biênio vem sendo representado pelo mesmo grupo, alternando-se apenas a posição das moscas na vitrine. É, de fato, uma diretoria heróica, honrada e corajosa. Tão corajosa que não há alguém que a ouse desafiar, alguém que ameace botá-la abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que chega o final de um ano par – ano de eleição -, os boatos tomam de assalto as ruas do bairro. Particularmente, considero meu bairro o melhor de todos, mas há que se dizer: não conheço bairro mais fofoqueiro que a Barra Funda. “Bairro fofoqueiro”, na verdade, acaba sendo pesado e, mesmo, injusto de minha parte. O que acontece é que tem três ou quatro figuras – carimbadíssimas, aliás -, que falam demais, chegando a inventar sobre a vida alheia. Aqui não se faz nada impunemente. Você não sabe, mas saiba que estão na rua dizendo que você deve pra fulano, que brigou com a mulher, que brochou com aquela vagabunda ou que está escondendo (ou empunhando demais) a dinheirama que anda ganhando, provavelmente provinda de algum trambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas eleições diziam que Braga, opositor confesso e orgulhoso da diretoria, encabeçaria uma chapa em que resgataria das profundezas gente da pior estirpe extirpada do clube há anos. Na relação, constavam nomes como o de um antigo craque do rubro negro que, após uma tentativa frustrada de surrupiar fogos de artifício em uma festividade, foi sumariamente expulso. Outro nome era o do Dedé, que fora exumado quando, num dia de loucura, agrediu nosso roupeiro, o glorioso &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/06/o-melhor-roupeiro-do-brasil.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que se Braga cometesse tal heresia seria barbada, todo mundo ficou com um pé atrás. Isso porque diziam estar em sua lista um nome honrado, o de Fábio Matarazzo. Fabião, goleiro e sócio do clube há quarenta anos, é uma espécie de &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2007/10/duro-e-o-carvo-danado.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Durão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; dos novos tempos. Tem, antes de mais nada, um amor incomensurável pela agremiação; conhece, como poucos hoje em dia, a história dos campos de várzea, dos bailes e salões mais disputados, e sabe o que deve ser feito para que o Anhangüera volte a ser o gigante que era na área social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um nome desse na chapa, Braga ganhou o apoio de uns e outros, mas desistiu da candidatura quando Fábio negou, surpreso, que o apoiaria. Era mais uma fofoca plantada. Daí Sidnei “Nariz” Caran assumiu e governou como ninguém nos últimos anos. Foi um mandato de recuperação das finanças de uma agremiação endividada; e da coroação de oitenta anos de história. A noite comemorativa do ano passado alçou-nos, eu diria, aos áureos bailes, desde a parte solene até a exposição em vídeo da nossa história. Nariz e Mimi, que perderam várias noites de sono, passam agora a bola redonda para ele mesmo, Fabião, o Durão dos nossos dias. São as voltas que o mundo dá! A próxima dupla será, não tenho dúvidas, histórica. O vice-presidente será o grande Wilson, outro que, como eu &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/04/famlia-de-tapeceiros.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;já disse&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, conhece do riscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imagino que tenha gente dizendo que Fabião é enérgico, controlador e até ditador. Balela! Eu, por mim, até prefiro que seja mesmo, porque assim estarão barrados os que não enxergam o valor que temos enquanto várzea, e até que ponto poderíamos ir, mas não vamos por vontade própria. Estarão de mãos atadas os que &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/10/um-templo-ameaado.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;sonharam&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; com a grama sintética e os que vergam nossa camisa por interesses particulares. O próximo presidente será o elo que nos levará - arrombando a nefanda crença em “um tempo que passou e não volta mais” - de volta aos grandes festejos. Porque Fábio “Durão” é social; é baile, é bingo, é futebol, é gente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-26338091528771652?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/26338091528771652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=26338091528771652&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/26338091528771652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/26338091528771652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/01/o-novo-presidente.html' title='O novo presidente'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3400407071829598573</id><published>2009-01-11T19:59:00.008-02:00</published><updated>2009-01-11T22:49:43.977-02:00</updated><title type='text'>Uma luta de boxe</title><content type='html'>O futebol move mundos porque, além da plástica e da técnica, depende da raça, do suor, da luta. Necessita, sobretudo, de heroísmo. Não à toa entraram para a história jogos em que neguinho quase morreu em campo, ou botou a cara na frente do pé do outro pra salvar um gol. Visto assim, como uma batalha, acaba despertando em nós o que temos de mais primitivo, de modo que qualquer refugo, qualquer “pipocada” ou qualquer pé-mole é rechaçado impunemente. O jogador tem por obrigação se matar em campo, o que faz do esporte um esporte viril, rude e, muitas vezes, sangrento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há jogos de futebol que são verdadeiras pancadarias travestidas de um esporte que se toca a bola pra cá e pra lá, assim como a capoeira se fingia de dança. Pelé, o maior de todos, o Deus do futebol, quebrou a perna de três ou quatro e dava cotovelada aos montes. No futebol não basta o tico-tico, o joguinho de lado. O jogador tem que botar a cara pra chutarem, tem que se esfacelar, morrer em campo, se preciso for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um esporte mais antigo ainda, e muito popular, e tão violento quanto, é o boxe. No boxe, porém, o drible da vaca é um cruzado; o chapéu é um &lt;em&gt;upper&lt;/em&gt; no queixo, a caneta é um direto, a chaleira é um gancho e um mero tiro de meta é um &lt;em&gt;jab&lt;/em&gt;. O gol, a vitória, é um nocaute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos grandes festejos da Associação Atlética Anhangüera, no começo da década de 50, houve uma luta de boxe na sede da Rua do Bosque – a única da história -, com ringue profissional, juiz federado e uma luta que fizera, na época, toda a população da região comparecer. O dinheiro arrecadado com as apostas foi o suficiente para a reforma da sede do clube e para a compra de quatro novos fardamentos. Antes da luta haveria a exibição de um menino ali do Peruche chamado Éder Jofre, que diziam ser bom – tal exibição acabou não acontecendo. Depois seria a luta que, desde já, era considerada na área a maior de todos os tempos: Ítalo Batagliolli, o legendário Pé-de-Pato, versus Tirone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários foram os motivos que fizeram da luta um espetáculo aguardado com ansiedade. O primeiro é que o boxe estava em alta; Rocky Marciano, um filho de italianos – assim como a maioria dos moradores da Barra Funda e Bom Retiro -, então campeão do mundo, vivia estampado em notícias de jornais, dava um grande ibope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator: o currículo dos lutadores. Pé-de-Pato era um &lt;em&gt;boxeur&lt;/em&gt; amador, com um currículo respeitável: trinta lutas, trinta vitórias. Todo mundo conhecia sua técnica fina, seu jogo de pernas estonteante, sua destreza nos &lt;em&gt;jabs&lt;/em&gt; e, principalmente, seu braço esquerdo. O direto de canhota era um canhão, um aniquilador de narizes. Tirone, no entanto, já era o afamado Tirone, o maior valente da região, o homem que ceifou sozinho a turma dos Cabeleira, o homem que era briga pra dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro fator: a disposição com que jogavam bola. Eram, os dois, desses jogadores de bater a cabeça na trave, de molhar a camisa, de dar a vida pelo rubro negro. E essa disposição no futebol, sendo transferida para o ringue, é o que faria a luta ser épica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o quarto fator, que botou pimenta e justificou o confronto: os dois eram amigos, amigos de infância, mas estavam brigados! Tirone acusara Pé-de-Pato de caloteiro; e Pé-de-Pato estava ofendido em sua honra. E tal desentendimento seria resolvido no ringue. Tudo isso, logicamente, incluindo o dinheiro devido, era simulação deles e da diretoria do clube, para angariar público e receita. A luta seria, na verdade, a maior briga de comadres de todos os tempos, o que certamente causaria chiadeira na assistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o dia e a sede ficou tomada. O que ia dar? As apostas rolaram soltas, tudo podia acontecer. Cada um no seu &lt;em&gt;corner&lt;/em&gt;, e começa a apresentação menos emocionante e caprichada que já se viu, pelo eterno diretor de patrimônio Durão: “No corner direito, Tirone; no corner esquerdo, Pé-de-Pato”. E começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu, já no primeiro assalto, foi um assalto. Pé-de-Pato dançando seu jogo de pernas, de lá pra cá, enquanto Tirone o cercava. Um &lt;em&gt;jab &lt;/em&gt;de vez em quando, um soquinho aqui, outro ali, até o terceiro &lt;em&gt;round&lt;/em&gt;. A enganação foi sendo percebida pela platéia e começou a vaia. Junto das vaias, gritos de “safados”, “maricas” e outros adjetivos inglórios mexeram com a veia agressiva do meu velho avô, um homem com um controle emocional de criança. Pé-de-Pato era um iceberg; continuava pulando e trocando de pé como um dançarino de tango, até o grito que mudou o rumo da luta, programada para seis &lt;em&gt;rounds&lt;/em&gt;: “Ê Tirone, tá com medo, bundão?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirone então fez o que não estava no script e acertou um direto que levantou a platéia. Dizia, depois de muitos anos, que foi um soco para não deixar que o público fosse embora ou pedisse de volta o dinheiro. Acontece que o Pé-de-Pato, um cordial e diplomático, um homem dos acordos, das cartilhas e regulamentos, se viu traído, sendo vítima, sem aviso prévio, de seu golpe mais temido – seu nariz sangrava. Acabou o quarto assalto e o público começou a vibrar e torcer, incentivar, clamar sangue e imitar os ganchos do Rocky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pé-de-Pato voltou, mas voltou como o &lt;em&gt;boxeur&lt;/em&gt; que era, como o invicto. Jabeou uma, duas, três. Tirone deixou que os revides lhe batessem à cara. Apesar da grande quantidade de socos que tomava, sabia que seu direto valera por vinte &lt;em&gt;jabs&lt;/em&gt; daqueles que estava tomando. Mas o Pé não parava; transformou, sem piedade, a cara do Tirone num bumbo que batia num compasso definido, jogando com as pernas, fazendo o público delirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida queria era ver o circo pegar fogo. Se no começo a torcida era pro Tirone, depois de ser vítima dos mil &lt;em&gt;jabs&lt;/em&gt; do Pé-de-Pato o abandonou, e comemorava cada vez que a luva do Pé tocava sua cara, já meio detonada. Tomado pela raiva, partiu, como um leão, pra briga de fato, sem técnica, sem jogo de pernas, só porrada. A partir daí, a sede do Anhangüera quase veio abaixo. A assistência babava e gritava. Era uma briga de verdade. Estavam mesmo tirando a desforra, fazendo valer a honra e o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um brigão não tem técnica e todas as patadas que Tirone soltava pegavam nas luvas do Pé-de-Pato, que se defendia e continuava desferindo os &lt;em&gt;jabs&lt;/em&gt;, e estes pequenos golpes, insistentes, iam desfigurando a face de Tirone, castigando-o. Vendo que não ia conseguir acertá-lo, Tirone não titubeou. Saiu do ringue, empurrou um jurado, pegou a cadeira e subiu pra quebrá-la na cabeça de seu oponente. O Pé-de-Pato, que não era bobo, correu. Seis homens seguraram o Tirone e acabou o show. O povo foi pra casa deleitado, saciado, tendo presenciado uma grande luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma noite, os dois se conciliaram e beberam juntos no Fecha Nunca. A notícia que correu é que Pé-de-Pato pagou a Tirone ali, no balcão mesmo, o que estava devendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3400407071829598573?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3400407071829598573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3400407071829598573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3400407071829598573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3400407071829598573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2009/01/uma-luta-de-boxe.html' title='Uma luta de boxe'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3659081903687646776</id><published>2008-12-31T14:25:00.004-02:00</published><updated>2009-01-06T20:06:42.893-02:00</updated><title type='text'>São Silvestre</title><content type='html'>Estive, de manhã, no trabalho, mas é bom deixar claro que "estar no trabalho" e "estar trabalhando" são coisas completamente distintas. Cocei, desde às oito da matina até o meio dia, o saco. Sendo assim, após acessar todos os sites imagináveis e digitar mil nomes de conhecidos, amigos e parentes no Google, resolvi escrever meu último texto do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de emprego há vinte dias atrás. Voltei a trabalhar na Avenida Paulista, que será palco hoje à noite da virada paulistana, com shows esdrúxulos e a queima de fogos mais esquisita do Brasil. O pobre mortal que se desloca de vários cantos da cidade, coitado, deve sair daqui desiludido; quem, meu Deus, consegue ver os fogos com tantos prédios em volta? É, disparado, o pior programa para o ano novo. Eu, que não sou bobo, estarei bem longe daqui à zero hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes da meia noite, porém, mais precisamente a partir das três da tarde, tem a tradicionalíssima Corrida de São Silvestre. E é sobre ela, a corrida, que vai correr este texto. Não vou me ater à história da prova, nem ao seu idealizador, o jornalista Cásper Líbero, que essas coisas estão todas na rede, pra quem quiser saber. De minha parte, falarei do papel desempenhado pela Barra Funda na São Silvestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Nunca nenhum representante do bairro cruzou a linha em primeiro; meu avô e seus amigos corriam, na década de 40, mas só pela participação. A Barra Funda, todos bem sabem, é um bairro central, de modo que faz parte do percurso da prova. Atentemos para um detalhe: o "México" (Barra Funda de baixo) é o palco. A Barra Funda além linha férrea, não. Esta parte do percurso, que passa pelo México, é exatamente a metade da corrida. Ali, ao descerem do Elevado, os atletas pegam a Norma Giannotti e atravessam as portentosas ruas Cruzeiro e Anhangüera para depois entrarem na Rudge e seguirem para o centro da cidade. Estão, via de regra, ainda inteiros – pelo menos o pelotão de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de cada evento, no entanto, há sempre um motivo que preocupa sobremaneira os organizadores. No caso da São Silvestre, o assombro, o horror, a paúra da organização, da polícia, da televisão, é justamente a esquina da Giannotti com a Cruzeiro. Ali, ano após ano, concentra-se a assistência mais imprestável do percurso de 15 quilômetros. Mané Catapano, por exemplo, é um espécime dessa horda. São incontáveis bêbados, das piores matizes, juntos. Ano a ano, a segurança naquela esquina aumenta. A famosa fita amarela e preta não servia de nada; depois botaram três cordas (nas alturas do joelho, cintura e peito de um adulto), o que também não resolveu; depois a polícia apelou para uma pequena base montada ali, mas dois policiais não dão conta de uma matilha; até que, nos últimos dois anos, a esquina foi isolada e ficou sem assistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que intimidasse os vagabundos, mesmo com todo ano um ou dois passando a noite de reveillón no xadrez; e justiça se lhes faça: o motivo dos transtornos, da bagunça e da revolta da turma da Barra Funda é um só: são grandes patriotas. Há também uma outra razão para a baderna que eles promovem: a torcida pelo Deley, o único barrafundense a correr a São Silvestre. Wanderley, o último remanescente da família dos &lt;a href="http://anhanguera.blogspot.com/2008/04/famlia-de-tapeceiros.html"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;tapeceiros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com sua tapeçaria na Rua Anhangüera, é um atleta; corre todos os dias, anda de bicicleta, joga futebol aos domingos, e trabalha duro, um incansável. Mas perto de um Paul Tergat, de um Simon Chemwoyo, de um Marílson dos Santos, é uma tartaruga, um aleijado. Sua melhor colocação foi um ducentésimo quarto lugar, há seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida pelo Deley, como eu dizia, é um motivo secudário, de menor força. Os arruaceiros são é brasileiros, não admitem a vitória de um gringo, abrindo uma exceção altamente nobre: mexicanos. Arturo Barrios, por exemplo, bicampeão, em 90/91. Um brasileiro já não ganhava a prova desde 85, com José João da Silva, e um pigmeu chamado Rolando Vera, equatoriano, era o atual tetra campeão. Não tinha pra ninguém, o baixote Vera corria à vera, deixando os pobres brasileiros comendo poeira e a assistência da Barra Funda pê-da-vida. Eis que, em 90, surge Arturo Barrios e liqüida a fatura. A vitória do mexicano, para que todos saibam, foi definida onde? Justamente na Barra Funda, no "México"! Quando os rudes, na esquina da Cruzeiro, viram o Barrios, deram gritos de incentivo, tapinha no bumbum e água (não era água em copinho, mas jato de mangueira). Era o representante do México e, sendo assim, da Barra Funda, na liderança. Com a brasileirada em farrapos, Arturo Barrios virou herói no bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa fase, vieram os quenianos. Daí em diante, amigos, só deu eles. Nos últimos dezesseis anos, apenas cinco canarinhos e um etíope ergueram a taça; de resto, só Quênia, Quênia e Quênia. Imagino que, para um brasileiro, ver um queniano se aquecendo antes da corrida seja o mesmo que foi pra mim, na primeira prova de vestibular que prestei, atentar para um japonês cabeçudo ao meu lado apontando um lápis. Naquele momento, antes de pensar no Pitágoras, eu bombei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ultimo dia do ano, não há maior inimigo da Barra Funda que um queniano. Paul Tergat, por exemplo, quando dobrava a Giannotti, ouvia xingamentos de todos os tipos; em português, italiano e inglês. Mas isso era pouco. Chegaram a arremessar tomate no homem. Na torcida tinha um e outro que enganava os atletas. Tinha um que botava cachaça no copinho de água pra dar pros gringos, isso antes de inventarem os "postos de hidratação". Um dia deu o copo pra um neguinho que vinha bem na corrida, achando que o crioulo era queniano. Foi o neguinho jogar a "água" na cara e lamber o beiço para, ainda correndo, virar o pescoço em direção à esquina, onde se amontoavam os vikings, e mandar um: "Vão se foder, seus filhos da puta!". A estratégia da pinga foi abolida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, muita gente deixou de ir pra Rua Cruzeiro ver a corrida, já que só dava os quenianos. Para tranquilidade da organização, dos atletas gringos, da polícia, a turma que se juntava ali se desfez; hoje restam quatro ou cinco. Mas há uma pessoa que sente a falta da horda e, sem ela, sabe que não terá chance alguma de levantar a São Silvestre para o Brasil e, mais, para a Barra Funda: Deley. Será, hoje – ele me confidenciou – sua última corrida. Sem torcida, não haverá motivação. Inclusive não completará a prova. Vai correr apenas até a gloriosa esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não der um brasileiro na cabeça hoje, amigos, que seja um mexicano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3659081903687646776?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3659081903687646776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3659081903687646776&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3659081903687646776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3659081903687646776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2008/12/so-silvestre.html' title='São Silvestre'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-6551061696072074245</id><published>2008-12-24T15:16:00.004-02:00</published><updated>2009-01-08T19:04:49.781-02:00</updated><title type='text'>Zulu</title><content type='html'>&lt;p&gt;Compungido, embargado, triste. É assim que sou hoje, véspera de Natal de 2008. Dona Maria, 90 anos, muito mais que eu. Hoje à tarde será realizado o enterro de seu único filho, meu amigo e tio (me chamava por sobrinho) Antonio Carlos Apolinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido Zulu era, acima de tudo, um profundo conhecedor da Vida e do Tempo. Não apenas por ser um homem religioso, temente a Deus; mas por ser dotado de um estigma divino, o de reconhecer o que lhe chegava não só aos ouvidos e ao tato, mas, principalmente, à alma. Zulu era apaixonado pela Vida, pelos amigos, pela noite e pela bebida. Esta última, aliás, que insistirão em dizer e teimar ter sido seu algoz, cruel e vil assassina, é que foi, em verdade, sua amante, seu esteio e seu bem-querer. Um homem que não tem uma mulher é, indubitavelmente, um solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zulu é o mais constante personagem deste miserável blogue - e isso nunca valeu como homenagem! – porque há na sua passagem um peso de mais, porque suas belas histórias vazavam-lhe pelos poros, e porque sua presença era sobrecarregada de uma magia indescritível. Mas de mim, não acreditem em nada, não; estejam na Casa Verde, na Barra Funda, estejam com quem, com ele, dividiu uma mesa de bar, com alguém que tenha tomado uma bronca – não era de alisar – ou que tenha apenas presenciado Zulu solicitando as milhares de saideiras ao Mauro; pedia apenas um "dedal" de cachaça pra não pesar a consciência de pedir uma dose inteira (o problema é que tomava dez, quinze "dedais" no fim da noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio não vou deixar de escrever sobre meu dileto amigo, não hesitarei em narrar mais causos dos tantos que sei dele, todos devidamente contados à mesa do bar, na Rua Dobrada. Lá que uma ou duas vezes por semana estava eu pra beber do prazer que era estar com Zulu. A última foi há duas semanas e me deixou muito preocupado. Zulu, mais pesado e inchado que nunca, mal conseguia dar dois passos sem ter que parar, recuperar o fôlego. Pra entrar no carro, aquele custo. Mas à mesa destilou a categoria de sempre. Falamos basicamente sobre trabalho, com o homem contando sua época de banco quando foi gerente de agência do Unibanco durante quinze anos - e apenas com terceiro ano primário, o que seria impossível de vinte anos pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me encantava era que Zulu é desses que, falando de trabalho, de mulheres, de futebol, de cachaça, de racismo, de política ou de qualquer outra coisa, transpõem os limites do assusto dando-lhe uma carga imensa de humanidade, inserindo-lhe ou tirando dele uma lição, uma conclusão que fazia questão de transmitir aos mais novos, com um detalhe: a quem quisesse ouvir, porque Zulu sabia que, para alguns, não adiantaria gastar a saliva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditinho é um caso clássico. É um rapaz de dezenove anos que mora perto da Dobrada. Seu pai, morreu na cadeia; seus irmãos mais velhos também todos em cana; sua mãe, com mais cinco filhos mais novos que ele, um de cada pai. Zulu, durante anos a fio, tentou "trabalhar" o garoto. Comprava material escolar, queria ver as notas e não gostava de ver o moleque na rua. Até o dia em que Ditinho, bêbado, estranhou-o, solicitando com veemência e ódio uma nota de cinco mangos. Zulu largou de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dois anos pra cá, que é quando comecei a escrever e registrar algumas histórias por aqui, Zulu, meu grande amigo Zulu, interpelava-me ao final de algumas: "não vá escrever isso!", "isso não pode". Em uma dessas tantas noites, o negrão me pediu: "essa, filho, escreva no dia em que eu morrer". E vos confesso que choro neste momento como chorávamos naquela noite, embriagados, falando de amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zulu teve um, e não mais que um único e inesquecível amor na vida. Uma mulher que passou pelo seu caminho há trinta e cinco anos atrás. Graças a ela e desde ela Zulu se auto-proclamou um "otário" pro resto de sua existência. Outras mulheres vieram, farras, saunas, zonas, amigas, namoradas; a última sendo a Augusta, há uns dez anos, mas nenhuma fez cócegas perto do que o homem sentiu pela Cristina, uma lourinha do interior, prostituta de uma &lt;em&gt;boîte&lt;/em&gt; na Bento Freitas. Com lágrimas borbulhando, admitiu que não a reconheceria depois de tanto tempo, mas que gostaria que ela aparecesse ali, naquela hora, e que tudo explodisse, inclusive eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tal &lt;em&gt;boîte&lt;/em&gt;, Zulu e alguns amigos do Bom Retiro batiam ponto diariamente na época. Dava cinco da tarde e lá estava ele, no bar da esquina. O gerente da casa era camarada, o que lhes dava o direito de entrar sem &lt;em&gt;couvert&lt;/em&gt;, só pagando o "bebum". Cristina, a mais linda de todas – e mais jovem -, era o xodó da casa; em teoria só dançava, mas acabava "subindo" com quem lhe desse um dinheiro pesado, coisa que acontecia muito raramente. Zulu, um duro, ficava no balcão hipnotizado, vendo o show. Via com os olhos e lambia com a testa. Só que a moça gostou do negrinho e Zulu passou a ser o único homem com quem Cristina ia pros finalmentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ego do malandro foi nas nuvens, e não era pra menos. Zulu jamais foi mulherengo, não era de ter sorte com as damas. Ele se salvava, e só. Mas estava com a mais linda das meninas da Bento Freitas a seus pés. E o medo, travestido de malandragem, tomou conta do crioulo. Continuou, sem se abater e se mostrar empolgado, bebendo no boteco em frente à zona. A Cristina dançava; ao final do expediente encontrava-o no bar e iam namorar. Com algum tempo passado, a moça começou a cobrar-lhe uma posição definitiva; queria casar, largar aquele mundo e cuidar dos filhos e da casa de Cacá – era assim que ela o chamava. Mas nosso herói era "malandro", era um homem do mundo, estava seguro de que a moça estaria sempre ali, e continuou na mesma ladainha boteco-motel que já durava quase um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bela tarde, porém, quando desceu do ônibus e dobrou a esquina da Bento Freitas, avistou Cristina entrando no carro de um japonês e indo embora. Foi a última vez que a viu, e a primeira que chorou e se angustiou por causa dela. Passou, então, a se declarar um otário, um idiota completo, porque a amava e sabia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, sinceramente, que este causo da Cristina fosse o último que eu escrevesse sobre o homem, daqui uns vinte anos no mínimo, quando ele estivesse com setenta e nove, oitenta. Não imaginava, tão cedo, essa doce prostituta, mulher do meu amigo, ser o motivo do texto. Se Deus quis assim eu não sei, mas sei que o Zulu quis, andava cansado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estou saindo de casa agora, em direção à Dobrada, onde um exército de amigos aguarda notícias sobre seu sepultamento. Onde ontem, aliás, Zulu, com todas as dificuldades que o aplacaram de três meses pra cá esteve bebendo, como que numa despedida programada. O mundo dos homens perde sem a sua presença. Eu, sendo mais um, tão pequeno, vou seguindo. Um dia, querido, havemos de nos encontrar no Orum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E desce mais um dedal!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-6551061696072074245?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/6551061696072074245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=6551061696072074245&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6551061696072074245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/6551061696072074245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2008/12/zulu.html' title='Zulu'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-3256381495179000398</id><published>2008-12-17T21:14:00.004-02:00</published><updated>2008-12-17T22:31:15.604-02:00</updated><title type='text'>Anhangüera dá Samba XVIII</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O ano vai chegando ao seu final, o segundo ano de Anhangüera dá Samba!. Sempre, na última semana do mês, aquela correria com bebidas, equipamento de som, convidados especiais e outras coisas necessárias para a realização do samba. Não há, porém, ninguém que trabalhe, para que tudo corra tranqüilamente, nos triques, mais que meu pai, o bom Mimi. É ele quem segura umas broncas que eu, por conta de um cotidiano que não me flexibiliza de dia, não daria conta. A gente resolve muita coisa por telefone, mas quem arranja o troco, compra as miudezas no mercado, controla as fichas e ainda por cima fica a noite inteira no caixa, é o velho. Por isso, e se estou aqui escrevendo mais uma vez e pela décima oitava vez sobre o assunto, deixo registrado publicamente meu eterno agradecimento ao velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu disse que "para que tudo corra tranqüilamente, nos triques", devo fazer uma ressalva. Graças a meu pai, o samba que já tem um tempinho de existência, quase perdeu a invencibilidade no que se refere à confusões, brigas, essas bossas tão inerentes a ele, um varzeano de nascência. Uma vez, por causa de cinqüenta centavos, quase estalou um "camarada" seu do bairro, de infância. Tudo porque a lei que vale para meu pai é a de que "o que é certo, é certo". Se pedir com jeito, do tipo: "olha, senhor, está faltando uma moeda pra eu tomar minha décima cerveja da noite", é claro que Mimi vai liberar. O que não vale, o que não é admitido, é nego querer levar vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao samba. Recebemos, em Novembro, o João Borba. Mas por um triz, quase que não. Sua apresentação, que estava marcada para a 1h, começou as 3h. Depois de o carro ter enguiçado, Borba se perdeu nos meandros do Bom Retiro. Ao chegar foi direto pra roda do samba, até as 4h, quando encerrou a noite em grande estilo, cantando muito samba de São Paulo, sua especialidade. Durante a espera, porém, os Inimigos do Batente estraçalhavam. A noite inteira. Afortunados que somos, as 2h fui convocado pelo Bira à portaria do clube. Estava lá, devidamente uniformizada, uma turma da pesada do Peruche, liderada pelas viscerais cantoras Denise Carvalho e Bernadete, que acalmaram os ânimos daqueles que perguntavam pelo Borba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280917558181724626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SUmWiieLgdI/AAAAAAAAAKE/X0SCHRegY9A/s400/Tantinho+028.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vídeo com o Borba cantando em breve estará disponível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Sexta feira, dia 19, tem a última edição do ano. A convidada, conhecida de longa data, e que nos prestigia sempre que pode, será a majestosa Dona Inah. Sua voz bem definiu o Paulo Cesar Pinheiro: uma voz natural, intuitiva; nada é muito trabalhado. D. Inah vive grande fase; acaba de lançar seu segundo disco, &lt;em&gt;Olha quem chega&lt;/em&gt;, com músicas de Eduardo Gudin (quem sabe se ele não dá o ar da graça?), um disco obrigatório. Enfim, não há histórico que eu escreva aqui que descreva a força da presença de D. Inah. É estar sexta feira lá pra ver. Deixo um áudio de D. Inah cantando &lt;em&gt;Qual foi o mal que eu te fiz?&lt;/em&gt;, da monstruosa dupla Cartola-Noel Rosa, gravada em seu primeiro disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por causa de uma falha no programa que eu subo o áudio, também o disponilizarei assim que puder. Perdoem nossa falha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Até sexta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38494510-3256381495179000398?l=anhanguera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anhanguera.blogspot.com/feeds/3256381495179000398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38494510&amp;postID=3256381495179000398&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3256381495179000398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38494510/posts/default/3256381495179000398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anhanguera.blogspot.com/2008/12/anhangera-d-samba-xviii.html' title='Anhangüera dá Samba XVIII'/><author><name>Arthur Tirone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08107650487557211663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_TexOtj23LJQ/SCmwDhwMhBI/AAAAAAAAAEU/MZIuGN5kyMA/S220/S%C3%ADmbolo2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TexOtj23LJQ/SUmWiieLgdI/AAAAAAAAAKE/X0SCHRegY9A/s72-c/Tantinho+028.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38494510.post-7789083670594178249</id><published>2008-12-15T19:41:00.004-02:00</published><updated>2008-12-15T20:21:52.827-02:00</updated><title type='text'>Pela segunda vez, quase</title><content type='html'>O &lt;em&gt;II Campeonato de Veteranos&lt;/em&gt;, para craques com mais de 50 anos, chegou no sábado passado ao seu final. Um torneio que privilegia a técnica, o toque de bola e a categoria. Uma peleja em que quem corre mais é a bola. A organização mais uma vez foi precisa, comprovando o tino do rubro negro da Barra Funda, um clube competente em tudo o que se propõe a fazer. A louvável iniciativa de Luiz Sardinha no ano passado teve sua reedição neste e já é, de longe, a maior competição de futebol veterano da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior não no número de times, mas sim na qualidade, na técnica e, sobretudo, na emoção. Sábado, por exemplo, a final. Foi um jogo daqueles de matar do coração. Houve um torcedor afoito que sentiu dores no peito, falta de ar e terríveis crises nervosas de tremedeira. Falando em torcida, havia tempo que eu não via o campo tão cheio. Uma arquibancada até que cairia bem! Tinha gente forrando todo o alambrado, nas laterais, nos fundos. Três fileiras de gente; nego subindo no outro pra ver um lance de mais perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campeonato durou três meses, com doze times. Na primeira fase, duas chaves de seis. A segunda com duas de quatro. Depois semi-final e final. Sempre aos sábados, o que acabou interrompendo a tradicional caxeta na grande mesa redonda, em preto e vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou parcial e fanático, falarei aqui da campanha da Associação Atlética Anhangüera. Uma caminhada bem diferente do ano passado, quando ruímos na semi final. Montamos, em 2007, um esquadrão, ganhávamos todos os jogos. Ninguém questionava nosso favoritismo. Porém, 
